Saiba como funciona a terapia do esquema para borderline

Saiba como funciona a terapia do esquema para borderline

O termo borderline vem do inglês e refere-se à fronteira ou limite. Por isso, o transtorno de borderline também pode ser denominado de transtorno de personalidade limítrofe. A terapia do esquema para borderline é destinada para as pessoas que passam por alterações extremas de humor ao longo dos dias, misturando sentimentos como raiva, impulsividade e amor intenso.

A doença é difícil de ser diagnosticada porque em diferentes momentos pode se confundir com o transtorno bipolar. Não existem dados concretos sobre o número de pessoas com essa síndrome no Brasil, todavia, nos Estados Unidos os dados oficiais indicam que de 1% a 6% da população tem o transtorno. Por isso, o profissional precisa ter um conhecimento aprofundado sobre o tema e todos os processos de tratamento para fazer o diagnóstico preciso da doença e auxiliar no tratamento.

Quer entender mais sobre o transtorno e como ele pode ser tratado? É só continuar a leitura deste artigo!

Quais são as características do paciente com transtorno de borderline?

O indivíduo com o transtorno de borderline pode apresentar algumas ou todas as características da doença, que também pode ser confundida com a bipolaridade. Por isso, o diagnóstico não é simples de ser feito e exige muita atenção do profissional envolvido. Entre as principais características estão:

  • necessidade de receber muito carinho e atenção;
  • rebeldia;
  • excessos no uso de bebida alcoólica, cigarro, entre outras situações;
  • instabilidade emocional, podendo passar de sentimentos de alegria e depressão em algumas horas ou dias;
  • autoflagelação;
  • sintomas de depressão que aparecem com frequência.

Esses sintomas dificultam que o paciente tenha uma qualidade de vida e bem-estar, pois está sempre precisando lidar com suas oscilações de humor e sentimentos. Por isso, recomenda-se a procura de uma psicoterapia especializada na área.

Como funciona a terapia do esquema para borderline?

A terapia do esquema utiliza técnicas reconhecidamente eficazes oriundas da terapia cognitivo-comportamental (TCC) para o tratamento do transtorno de personalidade borderline. Também é somada a essas técnicas a abordagem dos chamados “modos de esquema”, que reúnem as reações emocionais e comportamentais provocadas pelo grande número de esquemas geralmente presentes nesses pacientes.

A TCC tem o importante papel de auxiliar os indivíduos a mudar suas crenças e comportamentos que trazem prejuízos para sim mesmos e para as pessoas próximas. Ela também contribui para aliviar as alterações bruscas de humor, reduzindo comportamentos autodestrutivos.

Além de realizar a terapia, o paciente muitas vezes precisa fazer um acompanhamento com um psiquiatra que será responsável por indicar o melhor tipo de medicamento para controlar as emoções.

No que consiste a terapia

De acordo com Maurício Piccoloto, diretor do Instituto Cognitivo, intervenções realizadas na terapia do esquema atuam em aspectos atuais e passados relacionados ao sofrimento do paciente e às suas dificuldades de relacionamento. Por isso, ela pode trazer um impacto significativo na qualidade de vida e bem-estar emocional.

A terapia do esquema para borderline tem como principal característica a integração de várias abordagens em benefício do paciente. Quando a terapia foi criada por Jeffrey Young, ele utilizou diferentes fontes de conhecimento para criar uma visão do ser humano e aplicar um conjunto de técnicas terapêuticas com os pacientes que sofrem desse transtorno. Nesse caso, são integrados conhecimentos da psicanálise, terapia do apego, da Gestalt-terapia e da terapia cognitivo-comportamental.

Quais são os resultados esperados?

A terapia busca atuar em diferentes aspectos relacionados ao sofrimento do paciente e às suas dificuldades de relacionamento. Por isso, espera-se uma mudança significativa na qualidade de vida e bem-estar do indivíduo. Contudo, é importante que o profissional compreenda que há muitas variáveis durante o tratamento e que cada pessoa responde aos estímulos de uma forma diferente.

Qual é a importância do acompanhamento psicoterapêutico para pacientes com borderline?

Há diferentes graus de intensidade do transtorno da personalidade borderline. Por esse motivo, é importante que cada indivíduo seja avaliado individualmente.

De forma geral, esses pacientes têm sofrimentos significativos e problemas de relacionamento, por isso também são mais vulneráveis para o desenvolvimento de outros transtornos mentais como a depressão. Em casos mais severos, há ainda o risco de comportamentos impulsivos e autodestrutivos, inclusive para o suicídio.

“Por tudo isso podemos dizer que a psicoterapia é fundamental para a saúde emocional desses pacientes. Em alguns casos, inclusive, pode ser indicado o tratamento farmacológico em paralelo com a psicoterapia para potencializar os resultados”, ressaltou Maurício.

Muitos estudos já comprovaram a eficácia da terapia do esquema para borderline, demonstrando uma recuperação maior do paciente do que um tratamento convencional. Entre os principais benefícios do método estão:

  • menor número de desistências dos pacientes;
  • melhor custo-benefício;
  • diminuição das manifestações do transtorno.

Como e por que atuar nessa área?

Quem é da área da Psicologia e deseja atuar com esses pacientes é imprescindível buscar uma especialização e um conhecimento específico sobre o transtorno e todas as abordagens possíveis de tratamento. Além disso, é recomendável buscar a supervisão com profissionais mais experientes, reunindo conhecimento teórico e prático, pois essa é a melhor maneira de realizar os atendimentos com segurança.

Nesse sentido, é fundamental buscar um curso de especialização com professores qualificados e experientes, que tragam aulas baseadas em exemplos e casos clínicos. Também é importante considerar os recursos oferecidos pela instituição, como equipamentos audiovisuais, exercícios de revisão, artigos científicos e uma extensa biblioteca para o acesso dos alunos.

O Instituto Cognitivo capacita os profissionais por meio de uma especialização em terapia do esquema. Esse é o primeiro curso da área no Brasil e foi reconhecido pelo alto padrão de qualidade do corpo docente. As aulas fornecem um completo embasamento teórico para a realização da terapia e preparam os profissionais para a aplicação dos princípios do atendimento em seus consultórios.

Se você está em busca de uma especialização para ampliar os seus conhecimentos e oferecer um atendimento ainda melhor aos seus pacientes, nós podemos ajudá-lo. No Cognitivo realizamos o curso de terapia do esquema para borderline e outros assuntos relacionados à área da Psicologia.

Quer saber mais sobre eles? Entre em contato com a nossa equipe para conhecer mais sobre as nossas aulas e se prepare para fazer a diferença na vida dos seus pacientes!

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Veja como a TCC pode ajudar a combater o medo de dirigir

Veja como a TCC pode ajudar a combater o medo de dirigir

O medo de dirigir é um problema que muitos jovens — e até adultos — enfrentam no seu cotidiano. Seja em função de um acidente, seja por uma preocupação extrema com a segurança de si e dos outros, o medo de enfrentar o trânsito e a direção aparece e imobiliza diversos pacientes. Então, como lidar com ele no consultório?

Existem muitas abordagens da Psicologia que orientam o trabalho de terapeutas para lidar com as fobias dos seus pacientes. Atualmente, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) oferece diferentes técnicas e métodos para serem utilizados em conjunto com os clientes, a fim de aprimorar sua qualidade de vida e deixar para trás os medos que destoam da realidade.

Quer saber mais como funciona o tratamento da TCC com pacientes que apresentam medo de dirigir? Continue lendo nosso conteúdo! Respondemos às principais dúvidas dos psicólogos sobre esse assunto.

O que pode causar o medo de dirigir?

Antes de compreender como funciona o atendimento psicológico às pessoas que tem medo de dirigir, precisamos entender as origens dessa fobia. Assim como qualquer situação fóbica, o pânico causado pela direção pode surgir a partir de diversas situações-gatilho, sejam elas físicas, sejam psicológicas, como:

  • vivenciar um acidente de trânsito, tanto como motorista quanto passageiro ou pedestre;
  • insegurança em relação às capacidades físicas, como visão espacial;
  • medo de errar;
  • dificuldade em lidar com frustrações em função dos erros cometidos na direção;
  • insegurança em relação ao julgamento e crítica dos outros quanto a sua postura no trânsito;
  • má formação de motoristas, participando de aulas em que os instrutores instigam medo e preocupação.

Além disso, é importante ter em mente que, muitas vezes, as causas ocorrem simultaneamente. Ou seja, ao mesmo tempo que o seu paciente é inseguro em relação as suas capacidades físicas, ele também pode apresentar o medo de errar e a dificuldade de enfrentar a frustração.

Que sintomas indicam o medo do volante?

Dentro da Psicologia é fundamental saber distinguir um transtorno de um quadro esperado em uma situação desafiadora. Quando um indivíduo está aprendendo a dirigir, se espera que ele apresente sinais de ansiedade e nervosismo, não é mesmo? Afinal, é uma habilidade nova e muito diferente do que ele já vivenciou.

Existem quadros em que a situação natural pode se agravar, desenvolvendo um transtorno chamado amaxofobia. Nesses casos, os sintomas ficam mais fortes e ocorre um impedimento — físico e/ou mental — das ações. Um exemplo clássico é quando o paciente afirma que se sentiu incapaz de se mexer, tanto para ligar o carro quanto para sair do banco do motorista.

No entanto, independentemente do nível fóbico do seu paciente, existem três sintomas característicos do medo de dirigir, que aparecem em diferentes intensidades de acordo com sua experiência: nervosismo, ansiedade e impaciência. A seguir, explicamos como cada um deles se manifesta.

Nervosismo

Quem nunca esteve nervoso diante de uma situação diferente? O nervosismo faz parte do nosso sistema natural de defesa: as mãos suam e o corpo produz uma série de hormônios para enfrentar ou fugir de acontecimentos que podem causar dano para nós. Estar dentro de um carro e ser responsável por sua condução é uma situação que envolve riscos.

Por isso, é natural e biológico sentir o nervosismo enquanto ainda estamos aprendendo a lidar com o volante — como comentamos no início do tópico: é um sintoma esperado. No entanto, quando não bem manejado, aumenta os níveis de ansiedade e frustração do seu paciente.

Ansiedade

Assim como o nervosismo, a ansiedade também é uma resposta adaptativa do corpo e da mente. É por meio dela que criamos estratégias rápidas para sair de situações desconfortáveis. Da mesma forma, quando ela aparece de forma desregular, pode ocasionar outros sintomas que aumentam a sensação de perda de controle da situação.

É por isso que com a queixa de ansiedade, muitos pacientes trazem discursos como “sinto que todos os que verão minha prova me julgarão” ou, ainda “tenho muita vergonha de dirigir entre motoristas mais experientes e prejudicar o trânsito”.

Impaciência

Por fim, a impaciência também é um sinal bastante comum de quem tem medo de dirigir. Aqui, encontramos pacientes que afirmam o desejo de terminar logo com as aulas e se sentirem totalmente confiantes e capazes de encarar o volante. Além disso, traços de raiva e agressividade também podem vir associados a esse sintoma.

Qual a importância de combater o medo de dirigir o quanto antes?

Assim como qualquer outro problema da esfera psicológica, o medo de dirigir pode ser trabalhado antes mesmo do início das aulas na autoescola. É claro que a maioria dos pacientes só descobre o seu medo quando precisa encarar a direção, mas nos casos de crianças e adolescentes que sofreram acidentes, investigar a existência ou não dessa fobia é uma excelente forma de evitar o seu desenvolvimento posterior.

Além de garantir mais qualidade de vida, pessoas que trabalham esse medo com antecedência — seja na infância, seja assim que evidenciar algum sintoma mais forte — conseguem fortalecer sua autoestima e autoconfiança para o enfrentar com maior tranquilidade.

Consequentemente, o paciente vê um progresso maior no seu quadro e se sente mais satisfeito com sua ação. Além disso, a intervenção precoce desenvolve uma série de recursos psicológicos que o cliente pode utilizar em outras situações, como o vencimento do sentimento de vergonha e medo do fracasso.

Por que a terapia cognitivo-comportamental é considerada um tratamento ideal para o medo de dirigir?

No início do conteúdo explicamos que a TCC é uma excelente abordagem para trabalhar com esse tipo de fobia dentro da psicoterapia, você se lembra? Por oferecer diversas técnicas e métodos interventivos, a prática auxilia os profissionais e os próprios pacientes no desenvolvimento de um plano de ação eficiente contra seus problemas.

Por exemplo, é a partir da TCC que é possível utilizar técnicas de relaxamento e dessensibilização sistemática, fazendo com que o paciente perceba quais são os seus sintomas e quando eles surgem. Então, fica mais fácil entrar em contato com a direção e dar pequenos passos, como sair da sua garagem e dar a volta em uma quadra do seu bairro.

Como ela funciona?

Você deve estar se perguntando “então, diante de tantas formas de intervenção, como a TCC funciona para esse tipo de situação?”. Bom, o grande objetivo da abordagem é trabalhar os descompassos entre a realidade e os pensamentos disfuncionais que o paciente construiu acerca do seu problema.

Assim, por meio de conversas e atividades, o terapeuta e o cliente trabalham juntos para ressignificar algumas crenças e esquemas, e transformar comportamentos. Aos poucos, o paciente percebe quais reações são mais saudáveis para o seu desenvolvimento e começa a praticá-las no seu dia a dia.

Para que isso seja possível, é necessário seguir um passo a passo estruturado. Nas primeiras sessões, é fundamental realizar a avaliação inicial, recolhendo informações sobre a história de vida do paciente e pensando em hipóteses diagnósticas para o seu problema.

Já para as próximas sessões, é possível criar, com o paciente, algumas ações para trabalhar o medo aos poucos, como exercícios de relaxamento. Além disso, solicitar tarefas para casa e articular o seu trabalho com a autoescola e a família são estratégias eficientes para ajudá-lo na superação.

Somente pessoas que não conseguem dirigir podem fazê-la?

O pensamento de que a TCC trabalha apenas com casos específicos é muito comum dentro da Psicologia. Ainda que a sua atuação seja, muitas vezes, voltada somente para um transtorno, o trabalho da terapia cognitivo-comportamental também é amplo e pode envolver outras áreas do saber.

Isso quer dizer que qualquer pessoa pode investir na TCC como abordagem psicoterápica, apresentando ou não um tipo de situação específica, como o medo de dirigir. É por isso que a sua especialização oferece uma série de vantagens para os psicólogos: além de garantir o trabalho especializado em alguns transtornos, é possível expandir o seu leque de atuação e atender casos mais gerais.

Você percebe como a TCC é uma ótima abordagem para combater o medo de dirigir? Oferecendo diversas técnicas e métodos, você garante mais segurança na sua atuação clínica e auxilia os seus pacientes a superarem seus desafios de forma confiante e muito saudável. Para usufruir desses benefícios, é fundamental conhecer a fundo suas bases teóricas e científicas para aplicá-las corretamente.

Então, quer saber mais sobre o trabalho com a terapia cognitivo-comportamental? Entre em contato conosco e descubra como funciona a especialização na área!

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Descubra como lidar com pensamentos automáticos

Descubra como lidar com pensamentos automáticos

Frutos das vivências, dos aprendizados, dos relacionamentos e das percepções de mundo que temos, os pensamentos automáticos surgem durante toda a nossa vida, nos mais diversos momentos. Contudo, na esmagadora maioria das vezes, não nos damos contas da presença deles em nosso próprio processo cognitivo, pois são como reflexos espontâneos e involuntários às situações do nosso dia a dia.

Eles são, por exemplo, aqueles pensamentos que o fazem pegar o caminho habitual para casa em vez de um desconhecido, para não se perder ou demorar muito a chegar, ou só atravessar na faixa de pedestre para não ser atropelado acidentalmente.

A questão é que nem todos são assim. Há também aqueles pensamentos que trazem um teor negativo e provocam uma “leitura” equivocada da realidade, trazendo, dessa forma, diversos problemas comportamentais e emocionais.

É justamente para falar sobre esse último grupo que elaboramos este post. Acompanhe e fique por dentro do assunto!

Quais os tipos de pensamentos automáticos?

Antes de discutirmos sobre como enfrentar os pensamentos automáticos que são negativos, explicaremos os três tipos que existem e quais são as diferenças entre eles. Isso é importante para você entender a dimensão com a qual eles podem surgir e, consequentemente, afetar a forma como você enxerga a si mesmo e ao mundo ao seu redor.

Distorcido

O pensamento distorcido é, sem dúvidas, um dos mais comuns e fáceis de identificar, especialmente se é expresso para os demais. Como o nome dá a entender, ele ocorre em situações nas quais você presencia algo, ou então, tem a confirmação ou conhecimento amplo sobre alguma coisa e, mesmo diante dos fatos, pensa justamente o oposto.

Um bom exemplo disso é quando a pessoa faz alguns exames de rotina e, apesar deles darem negativos para qualquer doença, a pessoa acredita que está, sim, com algum problema de saúde. O que aconteceu, segundo ela, é que os testes não o detectaram.

Preciso e com conclusão distorcida

O pensamento preciso e com conclusão distorcida, por sua vez, parte de um raciocínio correto e com base em algo que, de fato, aconteceu ou está acontecendo com você. Contudo, o “X da questão” é a conclusão a qual ele leva, que não só é descabida, como geralmente é dramática e provoca generalizações sem fundamento.

Para exemplificar, imagine um homem que foi traído no último relacionamento. Ele descobriu e sofreu muito com isso. A partir dessa experiência, ele pensa o seguinte: “como fui traído por alguém que amava, todas as pessoas por quem eu vier a me apaixonar farão o mesmo. Me farão sofrer e me trairão com qualquer um que passar na rua.”

Preciso e disfuncional

Já o pensamento preciso e disfuncional funciona de forma semelhante ao último. Ou seja, com uma linha de raciocínio paralela à sua realidade. No entanto, ele não distorce nada. O problema é o efeito contraditório e incoerente que ele causa. Como exemplo, podemos citar um estudante que precisa ler 10 capítulos de um livro de teorias, cada qual com 25 a 40 páginas, para uma prova importante da pós-graduação.

Diante desse desafio, ele pensa no quão complexo é o livro, na quantidade total de páginas e na provável necessidade de fazer resumos ou anotações de trechos relevantes da obra. Logo, para ler e revisar o material, ele precisará de um planejamento, um número considerável de horas livres e bastante empenho para absorver todo o conteúdo.

Resultado: ele reflete sobre como essa atividade será exaustiva, demorada e, por vezes, maçante e acaba postergando ao máximo a realização dela ou ainda pior, estudando bem pouco ou nem pegando no livro para a avaliação.

Como lidar com os pensamentos automáticos?

Esclarecido as diferenças entre os pensamentos automáticos, vamos ao ponto-chave desse post: como lidar com eles de maneira eficiente. Para isso, separamos algumas dicas simples, porém, úteis para ajudá-lo. Confira!

Aprenda a identificar esse tipo de pensamento

Antes de mais nada, você deve identificar se esses pensamentos automáticos são previsíveis — ocorrendo sempre em situações similares —, qual o nível de repetição deles — se é algo que tem se tornado comum no dia a dia — e a intensidade com a qual se manifestam — se é algo que surge na sua mente e fica por um longo período, de minutos até horas.

Isso o ajudará a entender a gravidade do problema, a avaliar as mudanças comportamentais e emocionais pelas quais você está passando e a buscar ajuda especializada (com uma terapia cognitiva, por exemplo) para superar essa questão.

Mude seu foco

Ao lidar com pensamentos precisos e disfuncionais, tente mudar o seu foco, o tirando do efeito ou das consequências que ele aponta — que sempre são desestimulantes —, e passando para os resultados que você pode alcançar ao cumprir os seus afazeres ou compromissos.

Dessa forma, você passa a enxergar conquistas em potencial e elas se tornam o estímulo necessário para você agir e não se deixar consumir por pensamentos automáticos negativos.

Pense coisas positivas

Ao pensar em coisas distorcidas ou em episódios que levem a conclusões igualmente deturpadas, reflita em seguida sobre coisas positivas. Busque contrabalancear essas ideias, especialmente quando elas abalam e desestabilizam a sua autoimagem.

Por exemplo, você teve um pensamento de que ninguém gosta ou vai gostar de você porque dois dos seus amigos saíram juntos e não convidaram você. Ao ter esse tipo de percepção equivocada, pense nos seus atributos que chamam a atenção das pessoas e as deixam interessadas em se relacionar afetivamente consigo (como bom senso de humor, companheirismo, lealdade, generosidade etc.)

Ocupe seu tempo com algo que gosta

Um dos fatores que contribui para o aumento de pensamentos automáticos negativos é justamente o ócio. Por isso, mantenha-se ocupado. Porém, não se trata de fazer qualquer coisa só para não pensar em mais nada. O ideal é se envolver com algo que gosta e que entretenha e distraia você, assim é possível espairecer, relaxar e manter a calma.

Por que é importante saber lidar com pensamentos automáticos?

Saber trabalhar esses pensamentos automáticos de cunho negativo é essencial para que eles não se tornem repetitivos, nem muito menos ganhem uma dimensão maior do que já tem.

Do contrário, eles influenciam, ou até, ditam o seu comportamento, alteram o seu estado emocional e o seu humor, afetam a sua capacidade de socialização e tornam o seu dia cada vez menos funcional — o que significa problemas não só no campo pessoal, mas também no campo profissional.

Para completar, eles agravam os sintomas de transtornos mentais já existentes, como o obsessivo-compulsivo, da ansiedade generalizada, a síndrome do pânico, a depressão, a bipolaridade e as fobias.

Como você viu, os pensamentos automáticos que temos podem ser tanto favoráveis quanto desfavoráveis. Por isso, é importante estar atento à reincidência daqueles que são negativos e de como eles se manifestam. Assim, é possível agir de forma preventiva quanto aos efeitos dele na qualidade de vida e, em especial, na saúde mental das pessoas.

Gostou do tema debatido aqui? Então entre em contato com a gente e saiba como estudar a terapia cognitiva comportamental pode ser eficiente para lidar com esse problema!

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Como aplicar a terapia cognitivo-comportamental em casos de transtorno alimentar?

Como aplicar a terapia cognitivo-comportamental em casos de transtorno alimentar?

Nos últimos anos, o aumento no número de casos de pessoas acometidas por um transtorno alimentar tem chamado a atenção de profissionais da saúde. Nesse sentido, é pertinente afirmar que alguns aspectos sociais estão ligados ao tema, como a definição de padrões de beleza midiáticos e a pressão social por corpos magros ou malhados.

Além disso, outras questões emocionais, como depressão e ansiedade, também podem ser fatores de risco para o desenvolvimento desses problemas. Nesses casos, o tratamento é complexo e envolve diversas frentes. Por sua vez, as técnicas da terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem contribuído muito para o sucesso das intervenções clínicas.

Quer saber mais sobre o assunto? No post, identificamos os principais tipos de transtorno alimentar e explicamos como a TCC pode ser aplicada! Vamos lá?

O que são transtornos alimentares e quais os principais tipos?

Basicamente, transtornos alimentares são perturbações no comportamento alimentar. Porém, não se limitam a isso. Em geral, eles estão relacionados a aspectos biológicos, psicológicos e sociais. Assim, são considerados quadros psiquiátricos em que o sintoma alimentar aparece em função de complicações de outras ordens.

Existe uma influência clara da pressão social que impõe um padrão de beleza. Por isso, o transtorno alimentar é mais comum em adolescentes, principalmente do sexo feminino — grupo que está mais vulnerável em relação a essa imposição. Além disso, o problema afeta mais fortemente determinadas profissões, como as ligadas ao mundo da moda.

Transtornos alimentares não são simples. Eles causam grande prejuízo à vida da pessoa e são potencialmente crônicos, de difícil tratamento. A alteração nos comportamentos alimentares, o controle excessivo do corpo e as estratégias doentias para diminuição do peso podem causar graves problemas de saúde, como a anemia severa.

Anorexia nervosa

A anorexia é um distúrbio de imagem corporal no qual o indivíduo sempre se enxerga mais gordo do que é. Isso faz com que a pessoa anoréxica continue com comportamentos doentios de controle de peso mesmo quando atinge um índice de massa corporal baixíssimo.

Nesse transtorno, longos períodos sem ingestão de alimentos, prática exagerada de exercícios físicos e uso de remédios laxantes ou diuréticos são comuns. Em casos mais graves, a anorexia pode gerar gastrite, anemia, hipotermia e inibição do ciclo menstrual. Além disso, os portadores dessa desordem podem chegar rapidamente a um grau de desnutrição, necessitando, inclusive, de tratamento hospitalar.

Sintomas

Alguns indícios desse transtorno alimentar incluem:

  • perda exagerada de peso sem causas clínicas, chegando a índices de massa corporal (IMC) abaixo de 17;
  • comportamento de esquiva diante de encontros familiares e sociais que incluam alimentos;
  • preocupação obsessiva com a quantidade de calorias das refeições;
  • medo exagerado de engordar.

Além dos sintomas já citados — anemia, gastrite, irregularidades menstruais etc. —, outros problemas físicos decorrentes da anorexia são ressecamento da pele, queda brusca no sistema imunológico, perda da resistência óssea e desgaste muscular. Os aspectos cognitivos também sofrem alteração, como falhas na memória e pensamento confuso.

Bulimia nervosa

A bulimia também é um transtorno ligado à preocupação excessiva em não ganhar peso. Mas, ao contrário da anorexia, as pessoas acometidas por esse problema comem normalmente ou têm episódios de compulsão alimentar, seguidos de vômitos forçados ou uso de laxantes.

Além dos comprometimentos psíquicos, a prática constante de vômitos também traz consequências como inflamação crônica na garganta, erosão do esmalte dentário, problemas gastrointestinais, entre outras.

Sintomas

Portadores de bulimia apresentam alguns sinais semelhantes aos da anorexia, ou seja, são manifestações típicas dos casos de transtorno alimentar, como medo excessivo de engordar, uso de laxantes e diuréticos etc. Além disso, na bulimia, ainda existem os momentos de perda de controle sobre o consumo de alimento. Quando isso acontece, a pessoa come até sentir desconforto, para depois utilizar estratégias a fim de eliminar o alimento do corpo.

Entre as possíveis complicações desse transtorno alimentar, podemos citar:

  • lesões no esôfago;
  • pancreatite;
  • desidratação;
  • constipação;
  • hemorroidas.

Transtorno de compulsão alimentar

Pessoas com esse distúrbio apresentam comportamentos compulsivos, com grande ingestão de alimentos em curtos períodos. Mas, ao contrário da bulimia, não há práticas compensatórias depois.

Assim, uma das maiores consequências é o aumento excessivo de peso. O índice de massa corporal crítico traz maiores riscos de doenças cardiovasculares e elevação da pressão arterial. Além disso, os episódios de compulsão são seguidos por fortes sentimentos de culpa.

Sintomas

Os portadores do transtorno de compulsão alimentar têm hábitos característicos, como comer exageradamente e muito rápido. Além disso, preferem degustar os alimentos escondidos, devido ao sentimento de culpa e medo de julgamentos.

Algumas consequências físicas e emocionais desse transtorno são:

  • obesidade;
  • aumento da pressão arterial;
  • diabetes tipo 2;
  • vergonha de si mesmo, tanto pelo corpo quanto pela relação de descontrole com o alimento.

Ortorexia nervosa

O comportamento alimentar saudável nem sempre indica uma relação positiva com a comida. Nos últimos anos, tem aumentado a ocorrência de ortorexia, que também é um tipo de compulsão. Nesse caso, a obsessão é por ter um corpo saudável e malhado. É comum a prática de dietas rígidas, a exclusão de muitos alimentos (geralmente, sem orientação de nutricionistas) e o excesso de exercício físico.

Sintomas

A ortorexia é marcada pelos seguintes sintomas:

  • recusa de refeições fora de casa, bem como de produtos industrializados;
  • preocupação constante em manter uma alimentação saudável;
  • exclusão de determinados grupos de alimentos da dieta;
  • sentimento de culpa e fracasso por consumir algum alimento calórico;
  • isolamento social;
  • anemia.

Quais são os fatores de risco para o desenvolvimento desse tipo de transtorno?

Assim como em outras desordens psicológicas, pode haver uma junção de fatores por trás de um transtorno alimentar. As principais questões que podemos correlacionar a esse problema incluem o culto excessivo à aparência física, a baixa autoestima ou mesmo o comportamento alimentar habitual. Entenda!

Culto excessivo ao corpo

A imposição de padrões de beleza e a ambição por um corpo perfeito não são temas retratados somente na era atual. Na verdade, se buscarmos a fundo, veremos que as exigências sociais eram explícitas, assim como as posturas de incentivo à intolerância — ou o famoso bullying.

Relembre os programas televisivos, até os que eram voltados para o público infantil. Havia um nítido desrespeito com as pessoas obesas. As “brincadeiras” de natureza ofensiva eram entendidas como algo normal e aceitável, sendo que até hoje alguns posicionamentos desse tipo ainda são incentivados ou foram transmitidos de geração para geração. Mas pense em quantos transtornos podem ter se desenvolvido desde então.

Portanto, as cobranças — na maior parte das vezes, feitas no próprio núcleo familiar — e a sensação de humilhação experimentada no convívio social, desde a idade escolar, podem ter sido gatilhos para o culto excessivo ao corpo. Por trás disso, existe uma das principais crenças irracionais do ser humano: a necessidade de ser perfeito.

Maus hábitos alimentares

O comportamento alimentar desregrado também pode estar associado ao desenvolvimento desses transtornos. A alimentação como forma de subsistência deve ser feita com equilíbrio, contemplando uma variedade de grupos de nutrientes. Pessoas com transtornos alimentares, não raro, preferem produtos hipercalóricos, como doces e carboidratos — seja pela junção de sabor, prazer e sensação de recompensa, seja por autossabotagem.

Para estabelecer uma relação saudável com o alimento, é importante saber diferenciar a fome orgânica da fome emocional. A primeira é percebida quando o corpo tem necessidade de alimentação para preservar as funções vitais do organismo. Já no segundo caso, existe um busca por comida como forma de sentir alívio e suprir emoções mal compreendidas.

Distorção da imagem corporal

Olhar-se no espelho e não conseguir ver algo bonito é uma realidade de quem sofre com transtorno alimentar. Mas, como a própria TCC explica, é a nossa forma de enxergar e interpretar os fatos que causa sofrimento psíquico e disfunções comportamentais.

Nesse sentido, fica claro que essas pessoas têm uma visão distorcida de si mesmas, uma vez que negligenciam seus pontos fortes e maximizam (ou criam na mente) seus defeitos. A TCC tem um papel de alta relevância na desconstrução de pensamentos destrutivos e na formulação de posturas mais funcionais.

Baixa autoestima

O sentimento de baixa autoestima está presente na maior parte dos problemas emocionais, sendo que sua origem, em muitos casos, está em um desenvolvimento socioafetivo deficiente, desde a primeira infância.

A falta de autoestima faz com que as pessoas desenvolvam determinados mecanismos para conseguir aprovação social. Isso é muito claro nos casos de transtorno alimentar, visto que o culto excessivo à aparência perfeita apenas reflete a necessidade de ser aceito e apreciado pelos outros. Aqui, fica clara a importância de trabalhar essa questão em terapia e desenvolver mais autoconfiança e autoaceitação.

Sentimento de culpa

Assim como a baixa autoestima, o sentimento de culpa é uma das características mais comuns dos distúrbios emocionais. Nos casos de transtorno alimentar, não é diferente. As pessoas se consomem pela culpa quando comem em excesso, quando deixam de comer ou quando são questionadas (julgadas) por seu comportamento em relação à comida.

Da mesma forma, quem sofre com algum tipo de transtorno alimentar se sente extremamente culpado quando sua aparência física é colocada em pauta. A culpa é por não ter o corpo idealizado, por não ser “bom o bastante” para a sociedade e, principalmente, por não saber como lidar com esse turbilhão de sentimentos destrutivos.

Questões hormonais

O indivíduo com transtorno alimentar também pode ser desfavorecido por questões hormonais. Fatores biológicos comumente fazem parte da etiologia das desordens psicológicas. Nesse caso, a relação entre hormônios e corpo é ainda mais evidente, sendo que o desequilíbrio dessas substâncias pode ser tanto causa quanto sintoma de determinados quadros clínicos.

Alguns importantes exemplos de hormônios que atuam na neurofisiologia do transtorno alimentar são:

  • serotonina;
  • noradrenalina;
  • dopamina;
  • leptina;
  • grelina.

Como a terapia cognitivo-comportamental atua nesses casos?

A TCC visa a uma intervenção direta que ajude o paciente a superar seu distúrbio de imagem corporal. Além disso, busca diminuir as práticas rígidas de dieta ou atividade física, facilitar o aumento saudável do peso e modificar o sistema disfuncional de crenças associadas à aparência, ao peso e à alimentação.

A terapia cognitivo-comportamental atua em fatores cognitivos, emocionais e comportamentais. Assim, compreende o transtorno alimentar de maneira global e oferece uma intervenção objetiva e orientada por metas. Ela pode ser utilizada no formato individual ou em grupo, a depender da demanda de cada paciente.

O atendimento clínico é desenvolvido por meio de três etapas, sendo que na primeira fase o objetivo é envolver o paciente no processo, explicando a ele sobre as características do transtorno alimentar e estabelecendo as metas de avaliação do peso e de um padrão regular de alimentação.

A segunda fase é marcada pela reestruturação cognitiva. Aqui o objetivo é identificar e modificar as crenças irracionais que mantêm o transtorno alimentar. Na terceira etapa, paciente e psicólogo vão retomar as conquistas anteriores e traçar um plano de prevenção de recaídas.

Um fator indispensável para o sucesso do tratamento é a relação terapêutica. Para que o paciente se comprometa com a psicoterapia e confie no profissional, é importante ter uma atitude empática e responder às dificuldades e necessidades dele. Na TCC, terapeuta e paciente têm participação ativa na identificação dos problemas e na seleção das estratégias de enfrentamento.

Por que a TCC pode ser a abordagem mais indicada?

O tratamento do transtorno alimentar com terapia cognitivo-comportamental proporciona respostas rápidas aos sintomas por meio de uma intervenção objetiva e direcionada. Como atua nas questões cognitivas e comportamentais, a TCC se adéqua muito bem às problemáticas desse tipo de transtorno.

Um dos diferenciais mais vantajosos é a adesão ao tratamento. O psicólogo realiza uma psicoeducação sobre o transtorno, envolvendo o paciente e a família na luta contra o problema. Como citado, eles passam a se sentir parte ativa no processo, envolvendo-se com a identificação das dificuldades e das potencialidades.

Inicialmente, o tratamento de transtornos alimentares focava apenas na recuperação do peso. Entretanto, nas últimas décadas, temos avançado muito na compreensão dessas doenças, principalmente da sua base cognitiva. Hoje em dia, a intervenção é feita de modo multifatorial. Além dos atendimentos psicológicos, outros profissionais são importantes, como nutricionistas, psiquiatras e médicos de outras especialidades.

A depender do caso, podem ser necessárias diferentes modalidades de tratamento, como internação hospitalar, atendimento ambulatorial ou uso de medicamentos (antidepressivos, ansiolíticos ou antipsicóticos). A intervenção com a participação da família também é essencial para construir uma rede de apoio para o paciente.

A superação de um transtorno alimentar não é fácil, principalmente se ele estiver em uma fase mais crítica. Mesmo assim, com intervenções responsáveis e interdisciplinares, é possível ajudar o paciente a recuperar sua qualidade de vida. Nesse cenário, a atuação da TCC é fundamental!

Então, gostou deste post? Aproveite sua visita à página e entenda quais são os benefícios da terapia cognitivo-comportamental para os adolescentes.

Este post foi elaborado com a colaboração da Psicóloga Larissa Gress de Lima, Docente convidada do Cognitivo.

Terapia cognitiva em hospitais: quais os benefícios e como aplicar?

Terapia cognitiva em hospitais: quais os benefícios e como aplicar?

Um hospital mobiliza muitas emoções. Ir ao local ou ficar internado causa reações como medo, nervosismo e ansiedade. Em alguns casos, o momento é ainda mais tenso — como no tratamento de doenças complexas. Nesse contexto, é muito útil o trabalho do psicólogo, com a terapia cognitiva em hospitais.

Essa abordagem está cada vez mais presente nos diversos cenários profissionais e permite ao psicólogo hospitalar acolher as angústias e dar suporte para que pacientes, familiares e equipe médica enfrentem os desafios do dia a dia do atendimento à saúde.

Quer saber mais sobre como funciona a atuação desse profissional e por que a terapia cognitiva é a abordagem ideal? Confira nosso post!

Quais são as vantagens de usar a terapia cognitiva em hospitais?

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) se caracteriza por ser um tipo de psicoterapia diretiva e focada, apresentando bons resultados a curto prazo. Essas particularidades fazem com que ela seja apropriada para o ambiente hospitalar. Afinal, esse é um local onde as pessoas geralmente ficam por um tempo curto e vivenciam emoções muito particulares da internação.

A rotina intensa de um hospital demanda que os profissionais realizem intervenções rápidas e efetivas. Nesse espaço não há, por exemplo, o mesmo ritmo da clínica particular de Psicologia, onde paciente e psicólogo podem levar várias sessões até construir um vínculo de confiança e listar os assuntos que precisam ser trabalhados na terapia.

Por esses motivos, a TCC apresenta benefícios importantes para o atendimento psicológico em hospitais. O paciente vai ser convidado a integrar ativamente a terapia, construindo com o profissional as metas para esse acompanhamento.

Assim, a terapia cognitivo-comportamental oferece ao paciente um auxílio para elaborar questões acerca do seu processo de adoecimento e saúde. O psicólogo, nesse sentido, vai atuar para identificar com a pessoa os pensamentos, as emoções e os comportamentos que estão relacionados à doença que ela está enfrentando no momento.

O suporte proporcionado pelo psicólogo que se baseia na TCC faz com que o paciente compreenda melhor sua percepção sobre a etapa que está vivendo. Dessa maneira, ele consegue lidar com as emoções negativas, construindo crenças mais funcionais.

Uma das principais consequências positivas da intervenção psicológica é a maior aderência ao tratamento médico. Isso porque, muitas vezes, a insegurança ou o nervosismo do paciente afetam o restabelecimento da sua saúde. Outros efeitos benéficos são a diminuição da tristeza e o desenvolvimento de formas de enfrentamento às dificuldades da hospitalização.

Nos tópicos a seguir, explicamos esses e outros benefícios, para você aprofundar seus conhecimentos na área. Confira!

Melhor aderência ao tratamento médico

O trabalho da TCC no ambiente hospitalar permite ao psicólogo avaliar o estado emocional do paciente e da sua família, bem como o impacto que a patologia e a internação causam para ambos. Essa articulação entre as diferentes esferas da vida do internado oferece uma melhor aderência ao tratamento médico.

Além disso, o apoio à família também garante ao paciente mais segurança no atendimento clínico e potencializa a diminuição da sua ansiedade, uma vez que ele pode entender que seus familiares estão sendo bem cuidados em um momento em que ele não pode estar presente. E mais: a família também compreende a importância do tratamento e estabelece uma relação mais saudável com a equipe médica.

Todos esses fatores contribuem para um melhor tratamento e fortalecem o vínculo de confiança entre paciente, família, enfermeiros, médicos e equipe técnica — além do psicólogo, é claro. A partir dessas considerações, você pode realizar suas intervenções com mais eficiência e garantir uma vivência menos dolorosa no ambiente hospitalar.

Diminuição da tristeza

Você já deve ter percebido como a atuação do psicólogo é capaz de minimizar a angústia e a ansiedade do paciente diante da sua patologia, certo? Ao favorecer a expressão dos seus sentimentos e auxiliá-lo a compreender a situação médica atual, o psicólogo o ajuda a entrar em contato com seus pensamentos disfuncionais e a reforçar sua confiança no atendimento.

Ainda, é fundamental ter em mente que o papel do psicólogo hospitalar também envolve o trabalho com a reestruturação do autoconceito do paciente, sobretudo para aqueles que realizaram alguma intervenção invasiva, como cirurgias. Assim, a partir da reorganização dos esquemas de imagem corporal, é possível auxiliá-lo a construir um vínculo saudável com sua nova realidade e evitar o desenvolvimento de crenças disfuncionais sobre seu próprio corpo.

Tudo isso tem um impacto direto na minimização da tristeza e no fortalecimento de uma autoimagem saudável, reconhecendo a importância do tratamento médico e se relacionando com a sua nova realidade de forma adaptativa. Consequentemente, quando o paciente deixar o hospital, ele poderá retomar o seu dia a dia com mais estabilidade emocional.

Redução das resistências à hospitalização

A resistência é um fator muito comum na vida dos profissionais da saúde. Na clínica psicológica, encontramos diariamente clientes que sentem dificuldades em olhar para seus problemas e criam obstáculos físicos e mentais para impedir a progressão das sessões psicoterápicas. Isso não seria diferente no ambiente hospitalar.

No entanto, a resistência encontrada dentro dos hospitais apresenta muitas frentes: ela pode ser direcionada ao atendimento médico, à presença dos familiares, à doença em si, à própria existência do psicólogo e ao enfrentamento das suas questões emocionais. Via de regra, esses fatores se misturam e se apresentam de forma emaranhada no dia a dia hospitalar.

Quando você consegue trabalhar em conjunto com o paciente, tornando-o ativo no seu processo de transformação, é possível reduzir o surgimento dessas resistências que dificultam a sua hospitalização. Além disso, o simples fato de deixá-lo no controle da sua situação emocional oferece um grande suporte para que ele se sinta motivado em iniciar os tratamentos médicos.

Isso porque os hospitalizados, muitas vezes, precisam assumir uma postura passiva ao longo do seu tratamento. Ou seja, devem apenas receber os medicamentos e deixar a equipe médica realizar o seu trabalho. Ao oferecer a possibilidade de controle de uma variável importante — sua estabilidade emocional —, as resistências tendem a diminuir, e eles se sentem agentes ativos ao longo do processo.

Entendimento das questões psíquicas e comportamentais

Aceitar um diagnóstico pode ser um grande desafio para muitas pessoas. Afinal, poucas palavras definem a nova situação do paciente, transformando completamente a realidade que ele vivia e conhecia. Agora, o paciente precisa enfrentar grandes desafios para garantir que sua saúde será preservada e que ele possa aproveitar a vida por mais tempo.

O pensamento sobre a morte e a finitude da vida pode causar grandes impactos psíquicos em quem está hospitalizado. A necessidade de ter o seu corpo invadido por diversos procedimentos médicos também desestabiliza a estrutura psíquica e causa uma série de desconfortos emocionais.

Contudo, quando o psicólogo hospitalar está presente e atua em conjunto com o paciente, consegue ajudá-lo a compreender suas próprias problemáticas psíquicas e comportamentais. Por exemplo, por meio da reestruturação cognitiva, é possível trabalhar crenças limitantes e pensamentos disfuncionais que criam resistência contra o tratamento.

Além disso, o profissional assume uma figura importante entre o paciente e a equipe médica. Quando o internado apresenta complicações médicas mais avançadas, como câncer, é possível o surgimento de transtornos psicológicos temporários, como um grande aumento de ansiedade e quadros depressivos.

Esses fenômenos impactam o avanço do tratamento e dificultam a relação entre os profissionais e os pacientes. A partir do momento em que o psicólogo hospitalar consegue fazer a ponte entre a equipe médica e o internado, é possível auxiliar na comunicação entre ambos e fortalecer o vínculo de confiança. Esse trabalho é fundamental para consolidar a harmonia da equipe e, ainda, melhorar a saúde do paciente.

Melhor adaptação à realidade hospitalar

Anteriormente, comentamos sobre como a descoberta de um diagnóstico sério pode alterar toda a realidade do paciente, você lembra? Pois é, conhecer quais são as intervenções necessárias para melhorar a saúde pode desestabilizar quem precisa do tratamento, aumentando a dificuldade de adaptação.

Assim, por meio das intervenções psicoterápicas no contexto hospitalar, o psicólogo consegue auxiliar o paciente a compreender a importância do tratamento e torná-lo um agente ativo nesse processo. Com essa transformação de papel, o internado sente-se mais confiante e fortalece sua saúde mental para lidar com a nova realidade.

Indo mais além, não podemos deixar de falar que o trabalho do psicólogo também ajuda a equipe médica, sobretudo aqueles que estão iniciando seu trabalho no campo. Por exemplo, residentes, técnicos de enfermagem e enfermeiros recém-formados podem apresentar diversas dificuldades na adaptação à sua nova realidade profissional.

Afinal, ainda que a graduação ofereça uma base sólida de conhecimentos, o trabalho em um ambiente que lida diariamente com a relação vida e morte pode causar instabilidades emocionais nos profissionais. Portanto, a presença e a intervenção psicológica também auxiliam a própria equipe a reconhecer seus papéis e a importância das suas atividades.

Entendimento da necessidade de hospitalização

Por fim, o acompanhamento psicológico no contexto hospitalar oferece uma vantagem que faz toda a diferença no tratamento médico: a compreensão da necessidade e da importância das intervenções. Aqui, você trabalhará com o paciente e a sua família, visto que todos precisam entender os motivos pelos quais o internado está passando por essa nova realidade.

Esse trabalho em equipe diminui os impactos psíquicos tanto na vida do hospitalizado quanto na realidade da família, uma vez que pais, filhos e companheiros sentem dificuldade em ver seu familiar internado. Assim, é possível reduzir a ansiedade nos momentos de crise, auxiliá-los a entender a importância do distanciamento em casos mais graves e estabelecer uma relação mais saudável com a possibilidade da morte.

Como se dá a atuação do psicólogo?

O trabalho do psicólogo com a terapia cognitiva em hospitais se assemelha em alguns pontos ao atendimento em consultório. Nesse caso, também é realizada a escuta clínica, mas existem algumas especificidades — como a falta de ambientes próprios para isso. Muitas vezes, a sessão se dá no leito no qual a pessoa está internada.

A primeira fase desse acompanhamento, tal como na clínica, também é a avaliação psicológica do paciente. Na conversa inicial, o psicólogo vai entrar em contato com as demandas emocionais da pessoa e colher informações relevantes sobre seu contexto de vida e hospitalização. Nesse momento, podem ser utilizados alguns instrumentos para avaliar níveis de ansiedade, depressão etc.

Depois da avaliação, é possível fazer a formulação do caso e escolher as metas do tratamento (baseadas nas necessidades percebidas). Esse processo é feito em conjunto com o paciente, que deve participar das decisões. Os objetivos são diminuir o estresse causado pelo hospital e estabelecer recursos para enfrentar os desafios desse período.

A intervenção psicológica é, portanto, orientada e com sessões bem estruturadas. O profissional deve conhecer a rotina hospitalar e o tempo de internação, para saber como organizar seus atendimentos com cada paciente. Também é possível, claro, realizar escutas emergenciais, quando necessário.

Além disso, é importante que o psicólogo busque informações sobre a condição física do paciente e a doença que ele enfrenta. Ainda que o foco do atendimento seja tratar as consequências psicológicas do adoecimento, é essencial ter conhecimento sobre o que o organismo físico está enfrentando.

Vale destacar que a postura do psicólogo deve ser sempre empática, construindo uma relação de respeito com o paciente. Para tanto, é fundamental fortalecer a sua inteligência emocional por meio do atendimento psicoterápico ou mesmo pela utilização de técnicas que provoquem efeitos positivos e saudáveis na sua vida emocional.

Que técnicas podem ser aplicadas no contexto hospitalar?

Agora que você já conhece de maneira geral como se dá a atuação do psicólogo TCC em hospitais e quais são os benefícios desse atendimento, veja a seguir as principais técnicas que fazem a diferença na atenção aos pacientes internados.

Técnicas de relaxamento

Como falamos, processos de adoecimento físico costumam gerar muita angústia e ansiedade nos pacientes. O estresse e as expectativas negativas são aspectos presentes no ambiente hospitalar. Por isso, uma das primeiras funções do psicólogo é usar a terapia cognitiva em hospitais para promover o relaxamento.

Diversas estratégias podem ser utilizadas, como o relaxamento muscular progressivo, a respiração diafragmática e a imagem mental relaxante. A combinação dessas técnicas ajuda o paciente a controlar suas emoções, diminuindo a excitabilidade corporal. Assim, ele será capaz de pensar e reagir melhor ao que está passando.

Outras dinâmicas muito úteis em hospitais são a dessensibilização sistemática e a distração cognitiva. Ambas podem ser usadas para diminuir o nervosismo da pessoa diante de um estímulo. Na primeira, o paciente é exposto de forma gradativa ao que causa temor. Na segunda, o profissional procura tirar o foco do estímulo aversivo.

Psicoeducação do diagnóstico

Infelizmente, algumas equipes de saúde não dão a devida atenção ao paciente. Em muitos casos, as pessoas se submetem a tratamentos sem entender sobre a sua doença ou sobre as intervenções necessárias. A psicoeducação é uma forma de dar mais suporte a esse ponto.

Nesse caso, o psicólogo, ou outro profissional da equipe, vai dividir com o paciente as informações importantes sobre sua internação, como detalhes do diagnóstico, evolução da doença, etapas do tratamento e expectativas para o prognóstico. Expor isso com cuidado ao paciente e à sua família diminui a ansiedade e permite que eles enxerguem melhor todo o processo.

Orientação para a equipe de saúde

A internação também é um desafio para os profissionais que atendem os pacientes. O acolhimento e a empatia da equipe são essenciais, pois ajudam a pessoa e seus familiares a construírem suas formas de enfrentamento à doença. Por isso, o psicólogo é requisitado para conversar não só com os pacientes, mas também com a família e com os profissionais do hospital.

Agora você já sabe como se dá o trabalho do psicólogo com a terapia cognitiva em hospitais. A aplicação das técnicas da TCC nesses ambientes faz muita diferença na vida dos pacientes. Por isso, esse profissional está sendo cada vez mais valorizado.

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Reestruturação Cognitiva

Reestruturação Cognitiva: entenda como a TCC pode ajudar nesses casos

Reestruturação Cognitiva: entenda como a TCC pode ajudar nesses casos

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma abordagem da Psicologia que alinha os conhecimentos cognitivos à transformação comportamental dos pacientes. Trabalhar com ela implica em aplicar as técnicas da reestruturação cognitiva para auxiliar os pacientes no seu processo terapêutico e, então, ser um caminho para que eles conquistem mais qualidade de vida.

Então, do que se trata a reestruturação cognitiva e qual é o seu real impacto no desenvolvimento do paciente? Por meio de técnicas e metodologias, o terapeuta e o cliente trabalham juntos para transformar e ressignificar pensamentos disfuncionais que causam sofrimento.

Pensando em ajudar você a compreender como funciona esse processo psicoterapêutico, desenvolvemos este conteúdo com as principais informações sobre a reestruturação cognitiva e sua importância. Confira!

O que significa a reestruturação cognitiva e qual seu objetivo?

Como você já deve ter percebido, a reestruturação cognitiva é considerada um processo terapêutico que orienta o trabalho da terapia cognitivo-comportamental. A prática tem como objetivo, então, fazer com que o psicólogo e o paciente trabalhem em equipe para identificar os pensamentos disfuncionais do cliente e transformá-los em crenças funcionais, adaptativas e realistas.

Afinal, para a TCC, a maneira como significamos os acontecimentos de nossas vidas influencia diretamente no modo como nos sentimos diante deles. E mais: impacta nas estratégias de enfrentamento que criamos para lidar com as situações. Por meio desse processo, é possível trabalhar não só com uma abordagem terapêutica, mas também com a psicoeducação.

Com as técnicas utilizadas, o paciente consegue ressignificar os seus pensamentos e esquemas, construindo crenças saudáveis e alinhadas com a realidade da situação. Consequentemente, ele se torna capaz de mudar a sua perspectiva de vida e reformular a maneira que interpreta novas experiências.

Qual o modelo da reestruturação cognitiva?

A reestruturação cognitiva é a base da terapia cognitivo-comportamental. Sem ela, o terapeuta pode encontrar desafios em aplicar as técnicas, já que não dificilmente conseguirá orientar o trabalho, a fim de auxiliar o paciente a desenvolver crenças saudáveis.

Para evitar que isso aconteça, esse processo terapêutico conta com um modelo que auxilia o trabalho dos psicólogos e, consequentemente, garante um avanço satisfatório na transformação dos pacientes. Ele é chamado de modelo A-B-C, explicamos cada parte dele, nos próximos tópicos.

Letra A

Para esse modelo, as cognições precederão as emoções. Isso quer dizer que o pensamento apresenta um papel muito importante na explicação não só do comportamento do paciente, como também das suas alterações emocionais relacionadas a algum acontecimento. Por isso a primeira letra do modelo representa a situação-gatilho que gerou o pensamento disfuncional.

Letra B

A letra B, por sua vez, representa a própria cognição que o paciente atribuiu à situação vivenciada, ou seja, a letra A. Nesse sentido, ela pode ser o pensamento que ele teve no momento do acontecimento, a interpretação e percepção da vivência, ou mesmo, a memória de uma experiência passada.

Letra C

Por fim, a letra C representa as consequências emocionais, físicas e comportamentais da cognição. Normalmente ele aparece de forma automática, como a sensação de parar diante de uma situação que causa angústia e medo. Por isso, é a partir da percepção dessas consequências que o paciente procura auxílio psicológico.

Como ela funciona?

A partir do modelo e conceituação desse processo terapêutico, você deve estar se perguntando como funciona na prática, certo? No início do conteúdo explicamos que a reestruturação cognitiva é aplicada por meio de diversas técnicas, sendo que elas podem — e devem! — ser utilizadas dentro e fora do atendimento.

Essas estratégias são divididas em três momentos que não acontecem de forma separada: a identificação, a contestação e a modificação. Precisamos ter em mente que os esquemas consolidados na nossa estrutura psíquica surgiram a partir de uma série de experiências que tivemos no nosso desenvolvimento.

Isso quer dizer que não há como ocorrer a modificação de uma hora para outra e, além disso, o paciente pode caminhar entre os diferentes momentos até associar e integrar sua própria transformação. Em outras palavras, é possível trabalhar com um cliente que passa pela identificação e contestação para depois voltar à fase inicial e migrar até a modificação.

A seguir, explicamos o que cada momento representa. Acompanhe!

Identificação

Não existe transformação sem conhecer o real problema. Muitos pacientes acreditam que as situações são as responsáveis pelo alto sofrimento vivido. Ainda que os acontecimentos tenham a capacidade de desestabilizar emocionalmente um indivíduo, é a interpretação e a percepção que temos deles que provoca o impacto negativo na saúde mental.

Então, o primeiro passo para iniciar o processo da reestruturação cognitiva é identificar quais são os pensamentos distorcidos que o paciente tem, o auxiliando a aumentar a consciência sobre sua própria cognição. Isso pode ser feito por meio de técnicas de exposição e até relaxamento.

Contestação

A partir do momento em que o paciente já está familiarizado com as suas distorções cognitivas, é necessário intervir de uma maneira mais específica. Nesse momento, o terapeuta aparece como uma figura contestadora, ou seja, realiza diversas perguntas para que o cliente assuma uma postura reflexiva sobre a sua vida.

Gradualmente, o terapeuta consegue planejar experiências comportamentais que levam o paciente a avaliar seus pensamentos disfuncionais. Isso torna possível a testagem de diversas crenças, analisando se ela está coerente com a realidade e a situação vivida.

Modificação

O último momento é o mais esperado do processo terapêutico: a modificação das crenças limitantes. Aqui, os pacientes desenvolvem uma conclusão sobre a real utilidade dos pensamentos disfuncionais e tem a oportunidade de escolher a continuação do seu uso ou a sua transformação e ressignificação para crenças saudáveis.

É fundamental ter em mente que o trabalho do terapeuta não é impor a modificação dessas crenças, muito pelo contrário: é oferecer um espaço de escolha seguro para que o próprio paciente, com suas ferramentas psíquicas fortalecidas, realize a escolha que mais potencializará sua qualidade de vida, de forma consciente e realista.

Qual a relação entre a terapia cognitivo-comportamental e a reestruturação cognitiva?

Começamos este conteúdo explicando que a reestruturação cognitiva é a base que sustenta todas as intervenções da TCC. Afinal, sem ela os profissionais encontram dificuldades em perceber e trabalhar com a progressão do paciente. Associada a psicoeducação, esse processo terapêutico pode se tornar essencial para o desenvolvimento do cliente.

Nesse sentido, o psicólogo consegue devolver no paciente sua flexibilidade cognitiva por meio do autoconhecimento, criando um espaço em que o outro consiga promover suas próprias mudanças emocionais e comportamentais de maneira segura e eficaz. E mais: ela garante mais autonomia para o terapeuta.

Isso porque a reestruturação utiliza uma série de técnicas cognitivo-comportamentais que são aplicadas como tarefas de casa. Assim, além da identificação, contestação e modificação a serem trabalhadas no consultório, o cliente mantém o seu processo terapêutico fora do ambiente clínico. Esse recurso oferece uma série se insights importantes para a resolução do problema.

Por que a reestruturação cognitiva é importante?

A TCC e a reestruturação cognitiva ensinam diversas formas de ver, vivenciar e interpretar uma situação, apresentando ao cliente a possibilidade de escolha que talvez ele nunca tivesse percebido. Isso garante uma grande autonomia para o paciente, que retoma a sensação de controle e consegue diminuir sintomas como ansiedade e nervosismo.

Além disso, por ser um processo terapêutico mais dinâmico, o cliente desenvolve diversas habilidades que podem ser utilizadas depois das sessões ou, até mesmo, quando o atendimento na clínica não for mais necessário. Consequentemente, sua inteligência emocional é fortalecida e ele terá recursos psicológicos suficientes para lidar com as situações desafiadoras da sua realidade.

A intervenção por meio da reestruturação cognitiva garante ao psicólogo um trabalho eficaz e coerente com as demandas do paciente. Por meio de técnicas dinâmicas, é possível estimular o cliente a desenvolver sua autonomia e enfrentar os seus problemas de maneira mais saudável e realista.

E então, o que achou do nosso conteúdo? Se você quer saber mais sobre como funciona a terapia cognitivo-comportamental, entre em contato conosco e conheça nossos cursos!

Qual a relação entre autoestima e terapia cognitivo-comportamental?

Qual a relação entre autoestima e terapia cognitivo-comportamental?

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma abordagem psicológica que foi desenvolvida por Aaron Beck a partir das ciências cognitivas. Um de seus pilares teóricos é a relação entre os pensamentos, as emoções e os comportamentos humanos. Logo, psicólogos que utilizam a TCC buscam ajudar o paciente a entender como esses aspectos se integram na sua vida.

Por isso, a autoestima e terapia cognitivo-comportamental são assuntos muito próximos. Um terapeuta da TCC pode ajudar o paciente a desenvolver mais autoestima a partir de técnicas que o levem a compreender sua situação atual e a modificar padrões para que sejam mais funcionais.

Que tal aprofundarmos nesse tema? Confira mais sobre a relação entre os conceitos e veja o que trabalho terapêutico pode promover!

Desconstrução de crenças

Um dos primeiros elementos que são trabalhados quando um paciente tem demandas relacionadas à autoestima é a identificação e a desconstrução de suas crenças. As crenças são padrões comportamentais que as pessoas desenvolvem ao longo da vida, a partir do que viveram e, principalmente, das suas relações.

Desse modo, é comum que dificuldades de autoestima estejam ligadas a relacionamentos difíceis, sejam familiares, com os amigos, amorosos, profissionais etc, que fizeram a pessoa desenvolver distorções cognitivas sobre si mesma. Ela pode sentir, por exemplo, que não é capaz de fazer boas amizades ou que não é competente no trabalho.

Na terapia, existe a possibilidade de desconstruir as crenças e fazer uma reestruturação cognitiva, ou seja, modificar os padrões de pensamento para enfraquecer as crenças negativas sobre si e desenvolver uma percepção mais positiva e funcional da própria vida.

Mudança de hábitos ruins

Você viu que a TCC foca a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos, não é mesmo? Isso também acontece quando se fala de autoestima e terapia cognitivo-comportamental. Ou seja, o psicólogo deve ter atenção em relação a comportamentos ou hábitos que fortalecem crenças negativas.

Além de mudar padrões cognitivos, a pessoa precisa identificar hábitos ruins que atrapalham o seu dia a dia. Esse é um processo a ser feito na terapia, pois a rotina de cada pessoa é muito particular e é necessário entender quais são os comportamentos que podem prejudicar a autoestima.

Um exemplo de intervenção útil é ajudar o paciente a se planejar, de modo a entender o que lhe incomoda e listar de forma consciente mudanças que podem ser feitas. Com isso, ele aumenta o protagonismo na própria vida e muda os hábitos que não considera positivos.

Desenvolvimento do autoconhecimento

O centro de qualquer processo terapêutico é o autoconhecimento. A terapia comportamental tem o objetivo de ajudar o paciente a se conhecer melhor — inclusive, descobrindo aspectos que ele não percebia. Diversas técnicas, como o registro de pensamentos disfuncionais, são úteis nesse desafio.

Com o tempo, é possível que a pessoa vá entendendo melhor o que está por trás da sua baixa autoestima, como memórias, crenças negativas, relacionamentos disfuncionais, hábitos de autossabotagem etc. Identificá-los com o suporte do psicólogo e da TCC permite evoluir muito e ampliar o autoconhecimento.

Consequentemente, torna-se viável fazer uma redefinição da autoimagem. Afinal, se a pessoa descobre que sua autoestima está baseada em padrões negativos, é preciso modificá-los. O terapeuta atua mediando essa redefinição, ajudando o paciente a ser mais racional e construir sua autoimagem a partir de pensamentos funcionais.

Revisão das relações

Como falamos, infelizmente existem relacionamentos que prejudicam a relação de uma pessoa consigo mesma, e algumas situações podem ser especialmente negativas para a autoestima. É o caso de vivências de desamparo na família, relacionamentos amorosos abusivos ou experiências de abuso moral no trabalho.

Em meio a desafios como esses, muitas pessoas podem não ter recursos para elaborar a situação e superá-la. Em diversos casos, os aspectos externos são interpretados internamente e o paciente passa a questionar a própria autoestima, vendo-se de maneira negativa a partir do que os outros viram.

Trabalhar a autoestima na psicoterapia cognitivo-comportamental permite não apenas rever as marcas que as relações deixaram, mas também revisá-las. No processo terapêutico, o paciente pode desenvolver novas formas de estar em seus relacionamentos, fortalecendo sua autoestima e se cercando de pessoas que também façam isso, além de aprender a se proteger das que não fazem.

Atenção à inteligência emocional

A teoria da inteligência emocional é uma das mais relevantes na psicologia. Essa inteligência se refere à capacidade de identificar as próprias emoções e lidar com elas de maneira mais controlada, não se deixando levar por estados emocionais e apenas reagir a eles.

Com certeza, os psicólogos, especialmente os da TCC, têm papel fundamental na mediação de seus pacientes em relação à inteligência emocional. Muitas pessoas que procuram a terapia precisam desenvolver suas habilidades nesse campo para alcançar uma autoestima melhor e realizar diversos objetivos que ainda não atingiram.

Nesse sentido, uma estratégia interessante para o psicoterapeuta é promover exercícios que levem a pessoa a refletir sobre as próprias emoções, por exemplo, solicitando que ela mantenha registros das situações que geram reações emocionais mais fortes. A partir daí, é possível identificar padrões e encará-los com mais inteligência emocional.

Análise de estratégias disfuncionais

Como você pode perceber, quando falamos de autoestima e TCC, um dos pontos centrais é conhecer os padrões cognitivos e comportamentais dos pacientes. Geralmente, eles não estão claros para a própria pessoa, que acaba reagindo e repetindo estratégias disfuncionais em diversas situações da vida.

Vamos imaginar alguém que viva consequências negativas relacionadas à autoestima na carreira. Talvez a pessoa não consiga se promover na empresa e até mesmo desista de compartilhar uma ideia ou argumentar algo diante de colegas de trabalho.

Se ela tem crenças sobre não ser boa o suficiente, pode ser frequente a estratégia disfuncional de não se destacar nos empregos ou chegar ao ponto de desistir deles. Na terapia, isso será analisado e há a possibilidade de rever as escolhas e as posturas da adotadas ao longo da vida.

Percebe como autoestima e terapia cognitivo-comportamental estão muito relacionadas? Os psicólogos que atuam com TCC estão aptos a contribuir bastante com seus pacientes. Para isso, vale a pena se capacitar na área e saber mais sobre a abordagem. Faça isso e tenha bons resultados na clínica!

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5 maneiras de manter a produtividade no home office

5 maneiras para manter a produtividade no home office!

5 maneiras para manter a produtividade no home office!

Com a expansão contínua de casos da Covid-19 no Brasil e a necessidade de isolamento social para reduzir os efeitos dessa pandemia, o trabalho remoto se tornou a forma que muitas pessoas encontraram para dar continuidade à rotina, cumprindo com aqueles compromissos que não exigem a presença ou interação física. Contudo, manter a produtividade no home office nem sempre é algo fácil para todos.

Isso é ainda mais evidente quando você também deve manter o bom desempenho nos estudos em um período que requer o máximo de autocontrole e inteligência emocional. Pensando nisso, resolvemos ajudar com algumas dicas práticas de como se adaptar ao home office, preparar o seu lar para essa nova realidade e manter uma boa performance no trabalho durante a quarentena de modo a alcançar crescimento na carreira. Acompanhe!

1. Tenha um ambiente de trabalho organizado

Se você fará home office é importante ter um espaço do seu lar voltado apenas a essa atividade. Pode parecer exagero a princípio, mas há um bom motivo para isso! É que ao trabalhar em ambientes inapropriados que têm incontáveis distrações (como a cozinha, o quintal, a varanda etc.), você fica mais suscetível a perder o foco, a se desmotivar e, por fim, a procrastinar todos os seus afazeres. Tudo isso reflete na qualidade do seu serviço e faz o seu desempenho profissional despencar.

Logo, o ideal é ter um canto que seja parecido com o que é (ou era) o seu local de atuação: tranquilo e sem interrupções do mundo exterior, com uma mesa de trabalho — que tem apenas os itens necessários para a realização de tarefas e o mínimo de decoração — e sem aparatos eletrônicos que possam estimular sua desconcentração. O seu quarto ou um cômodo vazio da casa, por exemplo, podem cumprir esse papel.

2. Estabeleça horários para se organizar

A segunda dica é estabelecer horários que o ajudem a se organizar quanto aos seus afazeres diários e à gestão de tempo. Por exemplo, você vai decidir que trabalhará de segunda a sexta, das 09 às 18 horas, com uma hora de intervalo para almoço e vai seguir à risca esse cronograma para ter o fim de semana sem compromissos e livre para atividades pessoais.

Isso é importante para que não ocorram dois problemas sérios. O primeiro é você começar a trabalhar em turnos alternados. Em um dia atua pela manhã e à tarde, enquanto no outro faz o seu serviço de tarde e à noite. Já no terceiro dia, por sua vez, o trabalho é feito de madrugada e pela manhã. Essa falta de rotina vai lhe deixar exausto em pouco tempo, pois você para de ser produtivo e passa a estar cansado física e mentalmente.

O segundo problema é que sem ter horários bem definidos para começar e terminar o trabalho, é impossível se comprometer e se dedicar a outras atividades, como descansar, passar um tempo com a família ou estudar para a pós-graduação.

3. Planeje as metas de tarefas diárias

Após bater o martelo sobre os horários da sua jornada de trabalho, você deve planejar as metas diárias de tarefas. Ou seja, listar quais atividades você fará ao longo da segunda-feira ou da terça-feira, por exemplo, de acordo com a seguinte ordem: prioridade de entrega, refação e, por fim, projeto recém-iniciado.

Isso ajuda a evitar acúmulo de funções e cobranças de clientes ou colegas de trabalho que só tendem a afetar o seu emocional e contribuir para uma performance profissional aquém do desejado.

4. Evite as distrações eletrônicas

A quarta maneira de manter a produtividade no home office é bem simples: evite as distrações eletrônicas que passam despercebidas, mas têm um grande potencial de prejudicar sua concentração e lhe obrigar a fazer pausas forçadas no trabalho.

Mas ainda haverá distrações mesmo seguindo a primeira sugestão e escolhendo um ambiente adequado para o trabalho remoto? Você deve estar se perguntando. Pois bem, a resposta é que, infelizmente, sim. Um exemplo disso é o seu celular que, além de poder receber chamadas e mensagens a qualquer momento, está sujeito a vibrar e emitir toques quando houver notificações do e-mail, das redes sociais e demais aplicativos instalados nele.

O mesmo vale para o telefone fixo, que também pode receber ligações e recados na secretária eletrônica. Por isso, o ideal é desligar, colocar no mudo ou deixar em modo avião todos esses aparelhos durante o seu horário de trabalho.

5. Adote técnicas de concentração

Além das dicas mencionadas, use técnicas de concentração que ajudam a manter o foco para não desperdiçar tempo à toa e cumprir o seu planejamento de tarefas.

Um exemplo clássico é a técnica Pomodoro, com a qual você divide a sua jornada de trabalho de oito horas em um circuito com ciclos de intensa produtividade e intervalos de descanso mental. Funciona assim: você divide 60 minutos de trabalho (a primeira hora é a etapa um, a segunda hora é a etapa dois e assim sucessivamente) em quatro ciclos de 20 minutos com três intervalos entre eles de cinco minutos.

Ao concluir o último ciclo, a pessoa tem direito a um intervalo com o dobro de duração (10 minutos) antes de começar uma nova etapa. Lembrando que durante os ciclos a única coisa a se fazer é realizar o seu trabalho sem desviar a atenção para absolutamente nada. Já nas pausas, por outro lado, você pode fazer tudo, menos pensar nas suas tarefas.

Como mostrado, é possível manter a produtividade no home office com algumas pequenas mudanças no lar e a adoção de alguns métodos de organização, planejamento e treinamentos comportamentais. O bom é que as dicas apresentadas também podem ser aplicadas a quem estuda a distância. Inclusive, se você vai trabalhar e dar continuidade à sua formação durante a quarentena, mantenha a divisão dos seus horários no dia a dia para conciliar as duas atividades e não deixar nenhuma delas de lado.

Então, gostou das nossas dicas sobre produtividade? Aproveite sua visita aqui no blog para ler sobre como a terapia cognitivo-comportamental funciona dentro de empresas!

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Entenda quais são os efeitos psicológicos da solidão

Entenda quais são os efeitos psicológicos da solidão

Como já dizia o poeta John Donne “nenhum homem é uma ilha, completo em si próprio”. Essa frase reflete o quanto somos seres essencialmente coletivos. Ainda assim, há quem prefira se esquivar do convívio social e ficar a maior parte de seu tempo sozinho. No entanto, em longo prazo, os efeitos da solidão podem se tornar uma companhia indesejável.

Diante do cenário atual, no qual o distanciamento social sinaliza um cuidado necessário para evitar riscos maiores, como as pessoas estão sentindo os impactos emocionais desse isolamento? Para cada um, os efeitos da solidão se desenham de forma diferente, sendo bastante relativo aos constructos psicológicos do próprio indivíduo — como autoconhecimento, necessidade afetiva e importância que confere às relações sociais.

O tema é interessante e merece reflexão, não é mesmo? Então vamos seguir juntos nessa leitura!

O que é solidão?

Conforme a definição encontrada nos dicionários, a palavra solidão representa o estado ou a condição de quem está só, desacompanhado. Por trás dessa explicação geral, existe muita subjetividade envolvida no ato de ficar sozinho. Enquanto uns apreciam sua própria companhia e aproveitam esse tempo para se redescobrir, outros podem se sentir intensamente angustiados com a falta de vivência coletiva.

Fragmentando ainda mais a palavra solidão, descobrimos uma infinidade de significados — solitário em meio aos outros, esquecido, menosprezado, sem apoio e parceria, sem reconhecimento, em reclusão etc. Basta saber: o que significa estar sozinho para cada pessoa? Qual é o peso desse sentimento e de onde ele vem? Quais pensamentos antecedem as emoções que afloram como efeitos da solidão?

É essencial estabelecer essa correlação entre gatilhos mentais e emoções resultantes para conduzir a psicoterapia. Afinal, os pensamentos disfuncionais nos fazem construir visões equivocadas das situações vivenciadas. Indo além, tais disfunções mentais estão atreladas a crenças centrais que foram cristalizadas ao longo da vida do indivíduo, como a necessidade de ser amado e reconhecido.

Não há erro em querer que as pessoas nos amem e nos valorizem, mas a raiz dos conflitos internos pode estar no fato de condicionar o próprio bem-estar emocional à aprovação alheia. Aqui reside uma das causas do sentimento de solidão.

Quais são os efeitos psicológicos da solidão?

Sentir-se sozinho em um momento ou outro é um evento natural e pode acontecer até com as pessoas mais bem-resolvidas emocionalmente. Entretanto, sustentar esse sentimento por um período prolongado pode provocar sérios impactos na saúde mental e física.

Observe alguns dos principais efeitos da solidão!

Depressão

A depressão é um dos transtornos mais preocupantes da atualidade e pode afetar pessoas de qualquer idade. Por exemplo, o índice crescente de crianças e adolescentes com sintomas depressivos e até ideação suicida tem chamado a atenção da sociedade.

Podemos colocar a depressão tanto no papel de causa quanto de efeito da solidão. Assim, a falta de convívio interpessoal e a escassez de troca de afeto são fatores significativos para o desenvolvimento de quadros depressivos. Da mesma forma, o sentimento de solidão já é um dos principais sintomas dessa doença.

Outros indícios clássicos da depressão que são agravados com a solidão incluem:

  • baixa autoestima;
  • tristeza;
  • irritabilidade;
  • desesperança e pessimismo;
  • sentimento de inutilidade.

Ansiedade

A depressão não é a única doença mental alarmante do século XXI. Os diagnósticos de ansiedade também não param de aumentar no mundo todo. O excesso de informações e as múltiplas demandas do dia a dia, típicos da vivência contemporânea, colaboram para os pensamentos acelerados e desorganizados.

Em tempos de futuro incerto no qual vivemos, são muitas as preocupações que invadem nossa mente, causando aflição, estresse e ansiedade. É compreensível o quanto esse turbilhão de emoções pode ser devastador para algumas pessoas. Afinal, além de se fechar em casa a fim de combater um inimigo invisível, somos bombardeados constantemente por más notícias e um prognóstico nada favorável em termos de saúde e economia.

Isolamento social

Os efeitos da solidão ainda podem incluir sentimentos de perda, privação e não pertencimento. Sentir-se excluído — mesmo que essa exclusão seja autoprovocada — pode gerar sentimentos de forte dor emocional.

Crenças nucleares do tipo “não mereço ser amado” são reforçadas quando a pessoa distorce sua percepção em relação aos vínculos sociais. As distorções cognitivas por trás dessa visão negativa fazem o indivíduo solitário se isolar ainda mais. Os elementos cognitivos têm importante papel no modo como interpretamos os fatos.

No âmbito da terapia cognitivo-comportamental (TCC), o ciclo citado faz parte de um repertório comportamental de autossabotagem. Isso significa que, de modo não intencional, as pessoas podem perpetuar os resultados que elas mais temem — no caso, ficar em solidão.

Efeitos da solidão na saúde física

Diante de tantos efeitos, a solidão ganha companhia — apreensão, insegurança, inquietude, desesperança etc. — e envia ao cérebro a mensagem de que o corpo está sob estresse. Consequentemente, o organismo pode responder com alterações fisiológicas, em curto e longo prazo, como:

  • aumento da pressão arterial;
  • perturbações no sono;
  • falhas no funcionamento do sistema imunológico;
  • risco aumentado de problemas cardiovasculares;
  • mais propensão à diabetes tipo 2;
  • redução drástica na sensação de bem-estar.

Além disso, o sentimento de vazio que figura como um dos principais efeitos da solidão pode se transformar em um estímulo para o abuso de álcool e outras drogas. A busca por alívio emocional também é percebida na alimentação, reforçando quadros de compulsão, obesidade e outros distúrbios, físicos e psicológicos, associados ao comportamento alimentar disfuncional.

Qual é a importância do convívio social para atenuar os efeitos da solidão?

Com o fácil acesso a milhares de contatos por meio da internet, existem possibilidades ilimitadas de interagir com as pessoas, mesmo em tempos de isolamento social. Ainda assim, o distanciamento de grupos próximos, que compõem uma rede de apoio sólida, pode reforçar os efeitos da solidão.

Nesse sentido, a importância do convívio social não está atrelada à quantidade de nomes em nossa rede de contatos, mas à qualidade das trocas subjetivas que ocorrem. Conviver em coletividade garante compartilhamento, divisão de angústias e multiplicação de reforçadores positivos. Afinal, a atenção ainda é uma das principais fontes de reforço emocional.

No momento atual, com a necessidade de distanciamento social, a mente requer cuidados extras. Para passar por essa fase de maneira mais equilibrada e minorar os efeitos da solidão, três dicas são fundamentais:

  1. manter contato virtual com as pessoas que fazem parte da rede de apoio emocional;
  2. substituir o vazio da mente barulhenta por conteúdos funcionais — trabalho, educação, informação positiva etc.;
  3. buscar suporte com psicólogos que atendem online, especialmente nas abordagens da TCC e da terapia comportamental, para formular estratégias de enfrentamento construtivas.

Apesar de tantos efeitos da solidão, esse sentimento não chega desacompanhado. Existem perguntas e respostas por trás do vazio de estar sozinho. São questões que precisam ser bem exploradas para compreender o porquê de certas lacunas não serem preenchidas quando estamos em nossa própria companhia.

Gostou do tema que abordamos? Aproveite e visite nosso conteúdo sobre as aplicações da TCC no tratamento de transtornos de estresse.

como não procrastinar

Veja estas 6 dicas de como não procrastinar e ser mais produtivo!

Veja estas 6 dicas de como não procrastinar e ser mais produtivo!

Como não procrastinar? Uma pergunta, apenas três palavras. Ainda assim, uma dúvida capaz de incomodar muita gente que enfrenta diariamente esse problema e vê a própria rotina ficar de pernas para o ar devido ao costume de adiar obrigações e não conseguir se comprometer com mais nenhum prazo. Afinal, postergar tudo aquilo que é difícil, cansativo ou desafiador se torna uma regra de ouro.

Contudo, esse comportamento pode se tornar tão prejudicial para quem o apresenta que começa a afetar não só a vida pessoal, mas principalmente a vida profissional. Por esse motivo, é tão importante rever hábitos que estimulam essa postura e se policiar com medidas que aumentam a sua produtividade e o seu autocontrole. Pensando nisso, listamos seis dicas que vão ajudá-lo nesse objetivo. Confira quais são elas!

1. Gerencie suas emoções

A primeira dica tem a ver com desenvolver a inteligência emocional. Ou seja, aprender a gerenciar as próprias emoções e entender quais gatilhos têm as despertado, principalmente aquelas negativas, que o estimulam a procrastinar (como o medo, a frustração, a ansiedade, a vergonha, a tristeza etc.).

Dessa forma, você consegue identificar quais comportamentos, aspectos do seu estilo de vida ou mesmo características da sua personalidade contribuem para isso ou até reforçam esses gatilhos. Esse é um processo que requer uma autoavaliação precisa e contínua. Uma boa forma de colocá-lo em prática é por meio da terapia cognitivo-comportamental.

2. Tenha disciplina

Vai fazer alguma atividade, como estudar para uma prova da pós-graduação ou montar um relatório sobre projeções e orçamento para a clínica em que você atua? Pois tenha disciplina para não só começar a tarefa, mas seguir com ela até concluí-la.

Isso porque, ao contrário do que muita gente pensa, o procrastinador não se resume só àquela pessoa que adia os compromissos e as obrigações até não poder mais. Na verdade, ele também tem o hábito de iniciar algo e, no meio do processo, parar tudo para fazer alguma coisa que seja mais “simples e prazerosa”.

O motivo dessa atitude? Bem, ele se deparou com alguma dificuldade ou obstáculo e optou pelo caminho mais fácil: recuar e não encarar o problema, por menor que ele seja. Para se ajudar nessa missão, você pode:

  • estipular um período de tempo para a atividade e alguns intervalos curtos de até cinco minutos (assim, dá para se alongar, hidratar-se e comer algo leve);
  • estabelecer objetivos a serem alcançados nessa tarefa para ter uma noção do seu avanço — algo que passará a ser visto como pequenas conquistas que o motivarão;
  • evitar ou, pelo menos, manter as distrações o mais distante de você, o que inclui desligar aparelhos eletrônicos (TV, videogame, som, assistente virtual etc.), deixar o smartphone em modo avião para não checar notificações e/ou mensagens, desconectar-se das redes sociais no computador (caso precise usá-lo nesse período) etc.

3. Determine horários para compromissos e lazer

Uma terceira dica sobre como não procrastinar é determinar turnos (manhã, tarde e noite) e horários exatos para os seus compromissos — acadêmicos ou profissionais — e os seus momentos de lazer — com amigos, familiares, namorado(a) ou mesmo só. Isso, inclusive, no sábado e no domingo.

O motivo disso é para que você não fique tentado a fazer apenas aquilo que gosta e acabe dedicando muito tempo às horas de diversão e entretenimento durante o dia.

Afinal, quando você se dá conta do que está fazendo, percebe que não tem tempo suficiente para o trabalho e os estudos, o que o leva a acumular diversas atividades, a não cumprir prazos, a desmarcar ou reagendar compromissos etc. Ou seja, um verdadeiro efeito cascata.

4. Atualize diariamente sua agenda

Há pouco, falamos da importância de estabelecer os horários para os seus afazeres diários. Uma boa forma de organizar e administrar isso é, sem dúvidas, por meio de uma agenda que você possa levar consigo para qualquer lugar. Ela pode ser física — para quem não dispensa escrever com papel e caneta — ou virtual — para quem acha mais prático e se sente melhor com ela no smartphone (por meio de aplicativos).

Independentemente da sua escolha, lembre-se de atualizá-la diariamente a cada obrigação cumprida no tempo certo. Isso porque, ao observar a agenda, você se sentirá mais engajado e estimulado a dar o seu melhor a cada atividade concluída. Sem falar que haverá uma motivação a mais no ambiente de trabalho.

De quebra, você terá como identificar aquelas tarefas que se estendem além do previsto, podendo analisar se o problema é o horário reduzido para se dedicar a elas ou se há fatores externos influenciando a realização dessas atividades.

5. Estabeleça (e cumpra) pequenas metas semanais

Você tem obrigações a cumprir a longo prazo? Então, divida essas tarefas pela quantidade de semanas até a data final e vá as cumprindo como se fossem pequenas metas.

Isso o ajuda a não ficar sobrecarregado sem necessidade, em especial se já há outros assuntos mais urgentes na sua lista de prioridades. Além disso, evita o principal: que você adie ao máximo a realização dessas atividades e acabe acumulando todas elas para realizá-las em um curto intervalo de tempo, o que o colocará sob bastante estresse, ansiedade e irritação — alguns dos malefícios da procrastinação.

6. Faça breves pausas durante o dia

Para encerrar, faça pequenas pausas durante o dia, entre uma atividade e outra, para fazer algo que o distraia ou simplesmente ficar no mais perfeito estado de ócio. Pode ser 10, 15 ou 20 minutos, por exemplo. Esse momento é importante para que você possa desacelerar o ritmo e recuperar as energias em meio a tantos afazeres.

Essa ação simples ajuda a reduzir a sensação de que a sua rotina está muito cansativa e puxada, sem intervalos para nada, o que pode dar margem justamente ao comportamento procrastinador — que tem uma desculpa perfeita para usar nesse cenário.

Agora que você sabe como não procrastinar, organizando os seus compromissos, usando o seu tempo de maneira inteligente e desenvolvendo uma maior disciplina na realização das tarefas diárias, comece a colocar nossas dicas em prática. Não se esqueça de que é a mudança de hábitos que proporciona um comportamento mais produtivo, proativo e eficiente!

Gostou do post? Então, aproveite para saber por que investir em treinamentos comportamentais pode ajudar a superar não só esses, como outros desafios!