Entenda como ocorre a Síndrome de Burnout e como tratá-la

Você já ouviu falar em Síndrome de Burnout? Esse é um assunto de grande importância na área da saúde mental — afinal, somente no Brasil, 30% dos trabalhadores sofrem com esse problema. O termo vem do inglês e, em tradução livre, significa algo como “queimado” ou “chamuscado”.

A ideia está relacionada a uma máquina ou aparelho elétrico quando “queima”, ou seja, chega ao seu limite e para de funcionar. Assim, essa síndrome diz respeito ao esgotamento profissional, quando a pessoa enfrenta dificuldades para continuar seu trabalho.

Quer saber mais sobre o assunto? Neste post, explicamos o que é, o que pode causar o problema e como ele é tratado. Confira as informações e saiba como ajudar quem passa por isso!

O que causa a Síndrome de Burnout?

Como falamos, a Síndrome de Burnout indica um intenso desgaste da pessoa ligado diretamente ao rendimento profissional. É um esgotamento da capacidade de trabalhar. Essa dificuldade não ocorre apenas no aspecto físico, mas, principalmente, nos âmbitos mental e emocional.

Infelizmente, ela tem se tornado mais comum nos últimos anos, e uma explicação lógica é o fenômeno de intensificação do ritmo de trabalho. As pessoas têm trabalhado mais e lidado com pressões maiores — que as colocam em um contexto de estresse excessivo nas empresas.

É importante destacar que a Síndrome de Burnout não atinge apenas quem não gosta da função que realiza ou não é feliz na carreira. Os chamados workaholics (viciados em trabalho) também costumam sofrer com esse problema exatamente por se colocarem em situações de maior intensidade.

Existem, ainda, profissões que apresentam maior vulnerabilidade ao Burnout, como policiais e profissionais de saúde, que lidam com situações emergenciais constantemente. O nível de estresse nesses trabalhos aumenta a chance de desencadear a síndrome.

Além do contexto laboral, outros aspectos estão por trás de um quadro de esgotamento profissional. As atividades domésticas, por exemplo, problema mais comum em mulheres, que encaram duplas ou triplas jornadas.

Outros fatores que se combinam para causar a Síndrome de Burnout podem ser:

  • genética;
  • cargas horárias extensas;
  • vivência de assédio moral no trabalho;
  • contextos de muita carga física, mental ou emocional;
  • perfeccionismo e autocobrança exagerada;
  • desmotivação no cargo;
  • existência de outros transtornos, como depressão;
  • poucos momentos de descanso e descontração;
  • falta de rede de apoio social;
  • pouca prática de hábitos saudáveis;
  • excesso de empatia (absorver os problemas de outras pessoas).

Quais são os principais sintomas?

O sintoma mais presente relacionado à Síndrome de Burnout é a sensação de esgotamento, como se a pessoa não tivesse mais forças para realizar seu trabalho. Também costumam aparecer distúrbios do sono e alterações de humor — agressividade, por exemplo.

Podem ocorrer, ainda, mudanças físicas, como dores de cabeça ou nos músculos e falta de apetite. Uma condição comum é a baixa imunidade. Dessa forma, pessoas que sofrem de Burnout ficam mais suscetíveis a doenças.

Os sinais de esgotamento mental podem aparecer com aumento da irritabilidade, variações rápidas de humor, dificuldade de concentração e falhas na memória. Sentimentos de apatia e desesperança também marcam a relação da pessoa com o trabalho e com a vida de maneira geral.

Psicologicamente, um profissional com Síndrome de Burnout pode se sentir deprimido e com baixa autoestima, sendo comuns pensamentos pessimistas. A tendência ao isolamento é outro sintoma, assim como a perda de prazer em atividades das quais gostava antes.

Qual é o tratamento para a Síndrome de Burnout?

Como você viu, os sintomas da Síndrome de Burnout trazem muitas consequências negativas para o dia a dia profissional e pessoal. O diagnóstico dessa condição pode ser difícil, pois os sinais do problema se confundem com outros quadros de comprometimento da saúde.

Entretanto, caso receba a atenção devida, é possível não só diagnosticar o Burnout, mas também tratá-lo com formas eficientes de ajudar as pessoas que enfrentam essas dificuldades. Confira as principais indicações para isso!

Psicoterapia

O tratamento com a TCC (terapia cognitivo-comportamental) oferece um suporte muito eficiente para pacientes com Síndrome de Burnout. Na psicoterapia, eles vão encontrar um espaço para entender o que gerou o problema e construir estratégias de enfrentamento.

Entre as técnicas da TCC utilizadas nesse tratamento, podemos citar como fundamentais os exercícios de respiração e relaxamento muscular para os momentos em que o profissional se encontrar sob forte estresse no trabalho.

Além disso, identificar pensamentos disfuncionais e aplicar técnicas de reestruturação cognitiva também são passos essenciais na psicoterapia cognitivo-comportamental. O trabalho com as crenças e as distorções cognitivas também é fundamental para que a pessoa reveja características como a autocobrança excessiva ou a baixa autoestima. 

Esses padrões de pensamento estão na origem e precisam ser revistos. Assim, o paciente se torna capaz de superar os sintomas da Síndrome de Burnout.

Mudança de hábitos

Geralmente, o tratamento do Burnout precisa envolver também o treino para prática de hábitos mais saudáveis. Afinal, a pessoa que vivencia esse quadro costuma não exercer muitas ações de autocuidado.

Assim, muitas vezes, o terapeuta cognitivo-comportamental faz uma psicoeducação, chamando atenção para a importância dessas práticas, e busca incluir na rotina do paciente alguns momentos para realização de atividade física, alimentação adequada, lazer, encontros sociais etc.

Tratamentos alternativos

Por fim, uma pessoa com Síndrome de Burnout pode se beneficiar bastante de algumas formas alternativas de tratamento à saúde. É o caso da meditação e da yoga, que oferecem importantes contribuições para a desaceleração do cotidiano e o controle das emoções e pensamentos.

Em alguns casos, também pode ser necessário que o paciente seja acompanhado por um médico psiquiatra, principalmente se o Burnout tiver relação com outras condições psíquicas, como a depressão ou o transtorno de ansiedade. A necessidade do uso de medicamentos deve ser avaliada pelo médico.

Sem dúvida, a Síndrome de Burnout é um tema muito pertinente dentro da saúde mental. O psicólogo pode ter contato com esse assunto diretamente em seu trabalho com Psicologia Organizacional em empresas e também na área clínica. Em qualquer contexto, é indispensável que ele esteja preparado para lidar com essas questões e ajudar os profissionais a superar suas dificuldades!

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