5 técnicas da TCC para o tratamento de estresse pós-traumático

A terapia cognitivo-comportamental, mais conhecida como TCC, é utilizada no tratamento de diversos transtornos hoje em dia. Ela usa princípios cognitivos para solucionar problemas psicológicos, ou seja, atua na reeducação ativa da mente e sua forma de pensar. Isso contribui para a melhoria de diversos quadros, inclusive o estresse pós-traumático, que afeta milhões de pessoas.

Para proporcionar a melhor recuperação, a TCC atua com diversas técnicas, cada uma focada em um aspecto do tratamento. Com o tempo, seus efeitos vão se acumulando e facilitando o dia a dia do paciente. Considerando que o transtorno pós-traumático pode impedir vários aspectos da vida cotidiana, esse tratamento se torna muito importante.

Quer entender melhor como a TCC é aplicada nesse tratamento? Acompanhe e veja quais são suas principais técnicas!

Conceito de estresse pós-traumático

De forma simples, o transtorno pós-traumático é um distúrbio de ansiedade causado por algum evento muito impactante na vida de alguém. As causas podem variar bastante, indo desde episódios de extrema violência e/ou ameaça até situações de exclusão social e humilhação.

Essas lembranças, pela sua intensidade, tendem a ser revividas sempre que são relembradas, fazendo com que as emoções negativas e a ansiedade retornem ao mesmo tempo. Dependendo de qual fator é o gatilho para a lembrança, as crises podem ser muito frequentes ou espaçadas. Isso faz com que algumas pessoas busquem ajuda psicológica apenas alguns anos após as primeiras crises de ansiedade.

Quando o fator gatilho é encontrado, a pessoa pode ter reações extremas de luta ou fuga, ficar paralisada ou nutrir sentimentos de impotência. Tudo isso tende a se agravar quando não é feito o tratamento adequado.

5 técnicas da TCC usadas nesse tratamento

Diante de um quadro de estresse pós-traumático, um terapeuta cognitivo-comportamental tem alguns recursos à sua disposição para lidar com essa situação e melhorar a qualidade de vida do paciente. Veja aqui alguns exemplos.

1. Exposição

Em muitos casos, o transtorno pós-traumático envolve uma forma de fobia, um medo excessivo de alguma coisa ou situação. Nesses casos, o primeiro passo do tratamento é permitir que a pessoa se exponha a situações cotidianas que normalmente acionam seu trauma, desenvolvendo recursos para controlar suas reações e evitar que elas interfiram negativamente no seu dia a dia. Isso permite que a pessoa retome algumas de suas atividades o quanto antes.

2. Dessensibilização sistemática

O próximo passo em muitos tratamentos de estresse pós-traumático é a dessensibilização, ou seja, fazer com que uma determinada situação se torne menos e menos aversiva. Para isso, o paciente é exposto àquilo que desencadeia sua reação de estresse de forma gradual. Primeiro, ele se imagina na situação e utiliza algumas técnicas para minimizar suas reações. Com o tempo, ele será gradualmente colocado na situação real, utilizando os mesmos recursos para evitar ter uma crise ou aprender a lidar com ela.

3. Relaxamento

Muitos transtornos são originados por causa do estresse e da ansiedade, deixando uma pessoa tensa a maior parte do dia. Uma forma de minimizar seu impacto negativo é encontrar formas de contrabalancear esse estresse. Para isso servem técnicas de relaxamento, como exercícios de respiração, concentração e meditação. É um método cognitivo bem eficaz para lidar com várias situações do dia a dia, sendo aplicável para a maioria dos tratamentos. Além disso, a redução do estresse permite que o tratamento seja aprofundado em outras áreas.

4. Enfrentamento do estresse

Claro que, dependendo da situação, o relaxamento não é a única técnica disponível, ou mesmo a mais eficiente. Muitos contextos envolvem mais estresse do que pode ser normalmente contido com esses procedimentos. Um gestor que lida com múltiplos setores, por exemplo, tem muitos problemas para lidar todo dia.

Nesses casos, é possível desenvolver formas de enfrentamento do estresse, seja evitando a situação estressante, desenvolvendo processos para lidar com o problema rapidamente ou contendo suas reações emocionais o suficiente para que elas não sejam prejudiciais.

5. Parada do pensamento e autoinstrução

Não faltam histórias de pessoas que têm problemas emocionais e ouviram algum conselho como “apenas tente parar de se sentir assim”. Claramente, isso não é o suficiente para lidar com esse tipo de problema, mas também não é um conselho completamente incorreto.

As técnicas de parada do pensamento e autoinstrução, são, essencialmente, um esforço ativo para identificar pensamentos negativos e afastá-los conscientemente. Porém, não é o mesmo que simplesmente “não sentir mais isso”. É uma forma de enfrentamento e controle das emoções negativas, sempre contando com o apoio de um profissional para elaborar certas questões e assegurar o sucesso do tratamento.

Benefícios que a terapia cognitivo-comportamental traz

Diante de todos os pontos acima, ainda é importante destacar como a TCC pode contribuir com o tratamento do estresse pós-traumático. Veja aqui alguns dos principais benefícios que esse processo proporciona.

Apresenta resultados a curto prazo

Uma das principais vantagens do tratamento cognitivo-comportamental é que, devido às suas técnicas, ele tende a ter um efeito mais imediato no dia a dia do paciente. Como sua prioridade é a reeducação da pessoa e produzir melhorias no seu dia a dia, todo o seu trabalho é estruturado para maximizar resultados de curto prazo, pois isso facilita o resto do tratamento.

Não há restrição para o perfil de paciente

A TCC é uma das linhas mais flexíveis da psicologia, podendo ser aplicada em diversos contextos e para diferentes perfis, idades ou contextos culturais. Isso significa que, independentemente das técnicas e do paciente, é possível assegurar bons resultados para o tratamento, seja no curto ou no longo prazo.

Proporciona mudanças duradouras

Um problema que muitas pessoas têm com tratamentos que geram resultados muito rápidos é que, em muitos casos, esses efeitos também não são mantidos por muito tempo. Porém, a terapia cognitivo-comportamental não segue essa tendência. Além das técnicas que trazem mudanças imediatas no comportamento, essa vertente também trabalha no longo prazo para reelaborar os pensamentos, fazendo com que todas essas mudanças sejam mais profundas e se mantenham após o fim do tratamento.

Com essas informações, já é mais fácil entender como as técnicas da TCC contribuem com o tratamento do estresse pós-traumático. Esses procedimentos ainda podem ser aplicados a vários outros quadros, contribuindo para a qualidade de vida de qualquer paciente.

Quer tirar mais alguma dúvida? Então deixe um comentário e logo responderemos.

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