Conhece o coaching cognitivo-comportamental? Conheça a tendência!

Reeducação cognitiva, identificação de pensamentos automáticos, mudança nos padrões mentais e comportamentais. Você tem familiaridade com esses conceitos? Eles fazem parte das teorias e técnicas da psicoterapia e do coaching cognitivo-comportamental.

Essa abordagem nos programas de coaching tem ganhado notoriedade, por se tratar de um recurso que garante o alcance de objetivos e promove transformações significativas nas formas de pensar e agir.

Quer conhecer mais? Acompanhe nosso post e saiba o que é e como funciona o coaching cognitivo-comportamental.

Qual é o papel do coach?

Primeiramente, vamos relembrar o que é coaching: trata-se de um processo de autodesenvolvimento, realizado com métodos e estratégias específicas que direcionam o cliente (coachee) na busca de seus objetivos, explorando suas máximas potencialidades.

A verdade é que há muito potencial adormecido dentro de cada um de nós, mas nem sempre temos conhecimento de toda essa força. Nessa jornada, o papel do coach — profissional que conduz o processo — é o de acompanhar e orientar o coachee por meio de técnicas que o impulsionam a liberar sua capacidade realizadora.

O principal obstáculo da nossa autorrealização plena é a falta de autoconhecimento. Durante os encontros, o coach utiliza ferramentas que ajudam o coachee a se conhecer e descobrir quais são suas forças e virtudes para, então, alcançar qualquer propósito que queira.

O coaching é voltado para o alcance de resultados rápidos, com metas definidas, prazos predeterminados e percurso traçado. Entretanto, o sucesso dessa trajetória depende da aliança formada entre o coach e o coachee.

De um lado, o cliente deve ter maturidade, flexibilidade e disposição para cogerenciar sua transformação. Do outro lado, é necessário que o profissional tenha capacitação e habilidades para conduzir o processo — Psicologia, Neurociência e Administração são alguns dos conhecimentos que embasam a metodologia do coaching.

Esse recurso já é amplamente aplicado para otimizar performances profissionais. No entanto, diversos outros contextos podem ser beneficiados com o coaching. Inclusive, pode ser aliado às técnicas de psicoterapia para chegar a resultados mais efetivos.

Quais são as diferenças entre o coach e o psicólogo?

Coaching, como dissemos, é um processo de autodesenvolvimento, enquanto psicoterapia é um tratamento. São dois recursos diferentes, mas que guardam certas semelhanças. Por isso, é comum que muitas pessoas ainda se confundam com esses termos.

Tanto o coach quanto o psicólogo têm a responsabilidade de ajudar o paciente, ou coachee, a refletir sobre si, transpor suas limitações e se transformar. Porém, são dois tipos de intervenção que utilizam diferentes estratégias.

O acompanhamento com o profissional de Psicologia é direcionado pela avaliação clínica. Análise do histórico do paciente, diagnóstico e definição de tratamento são etapas necessárias na psicoterapia. O objetivo principal desse processo é reduzir o sofrimento psíquico e promover a cura, ou a amenização de sintomas, em casos de transtorno mental e conflitos emocionais.

A psicoterapia também é indicada para quem apenas procura autoconhecimento. Contudo, as pessoas costumam recorrer a um psicólogo somente quando um problema começa a perturbar sua vida. Já o coaching é procurado por quem pretende melhorar seus resultados e alcançar objetivos.

Resumidamente, o psicólogo atende em caráter clínico, investiga a origem de um problema psíquico/emocional e propõe tratamento e cura. Por sua vez, o coach tem o foco no futuro, trabalha com metas definidas e direciona o coachee para que ele explore a totalidade de seu próprio potencial.

Como funciona a terapia cognitivo-comportamental e quais são seus benefícios?

Acabamos de abordar as diferenças entre o coaching e a psicoterapia. Neste post, damos enfoque à terapia cognitivo-comportamental (TCC), uma abordagem da Psicologia que avalia a relação entre pensamento, emoção e comportamento.

De acordo com as teorias da TCC, todos nós possuímos crenças, construídas ao longo de nossas experiências de vida, que podem gerar padrões disfuncionais de pensamento. Isso significa que o que dá origem aos nossos conflitos não são os eventos externos, e sim a forma como cada um interpreta os fatos.

Como resposta a determinadas situações, nossa mente ativa esses “pensamentos automáticos”, que por consequência desencadeiam emoções/sentimentos incômodos e produzem comportamentos inadequados.

O objetivo principal da terapia cognitivo-comportamental é promover uma reestruturação cognitiva, ou seja, ajudar o paciente a distinguir pensamentos e sentimentos, identificar suas crenças e modificar sua forma de pensar e de se comportar.

As técnicas utilizadas na TCC fazem dessa abordagem um dos tratamentos psicoterápicos com resultados mais expressivos. Veja alguns dos benefícios da terapia cognitivo-comportamental:

  • é um tratamento breve e diretivo, o que faz com que os resultados comecem a aparecer em curto prazo;
  • utiliza ferramentas eficazes que exigem a participação ativa do paciente, que recebe tarefas para prosseguir com o tratamento no dia a dia;
  • é uma terapia de efetividade comprovada, até em casos clínicos de maior gravidade;
  • vai além da redução dos sintomas e trata a origem do problema — as crenças centrais — garantindo mudanças definitivas no funcionamento cognitivo;
  • promove autogerenciamento, ou seja, o paciente aprende a ser o seu próprio terapeuta, identificar seus pensamentos distorcidos e corrigi-los.

Como as técnicas da TCC são aplicadas ao coaching cognitivo-comportamental?

O coaching cognitivo-comportamental é uma tendência que tem despertado o interesse dos profissionais da área, assim como tem chamado a atenção dos clientes, devido aos resultados que apresenta.

Nesse processo, o objetivo é levar o coachee a regular o seu próprio aprendizado, por meio da identificação e reestruturação dos pensamentos automáticos que limitam o seu desenvolvimento.

O indivíduo se torna responsável por sua reeducação cognitiva. Mas, para isso, ele precisa colaborar e estar disposto a admitir, desconstruir e reformular os seus padrões de pensamento. Assim, os comportamentos disfuncionais também cedem lugar a hábitos mais construtivos.

O coaching cognitivo-comportamental reúne fundamentos psicológicos e aplicação prática. Com as mudanças no modo de pensar e agir, o coachee consegue superar suas limitações, desenvolver e aperfeiçoar habilidades e evoluir no sentido que quiser — pessoal, profissional, social etc.

Tanto a psicoterapia quanto o coaching, na abordagem cognitivo-comportamental, utilizam técnicas e ferramentas que promovem modificações na cognição e nas atitudes do indivíduo. No entanto, existem diferenças nos dois processos que devem ser observadas. Por exemplo: no coaching, como os clientes não buscam uma avaliação clínica, não é necessário identificar crenças centrais.

Apesar de não haver diagnóstico no programa de coaching, o profissional atuante deve estar preparado para encaminhar o coachee a outro especialista quando necessário — será que o caso do cliente requer orientação de um coach ou intervenção psicoterápica? É muito importante observar isso!

A falta de acompanhamento adequado pode agravar alguns quadros clínicos. Se o cliente estiver com depressão, por exemplo, e não conseguir atingir as metas do programa, ele pode aumentar seu sentimento de desvalia.

Compreendeu como funciona o coaching cognitivo-comportamental? Trata-se de um recurso de alta efetividade em diferentes casos. É um método orientado para resultados rápidos e mudanças consistentes, que favorecem o desenvolvimento pleno do indivíduo.

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