Você sabe como funciona a Economia Comportamental? Descubra aqui!

Você sabe como funciona a Economia Comportamental? Descubra aqui!

Os estudos da Psicologia se aplicam às mais diversas áreas, da Educação até tratamentos clínicos. Mas um dos campos em que ela conquistou mais espaço é na Economia, uma disciplina que depende não só de cálculos e análises técnicas como do entendimento do comportamento humano. Um bom exemplo disso é o surgimento da Economia Comportamental.

Se você ainda não está familiarizado com essa ideia, saiba que ela é cada vez mais importante na economia atual. Boa parte do trabalho realizado em uma empresa depende do comportamento e das reações das pessoas, tanto do público quanto de seus colaboradores. E os psicólogos já trabalham há vários anos para entender esses fenômenos.

Para ajudá-lo a compreender esse tema, vamos explicar o termo, suas aplicações e como a Psicologia e a Economia estão relacionadas. Acompanhe.

De que trata a Economia Comportamental?

Adam Smith, considerado pai da teoria econômica moderna, afirmava que todo ser humano agia com base em um viés racional, tomando sempre a melhor decisão para otimizar o próprio ganho. E, de fato, muitos acreditam nisso até hoje.

Porém, se você já olhou atentamente qualquer pessoa agindo no dia a dia ou participou de estudos comportamentais aprofundados, sabe muito bem que isso não é o que costuma acontecer. Muita gente, desde trabalhadores comuns até grandes investidores, tomam decisões que vão completamente contra esse princípio, pagando mais caro por produtos ou vendendo ações antes que subam.

Isso acontece porque há vários fatores externos e internos que afetam o comportamento, como necessidades imediatas, perspectiva, experiências anteriores, personalidade etc. E tudo isso precisa ser levado em conta para traçar um plano de mercado.

Não há um ponto específico em que o termo Economia Comportamental foi cunhado. Porém, o trabalho mais influente foi feito pelos psicólogos Daniel Kahneman e Amos Tversky, no fim da década de 60. Basicamente, eles analisavam como os seres humanos quase sempre iam contra os princípios de racionalidade de Smith.

Atualmente, essa área de estudos é utilizada para se contrapor à teoria econômica clássica, estabelecendo como base a ideia de que, no fim das contas, todo ser humano tende a ser guiado pelas emoções mais que pela racionalidade. E com avanços nos estudos comportamentais, principalmente graças ao Behaviorismo e ao Cognitivismo, há uma base bem mais sólida para realizar essas análises e aplicá-las.

Como ela é aplicada no dia a dia?

Como já mencionamos, as descobertas dos estudos psicológicos contribuem bastante para a avaliação de comportamentos e seus efeitos em diversos contextos — tanto que alguns fenômenos já são bem documentados e podem ser aplicados em vários espaços.

Veja aqui alguns exemplos.

Paralisia de análise

Alguns acreditam que ter mais opções leva a uma decisão melhor, mas a verdade é que, na maioria dos casos, ocorre o inverso. Quando alguém está diante de muitas opções ou precisa considerar mais dados do que é capaz de absorver em tempo hábil, é provável que simplesmente “trave” e não consiga escolher. Essa é a chamada “paralisia de análise”. Só de saber que esse fenômeno existe, uma empresa pode rever sua abordagem para minimizar informações de menor relevância, facilitando a análise do cliente.

Aversão ao risco

Outro fator importante é a tendência a evitar riscos, especialmente quando o cenário em questão não é bem-esclarecido. Se uma pessoa tem a opção de ficar com algo que já conhece e que parece mais seguro, mesmo que a alternativa seja, em teoria, mais positiva, ela vai escolher a primeira opção.

Efeito Dunning-Kruger

Por fim, você já deve ter notado que pessoas com pouco conhecimento tendem a acreditar que sabem muito. Esse é o efeito Dunning-Kruger, que pode ser descrito como “não saber o suficiente para entender que sabe pouco”. É um dos motivos para pessoas com pouca experiência tomarem atitudes subótimas em uma determinada área de expertise.

Como a Economia se relaciona com a Psicologia?

Todos os fenômenos que citamos são muito úteis em análises e na clínica, mas como eles contribuem com a Economia Comportamental?

Veja aqui algumas das principais relações entre a Psicologia e a Economia.

Análise de comportamentos não racionais

Como mencionamos no começo do texto, seres humanos são levados facilmente por emoções e impressões falsas. E isso não é uma característica de uma nova geração de consumidores, mas sim um traço milenar da humanidade.

Quando alguém toma uma atitude e você não consegue entender o motivo, ao menos não racionalmente, é importante fazer uma análise tendo em mente essa perspectiva. Programas econômicos que não levam a nenhum retorno real, maus investimentos, entre outras ações, são mais fáceis de explicar pelo viés emocional do que de outra forma.

Compreender e prever o efeito da emoção na tomada de decisões

Além do viés analítico, essas ideias podem ser usadas de forma preditiva. Uma vez compreendidos os componentes emocionais que definem a tomada de decisão do público, uma empresa pode desenvolver ações que dialoguem melhor com esses fenômenos. A Economia Comportamental é especialmente utilizada no ramo de marketing, seja no desenvolvimento de campanhas ou na hora de influenciar diretamente o público.

Estudar a influência de fatores externos

Por fim, mas não menos importante, todo profissional em Psicologia e em Economia deve entender que há fatores adversos que afetam essa tomada de decisão. Uma pessoa que teve um dia ruim provavelmente está menos disposta a ter uma conversa analítica e tomar uma decisão informada. Alguém de bom humor, por outro lado, está mais aberto a novas ideias.

Outros componentes, como o momento do dia em que uma decisão é tomada, a forma como ela é apresentada, os impactos da tecnologia e o contexto e experiências passadas, também pesam bastante nessas análises e devem ser levados em conta nas suas decisões.

Diante de todas essas informações, é mais fácil entender o quanto a Economia Comportamental tem influenciado o trabalho de vários negócios. É fundamental que o profissional de Psicologia entenda essa teoria e como ela pode ser aplicada em seu dia a dia de trabalho.

Achou este artigo útil? Então compartilhe-o em suas redes sociais e mostre a mais pessoas a relação entre Economia e Psicologia.

Como desenvolver soft skills e obter crescimento na carreira?

Como desenvolver soft skills e obter crescimento na carreira?

Ser um profissional competente é fundamental para ser bem-sucedido em sua carreira, mas há muitos fatores que afetam o desempenho além de conhecimento técnico e de experiência. Hoje em dia, é importante também desenvolver soft skills relevantes para seu ambiente de trabalho, seja ele em uma empresa, seja em seu próprio consultório. 

É verdade que o conhecimento específico, também chamado de hard skill, ainda é um fator de peso na capacidade profissional, mas as habilidades menos formais são cada vez mais relevantes no mercado de trabalho. Na prática, ambas andam de mãos dadas. Sem soft skills, seu conhecimento especializado é bem menos efetivo.

Quer entender melhor como desenvolver soft skills para incrementar sua carreira? Então, acompanhe.

O que são as soft skills?

De forma geral, são habilidades que não são aprendidas por meio de livros e de estudos, mas sim pela prática e pela convivência com as pessoas. Além disso, é possível que você apresente tais competências de forma intrínseca. As soft skills também podem ser entendidas como habilidades comportamentais e atitudes diárias que aumentam sua produtividade.

As soft skills têm efeito direto no clima organizacional. Algumas qualidades, como boa comunicação e trabalho e em equipe, evitam uma série de atritos entre os colaboradores e melhoram, como um todo, os resultados obtidos.

Quais são as principais soft skills hoje em dia?

Assim como as formações, é possível desenvolver soft skills de vários tipos e com propósitos diferentes. Veja aqui alguns dos principais exemplos e seus impactos na sua carreira.

Comunicação verbal

Como você já deve saber bem, em qualquer carreira, será preciso conversar com várias pessoas todos os dias em diferentes contextos — muitas delas com linguagens e comportamentos bem distintos. 

Aprender a comunicar-se melhor com essa variedade de pessoas é uma das soft skills que todo profissional precisa desenvolver, especialmente com o foco cada vez maior em ambientes de trabalho dinâmicos e em equipes mais diversificadas.

Comunicação escrita

Muitas pessoas que sabem comunicar muito bem suas ideias de forma oral podem ter dificuldades para se expressar por meio da escrita. Considerando a maior presença do mundo digital, é fundamental poder transmitir suas ideias com clareza em ambos os meios.

Boa comunicação escrita é especialmente importante no trabalho de Recursos Humanos, no qual muitos dados devem ser armazenados para serem revisitados depois. Para que nenhuma informação seja perdida, é fundamental que suas ideias estejam bem claras desde o começo.

Empatia

Pode parecer estranho chamar isso de uma habilidade, mas a empatia é uma qualidade importante em todo tipo de carreira. Seja para conversar com o paciente, seja para entender melhor as necessidades dos colegas de trabalho, seja para conseguir identificar problemas de convivência. É uma qualidade especialmente útil para os profissionais de psicologia que atuam em consultório, em hospitais ou em empresas.

Organização

O modelo de trabalho no qual uma grande equipe era coordenada por um único gestor, focado apenas na reprodução e na execução de ordens, já não é mais o preferido de muitos profissionais. O número de empreendedores autônomos aumentou bastante, sem falar na criação de equipes mais enxutas e independentes.

Diante de tudo isso, ao desenvolver soft skills, é sempre bom priorizar a sua organização, ou seja, sua capacidade de lidar com prazos e com múltiplas tarefas ao mesmo tempo. Isso será muito útil, independentemente da carreira específica que você siga.

Flexibilidade

Com a maior autonomia de todos os indivíduos, também veio um mercado mais volátil, com demandas que mudam a cada dia. Isso significa que os profissionais que não se adaptam ao novo contexto tendem a perder bem rápido bastante espaço.

Para compensar isso, é necessário ter bastante atenção e habilidade no acompanhamento desse ritmo. Ser flexível diante de novas demandas, especialmente quando oportunidades surgem, é uma das atitudes mais importantes que você deve desenvolver em sua carreira.

Criatividade

Em princípio, a criatividade é uma qualidade bastante associada a carreiras com viés artístico, como escrita, pintura e animação. Porém, a verdade é que se trata de uma soft skill com incontáveis aplicações para todo tipo de profissional.

Ser criativo não quer dizer apenas tirar ideias do nada, mas sim ser capaz de enxergar situações comuns de formas novas. Pode parecer algo simples, mas isso vai fazer uma grande diferença na hora de lidar com problemas difíceis.

Trabalho em equipe

Como é possível ver na nossa lista de soft skills, poucas carreiras hoje em dia se baseiam na atuação de uma pessoa sozinha. Assim, bons profissionais são sempre capazes de interagir com pessoas diferentes e alcançar um objetivo em comum. Se você atua em uma área com outros profissionais, então deve aprender como atuar corretamente nesse meio ao lado de outras pessoas.

Como desenvolver soft skills em sua carreira?

Agora que você sabe um pouco mais sobre as soft skills, o próximo passo é saber como torná-las parte do seu repertório. Como já mencionamos, elas podem ser espontâneas ou podem ser cultivadas por meio de algumas mudanças de comportamento. Veja aqui algumas dicas para desenvolvê-las. 

Exerça autocrítica

A melhor forma de melhorar suas soft skills é justamente avaliar e reconhecer seus pontos fortes e fracos. Com o tempo, esse exercício ajuda a desenvolver certas habilidades e a mudar sua forma de agir. Claro que isso é mais fácil na teoria do que na prática, então vale a pena contar com auxílio nesse ponto.

Adote uma cultura de feedback

Falando nisso, o que mais ajuda a desenvolver soft skills é o feedback. Ter a opinião de outra pessoa em relação às suas atitudes apresentará uma nova perspectiva, além de possibilitar o exercício de suas habilidades de comunicação com mais frequência.

Busque sempre mais conhecimento

Buscar conhecimento contínuo é uma atitude fundamental para bons profissionais, seja por meio de cursos, seja por leituras. Isso evita que você se prenda a hábitos antiquados e dá mais oportunidades para exercer sua criatividade.

Agora que você entende melhor por que e como desenvolver soft skills, é hora de colocar todo esse conhecimento em prática. Quanto antes você começar, mais cedo verá esses efeitos em sua carreira como psicólogo. 

Para ajudar mais pessoas, compartilhe este artigo em suas redes sociais. Mostre como as soft skills podem contribuir com o crescimento profissional.

Aplicação das ciências cognitivas: como se beneficiar dessa área?

Aplicação das ciências cognitivas: como se beneficiar dessa área?

O profissional que pretende melhorar seu desempenho e entregar resultados mais eficientes no dia a dia de suas atividades deve sempre se preocupar com a absorção de novos conhecimentos. Aprender sobre a aplicação das ciências cognitivas é um caminho certo para adquirir um novo olhar em relação ao ser humano e saber lidar com as pessoas de forma mais construtiva.

Este post foi elaborado para explicar o que são as ciências cognitivas, qual a importância de obter esse conhecimento e como os profissionais podem tirar proveito de uma especialização na área. Leia com atenção e entenda de que forma você pode fazer a aplicação das ciências cognitivas na sua profissão.

O que são ciências cognitivas? 

As ciências cognitivas envolvem um conjunto de conhecimentos multidisciplinares com o propósito de compreender a relação entre os processos mentais e o funcionamento cerebral. No grupo das grandes áreas incluídas nesse estudo, estão Psicologia, Neurociência, Filosofia, Antropologia, Linguística e Inteligência Artificial.

O conhecimento em ciências cognitivas é aplicado para o aprimoramento do desempenho pessoal e profissional. Isso é possível a partir da compreensão de como o homem processa as informações e se relaciona com o ambiente, com base em descobertas científicas sobre as conexões mentais.

Em síntese, os processos cognitivos interferem em todas as ações e relações humanas, uma vez que influenciam emoções, pensamentos e comportamentos. Assim sendo, entendemos que os transtornos mentais e as disfunções comportamentais estão diretamente relacionados a alterações na cognição.

Por essa razão, os profissionais que atuam na saúde mental estão entre os principais interessados em estudar as ciências cognitivas e desvendar as amarrações da mente humana.

Além de psicólogos e psiquiatras, outros atuantes no campo da saúde, ou mesmo de outras áreas, são beneficiados com esse conhecimento, como nutricionistas, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e pedagogos.

Qual a sua importância?

Como as ciências cognitivas investigam o modo como o ser humano processa seus pensamentos e emoções, logo, trata-se de um campo de conhecimento fundamental para formular intervenções mais efetivas. Afinal, os elementos cognitivos têm impacto sobre questões como controle de impulsos, tomada de decisões, repertório de ação, estratégias de enfrentamento e, consequentemente, sobre os relacionamentos.

Outro ponto relevante é que a multidisciplinaridade das ciências cognitivas torna essa área bastante ampla e diversificada. O resultado disso é que são encontrados diferentes modelos de estudos, com enfoques específicos, de acordo com o objetivo de pesquisa de cada grupo científico.

A Psicologia Cognitiva, por exemplo, tem como foco de investigação os efeitos do pensamento sobre as emoções e as respostas comportamentais. Os especialistas dessa área buscam identificar as distorções cognitivas que direcionam os comportamentos disfuncionais.

Assim como a Psicologia, cada disciplina é guiada por um objetivo de estudo específico. Apesar de os diferentes ramos científicos terem se unido para investigar as ciências cognitivas, suas características individuais são preservadas, aumentando o valor de suas descobertas.

A partir dessas diferentes vertentes, as ciências cognitivas conseguem trazer à superfície do conhecimento duas questões essenciais:

  • o estudo do processamento da informação, considerando suas várias etapas — o ser humano percebe, transforma, armazena, recupera e utiliza as informações captadas no ambiente;
  • o estudo das formas de sistematização, isto é, de como a mente e o cérebro efetuam as representações das atividades reais.

A partir dessas investigações, as disciplinas que compõem as ciências cognitivas buscam encontrar fatores em comum e explicar os processos globais do comportamento — sem desconsiderar a importância dos fatores emocionais, que são motores naturais das ações e das relações humanas.

Por que estudar ciências cognitivas? 

Profissionais que lidam diretamente com o ser humano, como os da área da saúde, são grandemente beneficiados com a aplicação das ciências cognitivas. Isso porque esse conhecimento gera o entendimento acerca das reações das pessoas e oferece mais recursos para lidar com situações de estresse.

Em resumo, o profissional que se dedica ao conhecimento das ciências cognitivas consegue:

  • compreender respostas comportamentais;
  • conhecer os processos mentais por trás dos transtornos;
  • propor soluções para situações de conflito;
  • lidar de forma eficiente com situações de crise;
  • contornar posturas de resistência e estimular a resiliência;
  • comunicar-se de forma mais motivadora;
  • melhorar a capacidade argumentativa;
  • desenvolver e estimular o autocontrole;
  • facilitar a comunicação em equipes de trabalho;
  • favorecer a dinâmica de equipes multidisciplinares;
  • estabelecer um diálogo técnico com outros profissionais de saúde;
  • identificar riscos de transtornos mentais e fazer o devido encaminhamento para especialistas;
  • favorecer os resultados terapêuticos. 

Todos os pontos levantados são de extrema relevância para o bom desempenho das atividades profissionais. Pensando assim, vemos que uma especialização em ciências cognitivas é uma porta de acesso a novas oportunidades de atuação.

Como os profissionais da saúde podem fazer a aplicação das ciências cognitivas?

Uma pós-graduação em ciências cognitivas é um passo bem dado por profissionais que vivem em contato direto com o ser humano em situações complexas. Psicólogos, médicos, enfermeiros, assistentes sociais, entre outros, podem colher bons frutos dessa especialização.

O estudo dos processos cognitivos é um conhecimento facilitador para melhorar a atuação de cada profissional de forma específica. Os psicólogos se utilizam desse saber para compreender o comportamento humano e propor técnicas de reestruturação cognitiva. Os nutricionistas focam nos aspectos mentais dos problemas alimentares e buscam entender a situação emocional de cada cliente para motivá-lo a seguir as orientações.

Os enfermeiros, por sua vez, desenvolvem habilidades de liderança e adquirem preparo para fazer intervenção cognitiva em equipes multiprofissionais. Ainda na Enfermagem, os profissionais que fazem a aplicação das ciências cognitivas passam a entender o funcionamento cognitivo de pessoas em situação de fragilidade.

O graduado em Serviço Social tem acesso a novos métodos de intervenção para lidar com casais, famílias e grupos terapêuticos. Já o terapeuta ocupacional se torna mais capacitado para trabalhar as necessidades e limitações dos pacientes, contornar as resistências e motivá-los para a prática das atividades.

Pedagogos e psicopedagogos, por sua vez, ampliam seu conhecimento para aplicar novos métodos de intervenção cognitivos e comportamentais no ambiente escolar, favorecendo o aprendizado dos alunos.

Vemos, então, que a aplicação das ciências cognitivas permite que cada profissional aprimore sua performance na prática de suas atividades. Sem dúvidas, trata-se de um conhecimento bastante válido para aumentar a eficácia das intervenções em todas as áreas que citamos.

Para saber mais sobre como funciona o curso de especialização em ciências cognitivas, entre em contato com o Instituto Cognitivo e esclareça todas as suas dúvidas.

Recolocação profissional: quais caminhos os psicólogos podem seguir?

Recolocação profissional: quais caminhos os psicólogos podem seguir?

A psicologia é um área que ganha cada vez mais adeptos em todo o mercado, além de apresentar vários campos com bastante demanda. Seja na clínica, na gestão de Recursos Humanos ou na área hospitalar, os psicólogos sempre têm alguma área em que podem atuar. Porém, isso não significa que sua recolocação profissional seja um processo rápido e fácil.

Como acontece com qualquer pessoa, às vezes é necessário sair de um emprego e buscar outro. Durante essa recolocação, pode ser que você tenha algumas dificuldades, especialmente se não planejar direito. Para ajudar com isso, vamos falar um pouco sobre esse processo e como ele pode ser melhor executado. Confira!

O que leva os profissionais a buscarem uma recolocação profissional?

Há muitos motivos que levam uma pessoa a trocar de trabalho. Apresentamos alguns dos mais comuns a seguir.

Busca por uma renda melhor

Se o seu cargo atual não proporciona a renda que você precisa para manter um padrão de vida adequado, então é natural buscar oportunidades em outras áreas. Alguém que atua como assistente em uma empresa pode já estar qualificado para um cargo mais avançado e aceitar uma proposta em outro lugar.

Da mesma forma, certas áreas de atuação podem não suprir as necessidades financeiras do profissional, sendo necessário se realocar. Qualquer que seja o motivo, é perfeitamente justo buscar um novo emprego para conseguir mais dinheiro.

Necessidade de se reinserir no mercado de trabalho

Por diversos motivos, uma pessoa pode ficar sem trabalhar por um tempo, seja por problemas de saúde, dificuldades pessoais ou qualquer outro motivo. Após esse tempo de hiato, é necessário fazer um esforço extra para encontrar um novo trabalho.

O trabalho de recolocação profissional também envolve algumas ações que facilitam esse processo. Considerando que você já tem experiência em sua área de atuação, basta reforçar esses pontos e focar em oportunidades de maior valor.

Busca por um novo caminho profissional

Em muitas situações, o motivo da realocação é simplesmente o desejo de mudar de carreira. Alguém que trabalha a maior parte da vida como gestor de RH pode decidir que prefere começar a clinicar, por exemplo.

Nesse caso, é necessário buscar novos conhecimentos, pois é uma área de atuação diferente da anterior. Porém, nunca é tarde demais para mudar seus planos, desde que você saiba que o novo caminho é o que você busca.

Avançar em sua carreira

Por fim, mas não menos importante, pode ser que essa recolocação seja apenas um passo para avançar em sua vida profissional. Pode ser a busca por uma promoção, um cargo numa empresa de maior renome ou algo que traga maior prestígio.

Isso também significa que, dependendo do seu objetivo final, pode ser que você tenha que se realocar novamente no mercado profissional. Porém, depois que ter essa experiência, o processo pode ficar um pouco mais fácil.

Qual é a melhor forma de conseguir novas oportunidades?

O processo de recolocação profissional do psicólogo não é fácil, mas há diversos caminhos que você pode seguir para alcançar esse objetivo. Para auxiliar essa jornada, trouxemos aqui algumas dicas do que você pode fazer. Acompanhe!

Estabeleça seus novos objetivos profissionais

Antes de dar o primeiro passo, você precisa saber aonde quer chegar. Se o seu objetivo é conseguir um salário melhor, equilibrar trabalho e vida pessoal, cuidar da sua saúde ou qualquer outro aspecto, você precisa tê-lo em mente ao tomar suas decisões.

A partir daí, você pode montar um plano um pouco mais claro e eficaz para alcançar essas metas, além de estipular um prazo para conclui-las. Isso faz uma grande diferença nas suas chances de alcançar o que deseja.

Planeje suas finanças

Se a sua realocação profissional envolve ficar um tempo sem trabalhar, então é necessário ter cuidado redobrado com seu planejamento financeiro pessoal. Caso contrário, você pode ficar sem dinheiro para se manter enquanto está procurando um novo trabalho.

Se você tem um fundo de reserva, deve calcular quanto ele vai durar e como pode gastá-lo. Se não tem tanto dinheiro, é importante considerar um emprego temporário para suprir suas necessidades nesse meio tempo.

Atualize seu currículo

Quem passa muito tempo em um mesmo cargo, sem procurar um novo emprego, costuma parar de adicionar informações em seu currículo. Porém, assim que você pensa em se realocar profissionalmente, é hora de mudar isso.

Antes de distribuir seu currículo, inclua nele todas as atualizações necessárias de cursos, experiências e formações. Além disso, dependendo do tipo de cargo que você busca, vale a pena editar o currículo para destacar as informações mais importantes.

Busque novos cursos de atualização e especialização

Mesmo com bastante experiência, pode ser que sua formação como psicólogo esteja um pouco desatualizada. Ou, em outros casos, você pode não estar totalmente preparado para a área específica na qual deseja se inserir.

Vale a pena investir em cursos que ajudem a retomar pontos importantes do seu trabalho ou que ofereçam uma nova especialização. Para muitos contratantes, esse é o tipo de diferencial que você precisa para ser aprovado.

Prepare-se para entrevistas de emprego

Mesmo os profissionais mais competentes podem não ser selecionados para uma vaga devido à dificuldades em sua entrevista. Além de pensar no seu currículo e competências, é importante melhorar a comunicação para se sair bem nas entrevistas.

Em muitos aspectos, essa é uma questão de prática. Vale a pena ler sobre o assunto e se preparar mentalmente, mas, acima de tudo, você deve praticar. Se possível, faça simulações de entrevistas, pois elas ajudam bastante.

Crie contatos

Por fim, mas não menos importante, não se esqueça do networking. As melhores oportunidades de trabalho vêm de pessoas que já conhecem e confiam em suas competências.

Mesmo que ainda esteja sem emprego, busque sempre conhecer mais pessoas em sua área, seja em cursos, palestras ou eventos. Se você fizer o contato certo, pode encontrar a oportunidade que está procurando bem mais rápido.

Agora que você entende melhor como funciona a recolocação profissional para psicólogos, é hora de traçar o seu plano. Com um pouco de preparo, você logo estará no trabalho que deseja. E se quiser mais uma ajuda, veja nosso artigo sobre especialização para psicólogo e veja por onde começar!

Terapia cognitivo-comportamental e arteterapia: como rendem resultados juntas?

Terapia cognitivo-comportamental e arteterapia: como rendem resultados juntas?

Depois de décadas sendo tratado como tabu, a busca por tratamentos psicoterapêuticos vem crescendo junto à pesquisa da área no campo acadêmico. Por isso, existem hoje diversas abordagens terapêuticas para tratar transtornos psicológicos. Duas delas são muito conhecidas: a terapia cognitivo-comportamental e a arteterapia.

Essas abordagens buscam compreender e agir de maneira prática sobre a percepção do indivíduo diante dos acontecimentos da sua vida. As técnicas empregadas para que o paciente realize seu processo são diferentes nesses casos, mas isso não significa que não possam ser utilizadas em conjunto. Interessante, não é?

Acompanhe este post e descubra como a terapia cognitivo-comportamental e a arteterapia podem render resultados juntas!

Qual o conceito de terapia cognitivo-comportamental?

A terapia cognitivo-comportamental surgiu no início da década de 60 a partir de estudos do psiquiatra A. Beck. Essa abordagem compreende que as dificuldades psicológicas estão associadas à construção de percepções distorcidas que as pessoas criam a respeito de si mesmas ao longo da vida. Esse fato provoca alterações comportamentais que podem gerar dor e angústia ao indivíduo.

A TCC é um tipo de terapia interativa que propõe um grande protagonismo do paciente, mas também do terapeuta, que se vale de técnicas e estratégias para ajudar quem busca o tratamento e quer resolver os problemas de forma prática.

Como a terapia cognitivo-comportamental considera que o que provoca o sofrimento não são os acontecimentos traumáticos, mas o modo como as pessoas os interpretam e se posicionam a respeito deles, o objetivo é a reestruturação cognitiva. Por isso, o tratamento é focado na queixa atual do paciente.

Além disso, a proposta de criar um espaço de facilitação cooperativa entre o terapeuta e paciente tem como objetivo proporcionar uma posição de empoderamento diante da resolução dos problemas. Isso faz com que a pessoa consiga se debruçar sobre experiências e pensamentos próprios, investigando os modos pelos quais eles afetam sua vida.

Essa abordagem é muito difundida nos dias atuais e sua eficácia é cientificamente comprovada. O número elevado de buscas pela terapia também pode ser explicado pelo fato de que ela é caracterizada, muitas vezes, por um período relativamente curto de tratamento, comparado a outras terapias convencionais como a psicanálise. 

E de arteterapia?

A arteterapia, por sua vez, é uma metodologia que busca compreender o indivíduo por meio da simbologia. Ela entende o homem como um ser criativo, capaz de protagonizar uma transformação por meio da arte e, a partir disso, organizar o seu caos interior.

Por isso, a arteterapia utiliza a linguagem artística a partir de técnicas expressivas como desenho, pintura, modelagem e música como base da comunicação entre paciente e terapeuta em prol da saúde e qualidade de vida.

Nessa abordagem, o paciente tem como ponto de partida o que é conhecido e, por meio da imaginação, reconfigura sua realidade. Esse processo auxilia no entendimento e reflexão a respeito da pessoa como sujeito.

Isto é, a arteterapia funciona como uma ferramenta interessante no processo de modificação cognitiva — pensamentos e sistema de crenças —, podendo gerar, assim, uma transformação emocional e comportamental. Isso porque, uma vez habituado a representar as emoções, sensações e pensamentos por meio de recursos artísticos, o paciente passa a ter mais clareza sobre os comportamentos disfuncionais e como controlá-los. Quer entender como os dois conceitos explicados acima se relacionam? Continue a leitura e descubra! 

Como podem render bons resultados juntos?

A terapia cognitivo-comportamental e arteterapia são, inegavelmente, formas terapêuticas potentes e com propostas de tratamento que incentivam o protagonismo do paciente rumo à mudança a partir da elaboração prática dos sentimentos, emoções e pensamentos. O método de uma não anula o da outra e, por isso, podem ser utilizadas em conjunto no tratamento psicológico.

Portanto, a utilização da arteterapia orientada pela terapia cognitivo-comportamental pode auxiliar na construção de um espaço de confiança, acolhedor e de escuta, características imprescindíveis para a elaboração psíquica do sofrimento.

A arte, por si só, configura um instrumento que viabiliza a expressão da subjetividade humana. Por meio dela o ser humano consegue ter acesso a conteúdos emocionais que envolvem traumas e conflitos submersos no inconsciente, o que torna a própria verbalização a respeito deles quase impossível.

Quando transferida para o campo terapêutico, seu uso como ferramenta que amplia os formatos de expressão faz com que o psicólogo cognitivo-comportamental tenha a possibilidade de adequar a terapia à necessidade de cada indivíduo.

Dessa forma, o profissional consegue construir uma relação de confiança sólida suficiente para fazer com que o paciente seja ativo e foque nos problemas presentes, uma das principais características da TCC. Assim, a identificação e avaliação das construções disfuncionais feitas ao longo da vida tornam-se muito mais fluidas. 

Como realizar a terapia cognitivo-comportamental junto com a arteterapia?

Agora que você começou a entender como essas duas abordagens se relacionam, é hora de assimilar o processo terapêutico delas quando unidas! Vamos lá? Como explicitado no tópico anterior, o resultado do tratamento conjunto da terapia cognitivo-comportamental e da arteterapia pode ser muito proveitoso.

Nesse caso, a mediação ocorre para além do campo verbal no momento de detectar padrões de pensamento, comportamento, sentimentos e reações físicas. Isso significa que técnicas que aguçam a criatividade e a expressão artística como o desenho e a pintura ajudam tanto o paciente quanto o profissional na identificação de queixas. 

A arte pode, então, contribuir para o reconhecimento de erros cognitivos e crenças disfuncionais. O desenvolvimento criativo e a expressão artística ajudam a concretizar tudo o que ficava aprisionado de maneira inconsciente no campo mental, possibilitando ao paciente diferenciar seus sentimentos e emoções de forma visual e também verbal.

Já que a terapia cognitivo-comportamental parte do pressuposto de que a mudança só pode vir da identificação e interpretação dos acontecimentos traumáticos da vida, a arteterapia torna-se uma grande aliada no percurso terapêutico.

A inserção de artifícios artísticos contribui para a expressão de pensamentos automáticos e a visualização e verbalização de problemas, impactando diretamente o processo terapêutico cognitivo-comportamental.

Como ficou claro, a junção entre terapia cognitivo-comportamental e arteterapia pode ser muito bem-sucedida! É interessante pensar em diferentes possibilidades, bem como na união de diferentes processos terapêuticos se isso for interessante para o paciente — basta ter o conhecimento necessário para isso.

Agora que você já descobriu como aliar essas duas abordagens, que tal aprender a aplicar a terapia cognitivo-comportamental nas escolas

Como avançar na carreira e obter melhores resultados na psicoterapia?

Como avançar na carreira e obter melhores resultados na psicoterapia?

O mercado de trabalho da Psicologia é amplo e oferece diferentes oportunidades para os profissionais da área. Independentemente da abordagem utilizada e do campo de atuação, é possível encontrar possibilidades de crescimento e destaque. Para alcançar tal objetivo, é fundamental investir em estratégias que oferecem melhores resultados na psicoterapia.

Afinal, o que isso quer dizer? Para profissionais clínicos, diversificar seus métodos e abordagens para conquistar mais clientes é um passo importante, já que garante mais segurança para o psicólogo, além de fortalecer a relação terapêutica e fornecer um trabalho que se ajuste às necessidades do cliente.

Para aprofundar os seus conhecimentos na área e assegurar que seus clientes terão melhores resultados na psicoterapia, preparamos este conteúdo com as principais dicas para avançar na carreira. Acompanhe!

O cenário do mercado de trabalho em Psicologia

Não tem como falar sobre o cenário do mercado da Psicologia sem abordar a sua história e criação. Antes mesmo de Freud apresentar ao mundo ideias que marcaram a ampliação da Psicologia como uma prática clínica, diversos pesquisadores, médicos e cientistas buscavam compreender a mente humana. Isso aproximou essa ciência de métodos médicos e clínicos de investigação.

Com o passar dos anos e a ampliação das pesquisas e atuações, novas abordagens foram surgindo e ampliou-se o espectro de atuação do profissional da área. Clinicamente falando, o conceito de cura foi adaptado à realidade da mente humana e a Psicologia entrou em outros campos de trabalho que não só o tratamento e o manejo de psicopatologias.

Isso quer dizer que houve uma mudança paradigmática nessa ciência, permitindo seu desenvolvimento em diversos outros setores. É por isso que hoje vemos pessoas trabalhando na área do esporte, judicial, nutricional, hospitalar, organizacional e educacional, além da transformação nas estratégias de manejo clínico.

Então, qual é o impacto que essa mudança tem nos dias atuais? A resposta é muito simples: há muito mais oportunidades para quem se formou na área. Com o aumento da conscientização sobre a importância de psicólogos ocuparem espaços comuns, as pessoas tiveram a possibilidade de conhecer o seu trabalho e quebrar seus próprios preconceitos com o atendimento clínico, buscando a psicoterapia individual.

Como obter melhores resultados na psicoterapia por meio da especialização

O fato que é os impactos causados pela transformação do mercado não são tão eficientes quando o profissional não tem domínio das suas habilidades. Isso porque a expansão da Psicologia enquanto ciência e profissão também ocasionou certa saturação, fazendo com que os clientes encontrem diversos consultórios no seu dia a dia.

Para quem trabalha na área, é um desafio conseguir obter melhores resultados na psicoterapia, tanto profissionalmente quanto terapeuticamente. No entanto, existe uma atitude que garante segurança para a sua atuação e, é claro, melhores resultados para o processo terapêutico dos seus clientes: a especialização.

O estudo continuado é indispensável para quem quer sucesso nessa carreira, já que permite o exercício ético, consciente e preciso com seus pacientes. Além disso, a troca de experiência que uma especialização oferece permite o fortalecimento do seu networking e amplia suas formas de abordagens, diversificando as técnicas aplicadas.

Afinal, as relações e as mudanças sociais ocorrem com muita rapidez, sobretudo em uma realidade digital e altamente conectada. Portanto, aqueles que desejam manter-se trabalhando com eficácia e destacar-se no mercado precisam investir em formas de atualização profissional para adaptar seus conhecimentos às transformações que ocorrem todos os dias.

Além disso, uma pós-graduação consegue ir além do que é visto na faculdade: enquanto que na graduação você aprende sobre abordagens generalistas, com uma especialização em TCC, por exemplo, é possível direcionar o seu foco e descobrir técnicas de determinada perspectiva científica, tornando-se um profissional de referência.

Vale lembrar, no entanto, que para conquistar esses resultados é fundamental escolher uma instituição de qualidade que realmente ofereça cursos que agregam à carreira. A seguir, separamos algumas dicas para você selecionar a escola ideal para sua realidade clínica:

  • confira o nome da instituição, o histórico de cursos e os profissionais que já se formaram;
  • analise o currículo do corpo docente;
  • investigue os materiais didáticos e os recursos utilizados na aula, percebendo o nível de profundidade da especialização;
  • confira o credenciamento pelo Ministério da Educação (MEC), já que os cursos não reconhecidos não apresentam certificado válido no Brasil, sendo desconsiderados em concursos públicos.

Outras formas inteligentes de alavancar sua carreira

Quando falamos em crescimento profissional, muitas pessoas acreditam que o simples investimento na pós é suficiente para garantir excelentes resultados. Ainda que a especialização exerça um papel fundamental no seu desenvolvimento, não podemos negar que existem outras técnicas inteligentes para avançar na carreira.

Isso quer dizer que é possível investir em estratégias para além da especialização que permitem o seu fortalecimento profissional e, é claro, destaque no mercado de trabalho. Nos próximos tópicos, você pode conferir quais são essas ações e como realizá-las com eficiência. Continue lendo!

Procure eventos e workshops

Durante a graduação da Psicologia fica muito claro a necessidade de buscar eventos e formações à parte, não é mesmo? Afinal, o curso oferece uma excelente base para atuação, mas não vai além disso: o seu objetivo é simplesmente formar profissionais generalistas para que eles, de forma autônoma, encontrem a área que querem especializar-se.

Então, o estudo também engloba outras ações para além da pós-graduação, como a participação em eventos e workshops de diversas áreas científicas. Isso faz com que você tenha segurança para trabalhar, já que amplia seu arsenal de técnicas e métodos, além de conseguir identificar o nicho de pacientes que procuram seu trabalho.

E mais: com esse conhecimento, você consegue produzir conteúdos científicos que auxiliam os pacientes e outros profissionais, podendo apresentá-los em congressos e outros eventos. De quebra, você consegue ter um bom network ao conhecer colegas da área, divulgar o seu trabalho e ganhar notoriedade científica e prática na comunidade.

Por fim, diversos eventos e workshops oferecem momentos de supervisão clínica, permitindo a ampliação do seu conhecimento e a aprendizagem de novas técnicas de manejo. Não precisamos falar que isso aprimora o seu currículo, trabalha a sua expertise e desenvolve sua confiança profissional, não é verdade?

Invista no seu marketing pessoal

Por muito tempo os psicólogos lutaram contra o marketing pessoal, buscando somente a divulgação boca a boca. Ainda que as indicações sejam altamente eficazes, as transformações sociais colocaram na mesa uma nova necessidade para todos os trabalhadores: quem quer destaque precisa estar conectado.

Além da oportunidade de trabalhar o seu marketing pessoal, estar nas redes é uma forma de conhecer com maior profundidade a experiência de pacientes da geração Z. Isso garante uma aproximação maior entre terapeuta e cliente e fortalece a aliança nessa relação.

Então, como estar presente nas redes de forma profissional? Uma opção possível é contratar serviços básicos de agências especializadas para criar uma boa imagem, outra alternativa é separar um tempo para publicar conteúdos gratuitos e divulgar o seu trabalho, estudando sobre algumas estratégias de marketing.

Monte um plano de gestão de carreira

Para conseguir gerir tanto trabalho e estudo, você precisará de organização. Uma das melhores formas de assegurar que o seu marketing profissional está progredindo e que a sua aprendizagem está coerente com suas necessidades é montando um plano de gestão de carreira. Responsável por planejar todos os seus passos, esse documento facilita a compreensão do seu avanço e das metas a serem alcançadas.

Inicialmente, é preciso definir um objetivo claro e específico, determinando quais são as metas que precisam ser atingidas para que ele seja cumprido. Aqui, o ideal é separá-las em função do tempo: curto, médio e longo prazo. Assim, a participação em eventos específicos pode ser de curto prazo, enquanto que o desenvolvimento de novas habilidades é de médio, por exemplo.

Por fim, separe um momento da sua agenda semanal para conferir quais foram as metas atingidas naquela semana e como elas contribuem para o seu desenvolvimento, por menores que sejam. Além disso, é recomendado realizar uma revisão trimestral do seu plano para analisar se ele continua coerente com seus objetivos de longo prazo.

Conquistar mais clientes e ter melhores resultados na psicoterapia é um objetivo comum entre os profissionais da Psicologia. Para garantir o seu destaque no mercado de trabalho, lembre-se da importância de manter-se atualizado por meio dos estudos, além de participar de encontros e eventos específicos da área e fortalecer o seu marketing pessoal.

E então, gostou do nosso conteúdo? Aproveite para entrar em contato conosco e descobrir qual especialização é mais indicada para você!

comunicação não violenta

Comunicação não-violenta: saiba como se relacionar melhor

Comunicação não-violenta: saiba como se relacionar melhor

A comunicação não-violenta é um termo muito comentado atualmente. Desenvolvido pelo psicólogo norte-americano Marshall Rosenberg, o conceito atravessou fronteiras e é estudado por diversos pesquisadores e profissionais da área da saúde. Afinal, ele aborda um tema muito importante: como se comunicar com os outros com empatia e compreensão.

Para os psicólogos, saber a melhor forma de se comunicar sem colocar em risco a saúde mental dos clientes é uma das habilidades mais importantes. Afinal, não queremos que os pacientes se sintam prejudicados durante a psicoterapia, não é verdade? É por isso que as técnicas da comunicação não-violenta ultrapassam a esfera interpessoal e entram no mundo profissional.

Para aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto e fortalecer suas estratégias de trabalho clínico, desenvolvemos este conteúdo com as principais informações sobre o conceito. Confira!

O que é a comunicação não-violenta e qual o seu objetivo?

Em uma realidade em que as informações percorrem diversos territórios rapidamente, encontrar pessoas que saibam como se comunicar é uma dádiva. O fato é que nós sabemos como emitir ideias e pensamentos, mas, muitas vezes, não entendemos qual é a melhor forma para fazer isso e acabamos magoando as pessoas ao nosso redor.

Rosenberg, ao perceber essa necessidade da sociedade contemporânea, desenvolveu uma pesquisa com base nas estratégias de comunicação, criando o conceito de comunicação não-violenta. O grande princípio dessa ação é, justamente, desenvolver habilidades saudáveis de relação interpessoal, entendendo como estabelecer um diálogo compassivo e solidário.

Dessa maneira, a comunicação não-violenta — ou CNV — nada mais é que uma competência que qualquer pessoa pode desenvolver a partir dos seus conhecimentos de relação interpessoal. No entanto, para que ela seja assimilada, você precisa resgatar suas emoções, valores e transparência para emitir o que pensa e sente de forma honesta e empática.

Assim, a sua fala não machuca o outro, muito pelo contrário: permite um diálogo claro, objetivo e livre de julgamentos. Ainda que esse seja o grande objetivo, precisamos manter a mente aberta para entender que nem sempre isso será possível, e tudo bem. O foco da CNV é fazer cada um perceber quando está se comunicando de forma violenta para, então, iniciar o seu processo de mudança.

Quais os princípios da CNV?

Para que você consiga aprender a CNV, é necessário seguir alguns princípios. O primeiro deles é entender que os comportamentos violentos são aprendidos, isto é, não são inerentes à natureza humana. Assim, ambientes e culturas que estimulam a competitividade, agressividade e dominação são lugares propícios para o desenvolvimento da comunicação violenta.

Por outro lado, contextos que encorajam o acolhimento e a cooperatividade encorajam as pessoas a agirem de maneira generosa com os outros e consigo mesmas. É a partir dessa perspectiva que Rosenberg reuniu quatro princípios que norteiam a CNV, são eles:

  • consciência: precisamos compreender e buscar conscientemente uma vida com mais compaixão, coragem, colaboração e autenticidade;
  • linguagem: é fundamental entender que as palavras carregam significados poderosos capazes de ferir ou alegrar os outros;
  • comunicação: precisamos entender que a simples expressão de um desejo e o ato de ouvir o próximo garante soluções eficazes e saudáveis para diversos problemas;
  • meios de influência: o sistema de poder horizontal, em que compartilhamos o poder com os outros, é o mais eficiente para evitar a opressão e garantir o sucesso, seja em níveis profissionais, fortalecendo sua rede de contato profissional, seja na esfera pessoal.

Ao identificá-los, o autor vai além e formula quatro pilares que permitem que os princípios sejam alcançados. Esses pilares são responsáveis por criar um framework que qualquer pessoa pode acessar quando percebe que está se relacionando de forma violenta. Explicamos eles a seguir:

  • observação: em vez de julgar, precisamos observar a situação sem a interferência dos nossos juízos de valor;
  • sentimentos: em vez de avaliar a situação, é necessário reconhecer o que sentimos em relação ao que está acontecendo;
  • necessidades: em vez de criar estratégias, devemos identificar quais são as necessidades que estão em questão e assumir a responsabilidade por elas;
  • pedidos: em vez de ordenar, é preciso criar pedidos.

Como a comunicação não-violenta melhora o relacionamento entre as pessoas?

Você já deve ter percebido que a comunicação não-violenta oferece uma série de competências que ajudam as pessoas a terem relacionamentos mais saudáveis, tanto no ambiente corporativo quanto na vida pessoal. Isso acontece porque os seus adeptos desenvolvem duas características necessárias para combater a violência: empatia e responsabilidade.

Nos próximos tópicos, explicamos os principais benefícios da técnica e por que você deve dominá-la e utilizá-la no seu dia a dia. Acompanhe!

Evita mal entendidos

Os mal entendidos são comuns na nossa sociedade. Como explicamos, o mundo atual é composto por informações rápidas, fazendo com que a perda de dados aconteça e dificulte a comunicação. Por consequência, os mal entendidos aparecem e os conflitos se tornam mais intensos.

Ao aprender a observar o que acontece ao seu redor durante um diálogo, é possível identificar o que você está sentindo com aquela conversa e treinar sua empatia, evitando uma fala atravessada que pode cair em julgamentos e ferir o outro.

Permite uma comunicação mais clara e eficaz

Você já parou para pensar que, na maioria das vezes, não escutamos os outros para compreender o que ele está dizendo, mas sim para desenvolver um contra-argumento? Estar aberto para ouvir o que o próximo fala sem a intenção de manter um duelo de pensamentos é um dos pontos principais para treinar a CNV.

Isso porque, ao ouvir a partir dos princípios básicos, você consegue elaborar uma resposta que torna o diálogo claro e eficaz. Além de evitar outros desentendimentos, é possível desenvolver uma relação com menos julgamentos e mais entendimento entre os dois lados.

Reduz prejuízos ao bem-estar conjunto

Não podemos negar que a comunicação não-violenta exige uma abertura maior. Você já parou para pensar no motivo pelo qual as pessoas tendem a ser mais agressivas com os outros? Além de partir de uma influência externa, a violência é uma forma de defesa pessoal: falar sobre como você se sente nada mais é do que mostrar a sua vulnerabilidade, e isso é muito difícil para algumas pessoas.

Então, o caminho mais rápido para se defender é ser violento por meio das palavras. Quando você treina a CNV, um efeito dominó surge, fazendo com que quem está ao seu redor perceba a mudança na sua forma de lidar com os outros. Por consequência, o sentimento de confiança torna-se mais forte e cria a oportunidade para que o próximo possa praticar as mesmas ações empáticas e compassivas, diminuindo os conflitos e as situações desagradáveis.

Qual a importância da CNV no cotidiano?

Como você já deve ter percebido, a CNV oferece uma série de vantagens para o seu cotidiano: fortalece os seus relacionamentos, permite um contato mais intenso com suas vulnerabilidades, treina sua responsabilidade em diferentes contextos e potencializa suas habilidades de escuta.

Para além desses benefícios, não poderíamos deixar de falar que a técnica também garante mais qualidade de vida por satisfazer as nossas necessidades. A partir do momento em que entendemos a diferença entre julgamento e observação, por exemplo, é possível dialogar com o outro sobre as necessidades de ambos e, então, encontrar formas saudáveis de alcançá-las, sem negligenciar nenhuma das duas.

Como a psicoterapia pode ajudar a desenvolver a CNV?

Uma das grandes vantagens da psicoterapia é a possibilidade de aprendizado. A partir de algumas técnicas, o paciente pode conhecer mais sobre si mesmo e desenvolver estratégias para melhorar a sua qualidade de vida. Para que ele domine a CNV, existem duas atitudes que o psicólogo pode seguir: o exemplo prático no próprio consultório e as ações de exposição.

Em outras palavras, o cliente pode aprender tanto por meio da aplicação da comunicação não-violenta durante a terapia quanto em atividades que simulam diálogos nos contextos em que ele se sente mais vulnerável. Assim, ele desenvolve a confiança para utilizar o que foi aprendido no consultório nas relações estabelecidas na sua vida profissional e pessoal.

A comunicação não-violenta é um conceito que veio para revolucionar a forma como nos relacionamos. Por meio dos seus princípios, é possível desenvolver empatia e respeito pelo próximo e por si mesmo, a fim de encontrar uma maneira saudável de atingir objetivos pessoais e profissionais, isto é, sem prejudicar ninguém.

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Terapia cognitivo-comportamental e fobia social: qual a relação?

Terapia cognitivo-comportamental e fobia social: qual a relação?

Trabalhar com pacientes que apresentam fobia social pode ser um grande desafio para um psicólogo recém-formado. Afinal, é necessário investir em um processo intenso de manejo e intervenção para auxiliá-los a caminhar, de maneira saudável, para fora da sua zona de conforto e enfrentar as situações que causam ansiedade e estresse.

É por isso que a aliança entre terapia cognitivo-comportamental e fobia social potencializa os resultados dos pacientes e oferece uma estratégia eficiente para os psicólogos que desejam fortalecer seu trabalho. Isso porque essa abordagem reúne uma série de técnicas que, durante as sessões, facilitam tanto o trabalho do terapeuta quanto o do paciente.

Para aprofundar seu conhecimento no assunto, conversamos com o diretor do Instituto Cognitivo, Maurício Piccoloto, para preparar este artigo com as principais informações sobre terapia cognitivo-comportamental (TCC) e fobia social. Acompanhe!

O que é fobia social?

Para compreender como a TCC auxilia o tratamento da fobia social, precisamos entender o que é essa patologia, concorda? Bom, também chamada de transtorno de ansiedade social, ela nada mais é do que uma psicopatologia reconhecida pela comunidade científica, visto que os sintomas característicos estão relacionados a quadros da Psicologia e da Psiquiatria.

Dessa maneira, Piccoloto explica que “o paciente apresenta uma intensa ansiedade diante de situações de desempenho social, que pode ser desde falar em público até o simples fato de estar se alimentando na presença de outras pessoas”. Acontece que não podemos esquecer que existem diversas situações que envolvem a observação dos outros.

Portanto, existe uma classificação que auxilia os profissionais da área da saúde mental a compreender o nível que o paciente apresenta da psicopatologia. Por exemplo, existem níveis em que a pessoa tem um excelente potencial intelectual e emocional, mas o mantém aprisionado pela limitação social que o transtorno traz para sua realidade.

Assim, classificamos a fobia social em dois tipos:

  • generalizado, quando o paciente apresenta um medo exacerbado em relação a qualquer tipo de interação social;
  • restrito, quando ele tem medo de situações específicas que podem servir como gatilho para a ansiedade (e por isso é muito confundido com a timidez).

Quais são as principais características dessa fobia?

Diante desse conceito, você deve estar se perguntando: afinal, quais são os sintomas da fobia social? Justamente por existirem dois níveis diferentes da patologia, naturalmente há diversas características que os pacientes podem apresentar. Como exemplo, já citamos o medo de se alimentar em público, mas quem desenvolve o nível generalizado também apresenta dificuldade em expor qualquer ideia para um grupo de colegas.

Ainda, é comum que essas pessoas tenham receio de dizer não para um vendedor de loja, por exemplo, justamente por sentirem ansiedade ao imaginar que podem estar causando algum mal para o lojista ou, ainda, medo de desapontá-lo, mesmo que não o conheçam. Por outro lado, uma característica muito comum da fobia social restrita é a evitação de situações sociais.

Ao conversar com o diretor do Cognitivo, compreendemos que esse processo estabelece uma relação direta com outros sintomas fisiológicos, cognitivos e comportamentais — seja em situações-gatilho, seja em outros momentos nunca vivenciados —, como:

  • fisiológicos: boca seca, palpitações, sensação de perda da realidade, desorientação, tremores, sudorese, falta de ar;
  • afetivos e comportamentais: medo de falar em público e ao telefone, temor de ser rejeitado, pânico ou ansiedade em consultar especialistas da área da saúde, baixa autoestima;
  • cognitivos: medo de sentir-se inútil para os outros, crenças autodepreciativas, pensamentos negativos sobre si.

Acontece que, como essas reações podem ser facilmente percebidas pelo paciente, ocorre um aumento da ansiedade em função da má avaliação do seu desempenho durante a situação social, agravando ainda mais os sintomas e potencializando o sofrimento psíquico. Além disso, o entrevistado lembra que essa fobia pode trazer comorbidades como depressão e abuso de substâncias químicas, como álcool e outras drogas.

Como é o tratamento com a terapia cognitivo-comportamental para fobia social?

Para quem sofre com a fobia social, existe um tratamento altamente funcional e que oferece excelentes resultados: a terapia cognitivo-comportamental. Com ela, o psicólogo pode utilizar um conjunto de técnicas cognitivas, emocionais e comportamentais especialmente para a melhoria dos sintomas do transtorno, adaptando cada instrumento à necessidade do paciente e, é claro, respeitando seu processo terapêutico. 

Dessa maneira, as sessões são desenvolvidas para que o paciente consiga avançar gradualmente no seu próprio tempo, adquirindo o senso de autoeficácia e aprimorando suas habilidades sociais para situações mais complexas, tudo de maneira progressiva e gradual. Além disso, para casos de fobia social generalizada, é possível fazer a união da Psicoterapia com a intervenção medicamentosa para auxiliar o caso de forma pontual.

Então, como ocorre o tratamento a partir dessa abordagem? O entrevistado responde a essa pergunta de uma forma bem simples: por meio da reestruturação cognitiva e pela mudança nos padrões comportamentais. Assim, o paciente e o terapeuta conseguem compreender com mais profundidade os modelos explicativos sobre o transtorno em questão, bem como as situações-gatilho que aumentam os sintomas.

Vale lembrar, ainda, a importância do domínio técnico, científico e prático das técnicas da TCC para que elas sejam utilizadas da forma certa. Isso resulta em uma melhoria no quadro psicopatológico do paciente, auxiliando-o a sair de sua zona de conforto e a enfrentar progressivamente seus medos e ansiedades. 

Por que o profissional precisa ser capacitado para atuar na área? 

Quando falamos em terapia cognitivo-comportamental e fobia social, normalmente nos questionamos sobre a importância de ter capacitação na área. O fato é que ainda não existe uma especialização dentro da Psicologia para trabalhar somente com os casos de fobia, sendo necessário investir em uma pós-graduação na área da TCC.

De maneira geral, a falta dessa especialização traz muitas vantagens, ainda que possa parecer contraditório. Afinal, investir em uma capacitação ampliada faz com que você consiga manejar outros casos e conhecer profundamente as técnicas que podem ser aplicadas nos diferentes níveis de fobia, potencializando seu processo de trabalho.

Além disso, Maurício Piccoloto reforça que essa capacitação permite o aprofundamento em diferentes psicopatologias, deixando o profissional livre para escolher qual transtorno ele deve estudar com maior dedicação de acordo com os casos que surgem na clínica. Isso faz com que ele consiga ampliar muito mais o leque de atuação e tenha melhores resultados ao longo das sessões.

É importante ter em mente, ainda, que, para casos em que a medicação se torna necessária, é fundamental realizar o processo terapêutico em conjunto com sessões psiquiátricas, para que o médico oriente o uso correto do fármaco. Consequentemente, o paciente consegue manejar sua situação de maneira autônoma e, então, conquista melhorias no quadro de forma gradual.

A união entre terapia cognitivo-comportamental e fobia social potencializa a melhora terapêutica do seu paciente. Afinal, é por meio de técnicas que se consegue realizar um bom manejo dos casos, lançando mão de intervenções que respeitam o tempo do próprio cliente, sem perder de vista o estímulo para a melhoria.

Agora que você já sabe a importância da TCC no transtorno de fobia social, entre em contato conosco para conhecer nossas especializações e aperfeiçoar sua carreira!

Planejamento financeiro pessoal: como investir em uma pós-graduação?

Planejamento financeiro pessoal: como investir em uma pós-graduação?

O mercado de trabalho da Psicologia não para de crescer. Cada vez mais pessoas buscam a psicoterapia para seu desenvolvimento pessoal, empresas procuram consultores para potencializar seus ganhos e trabalhadores demandam a ajuda desses profissionais para ter uma boa atuação na sua área. Para tanto, é fundamental realizar um planejamento financeiro pessoal eficiente.

O fato é que, com o fortalecimento dessa ciência, muitos psicólogos encontraram um grande desafio na sua jornada: como se destacar entre tantos outros? Uma resposta possível é investir em uma pós-graduação, já que ela oferece excelentes oportunidades.

Neste artigo, separamos as melhores dicas para você organizar os seus gastos e conseguir iniciar a sua pós-graduação e tornar-se especialista na sua área. Acompanhe!

Importância de ter uma pós-graduação

Antes de abordar o passo a passo para ter um bom planejamento financeiro pessoal, precisamos compreender os motivos pelos quais a pós-graduação é imprescindível aos psicólogos. Ainda que a graduação ofereça uma base sólida para atuar, nós sabemos que ela não ensina todas as habilidades necessárias para ter destaque.

É aqui que entra o papel da especialização: oferecer suporte teórico, prático e científico a fim de que os psicólogos possam continuar crescendo. Com aulas aprofundadas e ensino de técnicas específicas, é possível conhecer um novo mundo da Psicologia e ampliar os seus horizontes, garantindo mais oportunidades, captação de clientes e fortalecimento do nome no mercado.

Indo mais além, é por meio de uma especialização que você conhece outros profissionais e consolida um networking poderoso, capaz de montar parcerias duradouras e iniciar um novo trabalho. Assim, o estudo contínuo garante um crescimento constante na sua carreira e permite uma contribuição real aos seus clientes e colegas.

Dicas de organização financeira para fazer uma pós-graduação

Com a importância em mente, podemos começar a pensar em como iniciar uma pós-graduação. Querendo ou não, o estudo especializado normalmente apresenta um custo maior do que a graduação, já que envolve uma dedicação mais exclusiva e um nível de aprofundamento maior em relação aos temas básicos da faculdade.

É por isso que muitas pessoas levam em conta somente o valor do curso, em vez de considerar a qualidade da instituição, o currículo dos professores e o reconhecimento do Ministério da Educação (MEC). Então, qual é o primeiro passo para ter uma boa organização financeira?

Você precisa avaliar o custo-benefício das instituições de ensino pesquisadas, analisando os três fatores que comentamos. Assim, é possível determinar quais são as escolas ideais para os seus objetivos e, então, escolher aquela que realmente trará benefícios concretos à sua carreira.

Em seguida, é preciso fazer um planejamento financeiro para arcar com os custos da pós-graduação. Nos próximos tópicos, você pode conferir as melhores dicas para realizá-lo. Confira! 

Faça um diagnóstico da sua situação financeira

Como fazer um planejamento sem saber qual é a sua situação financeira? Conhecer suas dívidas, identificar o quanto entra e o quanto sai todos os meses é uma ação imprescindível para investir em uma pós-graduação com segurança. É por isso que o diagnóstico é a primeira atitude que você deve tomar.

Existem diversas formas para descobrir como funciona o seu orçamento, e você pode escolher aquela que mais se ajusta a sua rotina. Por exemplo, existem pessoas que optam por utilizar planilhas virtuais para controlar os gastos, inserindo o salário recebido, os gastos fixos e as despesas extras.

Por outro lado, há pessoas que preferem acompanhar por meio de anotações, registrando todas as movimentações feitas dentro de um período. O importante é utilizar uma estratégia que facilite a visualização das despesas e dos ganhos. Com tudo separado, é necessário identificar o seu perfil financeiro.

Com isso, você conseguirá descobrir se utiliza mais o seu dinheiro para as despesas fixas (como as contas de água, luz e alimentação), compras extras ou dívidas. Conhecendo a sua situação, fica mais fácil perceber o valor ideal para poupar e os ajustes que precisam ser feitos a fim de iniciar a sua economia.

Tenha metas financeiras

A partir do seu diagnóstico, você pode determinar suas metas financeiras. Isso evita o preparo de objetivos que estão além da sua situação atual, fazendo com que fique muito mais fácil alcançá-los para, então, aumentá-los progressivamente. Aqui, está na hora de utilizar um pouco de matemática para conseguir alcançar o que você deseja.

Nós explicamos: utilizando o seu orçamento, é possível descobrir a porcentagem que a pós-graduação terá dentro das suas despesas. Partindo para um exemplo prático, digamos que a especialização escolhida corresponde a 20% do seu ganho mensal. No entanto, analisando a sua situação, você descobriu que consegue dedicar apenas 10% do ganho para seus estudos.

Aqui, duas alternativas aparecem: deixar de lado a especialização ou ajustar o seu orçamento para iniciá-la em um futuro breve. Considerando que você opte pelo segundo caminho, é possível determinar metas para atingir os 20%. Isso pode ser feito, por exemplo, por meio da renda extra ou controle de gastos.

Controle seus gastos

Embora a renda extra seja uma excelente alternativa, o controle de gastos ainda é uma ação extremamente eficiente que garante resultados rápidos. No entanto, tenha em mente que esse ajuste orçamentário não diz respeito ao corte de todos os luxos que você tem, apenas a diminuição deles para que seja possível alcançar novos horizontes e, então, retomá-los no futuro.

Dessa maneira, existem algumas ações que você pode fazer para potencializar o seu controle, como:

  • utilizar listas de supermercado e levar o dinheiro exato para a compra, evitando selecionar aquilo que não está previsto;
  • modificar os programas caros dos finais de semana por atividades que sejam divertidas e mais econômicas;
  • separar um dia no mês para fazer compras extras, determinando um limite de gasto.

Dedique uma parte do seu dinheiro para esse objetivo

Um dos erros mais comuns quando falamos em economia é colocar na poupança somente o que sobrou do salário. Isso porque, mesmo controlando suas despesas, o valor dedicado para economizar mantém-se instável, fazendo com que, em alguns meses, você não consiga alcançar a sua meta.

E mais: quando você dedica uma parte específica do seu dinheiro para entrar em uma pós-graduação, fica muito mais fácil controlar as outras despesas, otimizando a sua situação financeira. Por isso, a nossa dica aqui é interpretar esse valor como um gasto fixo, assim como as contas de energia.

Evite fazer novas dívidas

Imprevistos podem acontecer e, na maioria das vezes, é difícil controlá-los. No entanto, as dívidas surgem em função de um mau planejamento financeiro, isto é, quando você não tem consciência de qual é a sua situação e acaba caindo em dívidas e financiamentos para conseguir a independência financeira.

Acontece que essa ação, ainda que agilize o início de uma especialização, interfere no alcance das suas metas de longo prazo. Por exemplo, um financiamento pode ser extremamente útil no início de uma pós, mas, quando você desejar abrir o seu próprio consultório, pode ter mais dificuldades em função dos custos de uma aula que já passou.

Por isso o primeiro passo é o mais importante para garantir um bom planejamento financeiro pessoal. Reconheça as suas dívidas atuais, descubra seus gastos fixos e esporádicos, entenda quais são os imprevistos mais comuns e faça previsões para evitar fazer novas dívidas que prejudicam ainda mais o seu orçamento, combinado?

Vantagens de investir em uma pós-graduação

Para concluir o nosso artigo, não poderíamos deixar de falar sobre as vantagens de iniciar uma pós-graduação, concorda? Não é nenhum mistério que se tornar especialista em um assunto garante novas oportunidades, além de permitir o contato com psicólogos experientes e influentes na sua carreira, fortalecendo sua credibilidade profissional.

Além disso, você consegue adquirir um conhecimento aprofundado sobre o seu trabalho de maneira rápida e segura, contando com a ajuda de professores qualificados e uma instituição de ensino capacitada. Isso não só fortalece o seu currículo, como também potencializa suas habilidades em áreas de seu interesse, permitindo uma atuação mais aproximada com seus clientes.

Ter um bom planejamento financeiro pessoal é uma das ações mais importantes para os profissionais da área da Psicologia. Conhecer a sua situação financeira e montar metas para que todos os seus objetivos sejam alcançados são os passos que mais impactam no seu sucesso profissional, já que permitem o início de uma pós-graduação e, é claro, a abertura de novos horizontes na sua carreira.

E então, gostou das nossas dicas? Se você quer saber mais sobre as especializações em Psicologia, entre em contato conosco e conheça nossas pós-graduações!

Formei, e agora? Saiba como trilhar seu caminho na Psicologia

Formei, e agora? Saiba como trilhar seu caminho na Psicologia

O campo da Psicologia atrai milhares de estudantes todos os anos, sendo que apenas alguns persistem nesse caminho até o fim. Porém, mesmo depois de anos estudando, uma questão que costuma aparecer é: formei, e agora? O que devo fazer depois de concluir a faculdade? Como posso continuar atuando e me aprimorando?

Essas dúvidas são bem comuns para aqueles que estão ingressando agora na carreira de Psicologia, pois é o momento em que a maioria dos formandos precisa encontrar uma nova rotina e um novo objetivo. Não há mais a rotina da grade de horários. Se você está passando por esse momento, saiba que não é tão difícil quanto possa parecer. Com um pouco de informação, você poderá explorar melhor suas opções e encontrar novas oportunidades de trabalho e especialização em Psicologia.

Para ajudar a dar o primeiro passo, vamos falar um pouco sobre o mercado de trabalho de Psicologia e mostrar alguns dos caminhos possíveis. Acompanhe.

O mercado de trabalho em Psicologia

O primeiro passo depois do “formei, e agora?” é aprender mais sobre o mercado de trabalho para psicólogos e suas particularidades. Veja aqui algumas das informações mais relevantes para quem deseja construir carreira.

As oportunidades

Como você já deve saber, há uma enorme quantidade de áreas nas quais os profissionais de Psicologia podem se inserir, como a clínica, o RH, mediação de grupos, escolas, psicologia jurídica, entre muitas outras. Tudo dependerá principalmente da sua abordagem e da área específica em que pretende se inserir.

Também é verdade que, para alguns setores, o mercado de trabalho está um pouco saturado, o que aumenta a necessidade de se destacar. Mais do que um bom aluno durante a graduação, você precisa participar de atividades que comprovem sua capacidade como profissional.

As exigências

Outro ponto a que você precisa ter atenção é em relação às exigências do mercado de trabalho em relação aos profissionais de Psicologia. Em muitos casos, só é permitido atuar em determinada área deforma plena com uma especialização, como Psicanálise ou terapia cognitivo-comportamental (TCC). Sendo assim, quanto antes você avançar em sua formação, melhor.

Além disso, como já mencionamos, há bastante concorrência nesse mercado. É necessário construir um nome para si mesmo ao longo dos anos, pacientes satisfeitos, pesquisas acadêmicas, participação em congressos etc. Quanto mais você tiver a apresentar nesse momento, melhores serão suas chances de ser bem recebido no mercado de trabalho.

Os salários

Por fim, é sempre bom ter em mente o estilo de vida que você busca e o que precisa ser feito para alcançá-lo. Entre os fatores a serem levados em conta, o salário é um deles. E ele depende muito do que você resolve fazer logo depois de concluir o ensino superior.

A faixa salarial para o psicólogo depende principalmente de sua área de atuação. Alguém trabalhando na psicologia escolar ganhar, em média, R$ 1.700, enquanto um psicólogo hospitalar ganhar, em média, R$ 2.200. E esses números são bem mais elevados para aqueles que possuem pós-graduação e cursos de especialização.

Formei, e agora: busque autoconhecimento

Apesar de toda a ansiedade para começar logo a fazer “alguma coisa”, a verdade é que, para melhorar suas chances de ter sucesso na carreira, você precisa, mais do que nunca, parar, se afastar, respirar e refletir sobre si mesmo.

Veja aqui algumas perguntas que você deveria responder antes de dar o próximo passo.

Com quais áreas você se deu melhor até agora?

Pode parecer uma pergunta um pouco superficial, mas ela é fundamental para definir o futuro da sua carreira. Afinal, você vai ter que continuar estudando e praticando por um bom tempo se quiser se especializar. É melhor escolher algo que você consiga ler ao longo dos anos e que sinta alguma satisfação em fazer.

Claro, uma área de estudos na prática é sempre diferente da teoria. Faça sempre o seu melhor para explorar suas opções em ação, não apenas nos livros. Estágios, residências e mesmo atuação profissional direta podem dar uma noção bem mais clara dessa carreira e do que espera ao seguir esse caminho.

Quais são suas metas de carreira?

Se você quer se desenvolver em qualquer profissão, então precisa ter um objetivo em mente, um lugar aonde deseja chegar. Pode ser um estágio da sua vida como um todo, uma faixa salarial com a qual você se sinta confortável ou qualquer outra condição. O importante é que ela guie suas decisões.

Com uma meta bem esclarecida, você terá recursos melhores para acompanhar seu progresso e, claro, traçar um plano de ação. Dê um passo de cada vez e você logo chegará ao seu destino.

Tem algo que você não deseja fazer?

Por fim, mas não menos importante, qual é o seu limite? Não quer trabalhar nos fins de semana? Existe algum tema ou problema com o qual você não deseja lidar? É bom ter tudo isso em mente antes de escolher sua carreira, pois a Psicologia pode expor a vários problemas assim. Esse é um bom momento para experimentar situações novas e, claro, fazer sua própria terapia para trabalhar essas questões.

Leve em consideração continuar os estudos na área

Já mencionamos algumas vezes ao longo do texto, mas não custa nada reforçar: se você quer se destacar no mercado de trabalho como profissional de Psicologia, o mais importante é fazer uma especialização. Em outras palavras, você precisa dar continuidade à sua formação.

Um profissional especialista tende a receber muito mais pelo seu serviço do que aqueles com apenas a graduação geral. E também não faltam caminhos para você continuar estudando. A pós-graduação em terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, é um dos métodos que vem ganhando projeção nos últimos anos, atendendo mais pacientes do que nunca.

Diante de todas essas informações, fica bem claro que você não deve parar no “formei, e agora?”. Mesmo que não comece uma pós-graduação ou curso de especialização imediatamente, é bom explorar suas opções para poder escolher aquela que mais se encaixa nos seus objetivos.

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