Como atender pacientes impossibilitados de ouvir e falar?

Fazer atendimentos psicológicos é um verdadeiro desafio. As pessoas possuem suas dificuldades, transtornos e obstáculos, e o psicólogo precisa ajudá-las a descobrir seus recursos e suas potencialidades.

Em casos específicos, nos quais o indivíduo é impossibilitado de ouvir e falar, é preciso vencer várias barreiras para auxiliar esse paciente. Afinal, o terapeuta tem que se valer de outros recursos para se comunicar com ele. Mas como atendê-lo?

Preparamos este post especial para você conhecer estratégias que podem ser utilizadas durante o atendimento a pessoas com necessidades especiais. Ficou interessado? Continue acompanhando o conteúdo e entenda mais sobre o tema!

Qual a importância da Psicologia Inclusiva?

As pessoas impossibilitadas de ouvir e falar enfrentam muitas dificuldades. Nossa sociedade não é preparada para lidar com diferenças e se comunicar. Assim, é muito comum entre os que têm deficiências como essas a presença de sentimentos de solidão, abandono, frustração e incompreensão.

Muitas vezes, os sujeitos com surdez ou mudez passam por muito sofrimento. É comum eles serem rotulados de terem personalidades difíceis e de serem agressivos, impulsivos, intolerantes e incapazes, quando na verdade eles estão enfrentando muitos problemas para serem compreendidos pela sociedade.

A Psicologia Inclusiva é a área das Ciências Psicológicas que se dedica a viabilizar a inclusão de pessoas com qualquer tipo de dificuldade. A proposta é promover a igualdade de direitos, permitindo o acesso e a permanência nos variados espaços sociais, sem discriminações.

Nesse sentido, as diferenças são visibilizadas, porém com o intuito de promover adaptações no sistema e nos recursos para que o indivíduo possa participar e ser incluído no meio social e no espaço público.

Como atender pacientes impossibilitados de ouvir e falar?

Atender pacientes impossibilitados de ouvir e falar é um desafio. Mas essa tarefa pode ser facilitada com algumas medidas específicas. Veja quais são essas atitudes a seguir:

Faça uso de Libras

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é a segunda língua oficial do Brasil e uma forma de comunicação baseada em gestos. Ela foi criada no século 18 pelo francês Charles-Michel e trazida para o Brasil em 1856 por Ernest Huet, um conde francês. Ao longo dos anos, o sistema de Libras sofreu algumas adaptações até se tornar o que é hoje.

O uso de Libras no consultório é uma ótima alternativa para atender clientes que são surdos ou mudos. Além disso, no contexto terapêutico, é impossível utilizar um intérprete, pois o sigilo psicológico ficaria comprometido. Com uma formação sólida em Libras você terá recursos para atender os pacientes impossibilitados de ouvir e falar com alta qualidade.

Realize a entrevista inicial com auxílio de um responsável

Fazer a entrevista inicial com auxílio de um responsável pode ser uma boa alternativa para coletar as informações básicas sobre o paciente e sua história de vida.

Normalmente, é nesse primeiro encontro que o profissional realiza uma entrevista de anamnese, para ter acesso a alguns dados importantes do paciente. Nome, idade, composição familiar, nível de escolaridade, ocupação são algumas informações básicas que podem facilitar o começo dos atendimentos.

É importante lembrar que você não deve se deixar contaminar por opiniões e julgamentos do familiar do paciente. A ideia é ter apenas um conhecimento inicial da pessoa. As sessões seguintes vão ser de atendimento individual, e as informações obtidas no primeiro momento vão ajudar na orientação do tratamento.

Utilize desenhos e expressões artísticas

A arte reúne vários fatores da singularidade do sujeito. Ela é uma forma de expressar sentimentos e ilustrar situações vivenciadas no contexto de vida. Utilizá-la com os pacientes pode ser uma ótima maneira de conhecer melhor o indivíduo e entender quais são suas dificuldades.

O trabalho com recursos artísticos envolve a chance de elaborar questões. Explore o potencial dos seus pacientes e incentive-os a produzir. Só tenha cuidado para não utilizar essa alternativa com aqueles que não gostam de arte e desenho. Incentivar um potencial que o sujeito já tem é benéfico, mas estimular a pessoa a fazer alguma atividade que ela não gosta pode não ser terapêutico nesse contexto específico.

Use a escrita

A escrita pode ser usada na terapia com pacientes impossibilitados de ouvir e falar como um recurso comunicativo. Por meio dela, o sujeito e o terapeuta podem compartilhar informações e se comunicar. A escrita também pode ser uma forma da pessoa trabalhar com suas emoções. Ela é ótima para lidar com angústias, raiva e tristeza, por exemplo.

A escrita criativa também pode ser utilizada como um recurso para o paciente trabalhar a sua imaginação. A criação de histórias, redações e textos pode ser uma ferramenta para promover a elaboração de questões emocionais.

Aproveite as possibilidades das tecnologias

O mercado oferece aplicativos que podem facilitar a comunicação entre o psicólogo e o paciente impossibilitado de ouvir e falar. Há ferramentas que fazem a tradução para Libras e que podem simplificar a troca de informações.

Outro detalhe importante é ter atenção aos recursos que o próprio indivíduo desenvolve para se comunicar com as pessoas. Entre as alternativas disponíveis, ele pode fazer adaptações para ter suas necessidades atendidas.

Cada pessoa tem suas dificuldades e desafios para enfrentar. O psicólogo é um profissional capacitado para auxiliar os indivíduos na construção de uma vida melhor e no desenvolvimento de relações interpessoais mais positivas. Para isso, o terapeuta pode utilizar diversas estratégias que facilitam a comunicação com aqueles que não podem ouvir ou falar.

Explorando o vasto campo de possibilidades que existe atualmente, você pode trabalhar junto ao paciente na terapia para o desenvolvimento de estratégias de inclusão e de promoção de autonomia.

E então? Gostou de saber como atender pacientes impossibilitados de ouvir e falar? Aproveite e compartilhe este conteúdo nas suas redes sociais e ajude a divulgar essas dicas valiosas!

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10 Comentários

  1. Muito útil, gosto muito deste blog.

  2. Psicologia inclusiva vindo ao encontro das politicas de inclusão.

  3. Matéria fundamental para os profissionais que querem se destacar no mundo da psicologia! Cognitivo é inclusão!!!

  4. Este blog, é nota mil, sempre acompanho as novidades,
    e auxilia muito!

  5. Excelente!

  6. A psicologia inclusiva é um grande diferencial. Muito bom o conteúdo

  7. As dicas são realmente valiosas!!

  8. Psicologia inclusiva muito interessante!

  9. Muito bom Cognitivo!! Inclusão é fundamental na nossa e em todas as profissões!!

  10. Inclusão, tema atual e de extrema importância. Parabéns ao Cognitivo por abordá-lo de maneira clara e objetiva.

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