Aplicação das ciências cognitivas: como se beneficiar dessa área?

O profissional que pretende melhorar seu desempenho e entregar resultados mais eficientes no dia a dia de suas atividades deve sempre se preocupar com a absorção de novos conhecimentos. Aprender sobre a aplicação das ciências cognitivas é um caminho certo para adquirir um novo olhar em relação ao ser humano e saber lidar com as pessoas de forma mais construtiva.

Este post foi elaborado para explicar o que são as ciências cognitivas, qual a importância de obter esse conhecimento e como os profissionais podem tirar proveito de uma especialização na área. Leia com atenção e entenda de que forma você pode fazer a aplicação das ciências cognitivas na sua profissão.

O que são ciências cognitivas? 

As ciências cognitivas envolvem um conjunto de conhecimentos multidisciplinares com o propósito de compreender a relação entre os processos mentais e o funcionamento cerebral. No grupo das grandes áreas incluídas nesse estudo, estão Psicologia, Neurociência, Filosofia, Antropologia, Linguística e Inteligência Artificial.

O conhecimento em ciências cognitivas é aplicado para o aprimoramento do desempenho pessoal e profissional. Isso é possível a partir da compreensão de como o homem processa as informações e se relaciona com o ambiente, com base em descobertas científicas sobre as conexões mentais.

Em síntese, os processos cognitivos interferem em todas as ações e relações humanas, uma vez que influenciam emoções, pensamentos e comportamentos. Assim sendo, entendemos que os transtornos mentais e as disfunções comportamentais estão diretamente relacionados a alterações na cognição.

Por essa razão, os profissionais que atuam na saúde mental estão entre os principais interessados em estudar as ciências cognitivas e desvendar as amarrações da mente humana.

Além de psicólogos e psiquiatras, outros atuantes no campo da saúde, ou mesmo de outras áreas, são beneficiados com esse conhecimento, como nutricionistas, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e pedagogos.

Qual a sua importância?

Como as ciências cognitivas investigam o modo como o ser humano processa seus pensamentos e emoções, logo, trata-se de um campo de conhecimento fundamental para formular intervenções mais efetivas. Afinal, os elementos cognitivos têm impacto sobre questões como controle de impulsos, tomada de decisões, repertório de ação, estratégias de enfrentamento e, consequentemente, sobre os relacionamentos.

Outro ponto relevante é que a multidisciplinaridade das ciências cognitivas torna essa área bastante ampla e diversificada. O resultado disso é que são encontrados diferentes modelos de estudos, com enfoques específicos, de acordo com o objetivo de pesquisa de cada grupo científico.

A Psicologia Cognitiva, por exemplo, tem como foco de investigação os efeitos do pensamento sobre as emoções e as respostas comportamentais. Os especialistas dessa área buscam identificar as distorções cognitivas que direcionam os comportamentos disfuncionais.

Assim como a Psicologia, cada disciplina é guiada por um objetivo de estudo específico. Apesar de os diferentes ramos científicos terem se unido para investigar as ciências cognitivas, suas características individuais são preservadas, aumentando o valor de suas descobertas.

A partir dessas diferentes vertentes, as ciências cognitivas conseguem trazer à superfície do conhecimento duas questões essenciais:

  • o estudo do processamento da informação, considerando suas várias etapas — o ser humano percebe, transforma, armazena, recupera e utiliza as informações captadas no ambiente;
  • o estudo das formas de sistematização, isto é, de como a mente e o cérebro efetuam as representações das atividades reais.

A partir dessas investigações, as disciplinas que compõem as ciências cognitivas buscam encontrar fatores em comum e explicar os processos globais do comportamento — sem desconsiderar a importância dos fatores emocionais, que são motores naturais das ações e das relações humanas.

Por que estudar ciências cognitivas? 

Profissionais que lidam diretamente com o ser humano, como os da área da saúde, são grandemente beneficiados com a aplicação das ciências cognitivas. Isso porque esse conhecimento gera o entendimento acerca das reações das pessoas e oferece mais recursos para lidar com situações de estresse.

Em resumo, o profissional que se dedica ao conhecimento das ciências cognitivas consegue:

  • compreender respostas comportamentais;
  • conhecer os processos mentais por trás dos transtornos;
  • propor soluções para situações de conflito;
  • lidar de forma eficiente com situações de crise;
  • contornar posturas de resistência e estimular a resiliência;
  • comunicar-se de forma mais motivadora;
  • melhorar a capacidade argumentativa;
  • desenvolver e estimular o autocontrole;
  • facilitar a comunicação em equipes de trabalho;
  • favorecer a dinâmica de equipes multidisciplinares;
  • estabelecer um diálogo técnico com outros profissionais de saúde;
  • identificar riscos de transtornos mentais e fazer o devido encaminhamento para especialistas;
  • favorecer os resultados terapêuticos. 

Todos os pontos levantados são de extrema relevância para o bom desempenho das atividades profissionais. Pensando assim, vemos que uma especialização em ciências cognitivas é uma porta de acesso a novas oportunidades de atuação.

Como os profissionais da saúde podem fazer a aplicação das ciências cognitivas?

Uma pós-graduação em ciências cognitivas é um passo bem dado por profissionais que vivem em contato direto com o ser humano em situações complexas. Psicólogos, médicos, enfermeiros, assistentes sociais, entre outros, podem colher bons frutos dessa especialização.

O estudo dos processos cognitivos é um conhecimento facilitador para melhorar a atuação de cada profissional de forma específica. Os psicólogos se utilizam desse saber para compreender o comportamento humano e propor técnicas de reestruturação cognitiva. Os nutricionistas focam nos aspectos mentais dos problemas alimentares e buscam entender a situação emocional de cada cliente para motivá-lo a seguir as orientações.

Os enfermeiros, por sua vez, desenvolvem habilidades de liderança e adquirem preparo para fazer intervenção cognitiva em equipes multiprofissionais. Ainda na Enfermagem, os profissionais que fazem a aplicação das ciências cognitivas passam a entender o funcionamento cognitivo de pessoas em situação de fragilidade.

O graduado em Serviço Social tem acesso a novos métodos de intervenção para lidar com casais, famílias e grupos terapêuticos. Já o terapeuta ocupacional se torna mais capacitado para trabalhar as necessidades e limitações dos pacientes, contornar as resistências e motivá-los para a prática das atividades.

Pedagogos e psicopedagogos, por sua vez, ampliam seu conhecimento para aplicar novos métodos de intervenção cognitivos e comportamentais no ambiente escolar, favorecendo o aprendizado dos alunos.

Vemos, então, que a aplicação das ciências cognitivas permite que cada profissional aprimore sua performance na prática de suas atividades. Sem dúvidas, trata-se de um conhecimento bastante válido para aumentar a eficácia das intervenções em todas as áreas que citamos.

Para saber mais sobre como funciona o curso de especialização em ciências cognitivas, entre em contato com o Instituto Cognitivo e esclareça todas as suas dúvidas.

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