Esclareça suas dúvidas sobre como identificar os transtornos mentais

Esclareça suas dúvidas sobre como identificar os transtornos mentais

A discussão em torno da saúde e dos transtornos mentais vem, cada dia mais, se popularizando, desvinculando-se do conceito de tabu. Até porque, dados alarmantes apontam que uma enorme parcela da população, como você verá ao longo deste artigo, sofre de algum tipo de doença psiquiátrica.

Sintomas dos casos mais brandos, inclusive, podem ser confundidos com sentimentos corriqueiros, como tristeza, medo, desânimo ou falta de sono. A maior parte dos casos pode e deve ser tratada de diversas formas, que vão das técnicas psicológicas adotadas pela terapia cognitivo-comportamental, por exemplo, até o uso de medicamentos controlados e o acompanhamento psiquiátrico.

Para que isso aconteça, no entanto, é necessário realizar o diagnóstico adequado e condizente com o tipo de doença. Você já sabe como identificar os transtornos mentais? Se a resposta for não, essa é oportunidade de entender os grupos de risco, os principais tipos, e como reconhecê-los. Continue lendo o post!

Quem está mais propício a sofrer transtornos mentais?

Para começar, é preciso entender que determinados grupos estão mais propensos a desenvolver algum tipo de transtorno mental, mas algumas características da sociedade em que vivemos atualmente contribuem para que uma parte relevante da população tenha distúrbios como ansiedade e depressão, por exemplo.

Alguns transtornos mentais têm maior relação com fatores genéticos, porém sempre há a necessidade de fatores do ambiente para que o transtorno surja. Não há um fator específico para cada transtorno, porém alguns deles são mais comuns:

  • nível de estresse;
  • menor interação social;
  • uso de drogas;
  • hábitos de vida não saudáveis.

O fato é que existem muitas categorias de transtornos mentais e fatores de risco para cada uma delas, portanto, um grupo propenso a um determinado transtorno pode não ter a mesma propensão para outro. Já sabe quais são os mais prevalentes? Contamos no próximo tópico!

Quais são seus principais tipos?

Os transtornos mentais podem ser classificados como disfunções mentais que acarretam uma variedade de condições que afetam o comportamento, o humor e o raciocínio. Atualmente, já se tem conhecimento de uma pluralidade de transtornos mentais, mas existem aqueles que têm maior incidência sob a população. Conheça, a seguir, os principais:

Depressão

Segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPA/OMS), cerca de 300 milhões de pessoas são afetadas pela doença em todo o mundo. A depressão é caracterizada pela falta de interesse, prazer, concentração, baixa autoestima e sentimentos constantes de culpa e tristeza. No entanto, apesar desses sintomas, essa condição também pode se apresentar como múltiplas queixas físicas sem causa aparente.

Frequentemente, as pessoas que têm depressão sofrem com a incapacidade de ser funcional em diversos âmbitos da vida humana. Também apresentam indícios de irritabilidade, insônia ou excesso de sono, ganho de peso ou emagrecimento.

O tratamento da depressão tem resultados positivos e pode ser realizado de diversas maneiras dependendo do seu grau. Em seu estado leve ou moderado, é recomendável uma abordagem que utilize o diálogo, como a terapia cognitivo-comportamental e a psicoterapia, por exemplo.

Ansiedade

No Brasil, cerca de 9,3% da população tem ansiedade, de acordo dados da Organização Mundial de Saúde. Esse transtorno é bastante comum e é caracterizado pela sensação de medo, desconforto e tensão, que podem se manifestar de diversas formas. As mais comuns são:

  • ansiedade generalizada;
  • síndrome do pânico;
  • fobias.

Além de afetar os relacionamentos interpessoais e a vida social e emocional, a ansiedade ainda pode provocar sintomas físicos como taquicardia, suor frio, tremores, falta de ar, sensação de sufocamento e formigamentos. Esse transtorno mental pode ou não estar relacionado à depressão e também tem tratamento.

Transtorno do humor bipolar

O transtorno afetivo-bipolar, por sua vez, afeta cerca de 60 milhões de pessoas ao redor do mundo. As pessoas que sofrem desse transtorno podem transitar entre episódios de mania e depressão. No primeiro caso, apresentam o humor elevado, excesso de atividades, autoestima inflada e agitação, e no segundo, sentimentos depressivos de tristeza, desânimo e exclusão. Existem abordagens eficazes para o tratamento do transtorno bipolar.

Esquizofrenia

Em todo o mundo, cerca de 23 milhões de pessoas sofrem de esquizofrenia, transtorno mental grave que provoca distúrbios de pensamento, percepção, linguagem, atividade social, afeto e consciência do “eu”.

Esse é o principal transtorno psicótico e geralmente tem início no fim da adolescência. Para que as pessoas esquizofrênicas possam ter uma vida produtiva e integrada à sociedade, é fundamental o tratamento adequado e o suporte social.

Como identificar os transtornos mentais em seus pacientes?

Os transtornos mentais citados acima são apenas alguns dos tantos já detectados pela ciência, e é importante que o diagnóstico seja feito por um psiquiatra ou psicólogo devidamente habilitados.

A avaliação médica é fundamental para confirmação do diagnóstico, já que existem os critérios de exclusão, que podem ser determinados por exames laboratoriais. Existem muitas doenças de outras naturezas que podem provocar sintomas psiquiátricos e imitar perfeitamente um transtorno mental. A única forma de excluir essas doenças é por meio desta avaliação, que inclui exames laboratoriais e podem implicar em exames de neuroimagem. Alguns exemplos, além do uso de substâncias, são:

  • hipotiroidismo;
  • processos infecciosos;
  • neoplasias;
  • alterações eletrolíticas.

Nesses casos, o tratamento passa pela abordagem desta condição específica, e um atraso na realização do diagnóstico correto pode ocasionar consequências graves na vida do paciente. Portanto, somente após o fechamento de todos os critérios, o diagnóstico pode ser concluído. Dessa forma, o profissional estará cientificamente amparado para propor o tratamento adequado.

É importante ter em mente que, no momento da análise, todos os instrumentos de diagnóstico disponíveis devem ser utilizados de maneira adequada. Além da avaliação com exames de exclusão, citada anteriormente, as entrevistas diagnósticas são fundamentais, de preferência incluindo conversas com os familiares do paciente.

O psicoterapeuta também pode recorrer ao uso de escalas, testes psicológicos e entrevistas estruturadas, sempre visando dados adicionais para a elaboração da hipótese diagnóstica. Também é importante destacar que o diagnóstico determinará as estratégias para o tratamento.

O profissionalismo neste primeiro momento é fundamental, já que pode impactar toda a abordagem desenvolvida para aquele caso. “Quando há um erro nessa fase de identificação do transtorno, em geral, o paciente acaba não recebendo o tratamento adequado para sua doença e é ele quem sofrerá as graves consequências dessa conduta”, explicou.

Por isso, é importante ter um conhecimento aprofundado sobre os tipos e as formas de incidência dos distúrbios psíquicos. Só assim será possível saber como identificar os transtornos mentais e traçar a melhor forma de tratamento para o paciente.

Agora que você já sabe as melhores práticas para reconhecê-los, que tal receber mais conteúdos relacionados a essa temática no seu e-mail? Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo sobre saúde mental.

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