O que é fobia social: conheça os sintomas e tratamentos neste post!

O dia a dia da psicologia é bastante intenso. Cada vez mais encontramos pacientes com dificuldade em enfrentar seus desafios e procurando ajuda para desenvolver uma vida mais saudável e feliz. Você sabia que um dos transtornos que acomete cerca de 7,1% da população mundial tem a ver com o medo de ter relações interpessoais? Pois é, ele é chamado de fobia social.

Mas, afinal, o que é fobia social e como ela pode ser trabalhada na clínica? Afinal, esse transtorno interfere não só na vida pessoal dos seus pacientes, como também na social e profissional, tendo em vista que os sintomas giram em torno da dificuldade em falar em público e interagir com outras pessoas.

Se você ainda não sabe como lidar com esse desafio, não se preocupe! Desenvolvemos este artigo com as principais informações sobre o tema para você aprofundar o seu conhecimento e oferecer um atendimento de qualidade aos seus pacientes. Acompanhe!

O que é fobia social?

Também conhecida como ansiedade social, essa patologia é caracterizada como um transtorno psíquico que acarreta problemas na vida social, profissional e pessoal dos sujeitos. Assim, ele apresenta sintomas como o medo constante e intenso de interações sociais, como reuniões entre amigos, seminários ocupacionais e telefonemas.

É claro que cada caso apresenta o seu nível de intensidade, fazendo com que o tratamento ocorra de diferentes formas para seus pacientes — mas, não se preocupe: falaremos mais sobre isso nos próximos tópicos! É por isso que muitas pessoas o confundem com a timidez.

O fato é que os pacientes que sofrem com fobia social normalmente são tímidos e apresentam os sintomas característicos desse fenômeno, como sudorese excessiva, mãos trêmulas, ansiedade e respiração ofegante em situações ameaçadoras. Assim, podemos dizer que a patologia não só ultrapassa a timidez, como também a tem como uma das suas principais manifestações.

Você deve estar se perguntando: se existem diversos níveis de intensidade, será que não há uma classificação que auxilie o profissional da psicologia na clínica? Se você acredita que sim, acertou em cheio! Hoje, caracterizamos a fobia social em dois tipos:

  • generalizado: quando o paciente teme qualquer tipo de interação social, como escrever, falar e comer em público;
  • restrito: quando o indivíduo apresenta medo de cenários específicos que surgem em situações-gatilho. Via de regra, esse fenômeno é confundido com a timidez e ansiedade generalizada.

Se existem diferentes tipos, há diversas causas, você concorda? Ainda que seja muito difícil determinar uma linearidade causal entre os fenômenos psicológicos, podemos elencar uma série de situações que desencadeiam o transtorno, como os eventos negativos na infância, humilhação, abusos e conflitos familiares, instabilidade no núcleo familiar, convivência desarmoniosa no ambiente escolar etc.

Quais são os seus principais sintomas?

Até aqui, falamos sobre o conceito de fobia social e apresentamos alguns dos sintomas que acometem os pacientes. O fato é que, por ser uma patologia que envolve todas as áreas da nossa vida, as consequências são variadas e acabam se tornando singulares de cada sujeito.

Em outras palavras, existem pacientes que apresentam um medo intenso de falar em público e são diagnosticados com fobia social. Por outro lado, existem clientes que sabem se comunicar bem em palestras e seminários, mas não conseguem sair para conhecer novas pessoas e também apresentam o mesmo diagnóstico.

Por isso, para facilitar o tratamento, é comum considerar os sintomas em quatro grupos diferentes: cognitivos, fisiológicos, afetivos e comportamentais. Cada um engloba diversos fatores que podem conversar entre si e desenvolver um quadro complexo, demandando um tratamento adequado e qualificado para aliviar o sofrimento do paciente.

Nos próximos tópicos, você pode conferir as principais características de cada grupo para auxiliar na produção de um diagnóstico fidedigno na clínica.

Fisiológicos

Não é nenhum mistério que os problemas psíquicos afetam o corpo e vice-versa. A ansiedade, por exemplo, apresenta sintomas como falta de ar e dores no peito, muitas vezes associada com queda ou aumento da pressão arterial. Com a fobia social não seria diferente: além das dores no estômago e náuseas — muito comum em quem tem medo de falar em público —, os pacientes sofrem com outras consequências, como:

  • boca seca;
  • voz trêmula ou gagueira;
  • sensação de perda da realidade;
  • esquecer o que falar momentaneamente;
  • palpitações e batimento cardíaco acelerado;
  • sensação de desmaio;
  • rosto avermelhado acompanhado de nervosismo e medo de alguém perceber;
  • tensão muscular;
  • vontade de ir ao banheiro em situações-gatilho;
  • sensação que a garganta está travada ou dificuldade em engolir;
  • falta de ar;
  • tremores;
  • sudorese;
  • tontura ou vertigem;
  • embaçamento da visão.

Afetivos e comportamentais

Indo mais além, não poderíamos deixar de falar dos sintomas afetivos e comportamentais. Frequentemente juntos, as emoções refletem nos comportamentos e, então, causam sofrimento nos indivíduos que apresentam o transtorno. Além do medo de ser julgado, os pacientes podem apresentar:

  • temor de falar em público ou ao telefone;
  • medo de comer e beber ao redor de outras pessoas;
  • sensação de incapacidade de desempenhar suas habilidades sociais;
  • ansiedade ao entrar em contato com alguém;
  • medo de ser rejeitado ou humilhado;
  • ansiedade em causar uma boa impressão;
  • evitar situações em que possa ser o centro das atenções;
  • perfeccionismo na realização de tarefas;
  • medo e sensação de não ser suficiente, tanto na vida pessoal quanto na esfera profissional;
  • dificuldade em estabelecer relações amorosas e demonstrar seus sentimentos;
  • dificuldade em ir ao banheiro em locais públicos;
  • ansiedade na troca, compra ou devolução de mercadorias;
  • temor em receber críticas;
  • pânico ou ansiedade em ter que consultar especialistas, como médicos ou dentistas;
  • baixa autoestima, acompanhada de depressão, excesso de autoconsciência e solidão;
  • pouca movimentação corporal e expressão facial.

Cognitivos

Para finalizar, separamos a seguir os sintomas cognitivos. Tenha em mente que esse aspecto se relaciona diretamente com as crenças e pensamentos que os indivíduos têm sobre eles, bem como amigos e familiares:

  • medo de avaliações negativas ou sentir-se inútil para outros;
  • preocupações, ruminações e sentimento de culpa constante;
  • crenças sobre si mesmo como fraco e outros como fortes;
  • pensamentos negativos sobre si mesmo, a situação e os outros;
  • acreditar que existe uma maneira certa de agir socialmente, ocasionando a sensação de não desempenhar bem esse papel.

Como é feito o tratamento para a ansiedade social?

Diante de todas essas consequências, é possível pensar em diversas formas para realizar o tratamento, não é mesmo? Como você já deve imaginar, o diagnóstico só pode ser feito por profissionais especializados, sobretudo psicólogos e psiquiatras, pois se trata de um transtorno psíquico. Nesse sentido, todas as estratégias devem ser direcionadas à área da saúde mental.

Isso quer dizer que a terapia cognitivo-comportamental é uma excelente forma de auxiliar os pacientes que apresentam essa patologia, visto que ela tem como base a mudança de comportamento e crenças limitantes de forma gradual. Nesses casos, é muito comum trabalhar com técnicas de relaxamento e dessensibilização sistemática para ajudá-los a lidar com suas dificuldades.

Além disso, nos quadros mais graves, é recomendada a utilização de medicamentos como terapia auxiliar para estabilizar os sintomas e facilitar o manejo, tanto do cliente quanto do psicólogo e psiquiatra responsável.

Entender o que é fobia social e lidar com esse transtorno não precisa ser um desafio. A partir das técnicas da terapia cognitivo-comportamental, você consegue mudar a percepção do paciente em relação a sua zona de conforto, transformar a sua relação com a ansiedade e reestruturar suas crenças a fim de que elas se tornem benéficas e aumentem sua qualidade de vida.

E então, o que achou do nosso artigo? Se você conhece outras formas de trabalhar com esse transtorno, compartilhe conosco nos comentários e ajude os outros leitores!

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