O que é nomofobia e como ela vem crescendo na população

A tecnologia é tão importante para o dia a dia das pessoas que é difícil se imaginar sem ela hoje em dia. E, de fato, ela torna muitas coisas mais fáceis, desde a comunicação até o acesso a conhecimento. Porém, ela também tem seu lado ruim para quem se torna muito dependente dela. Por exemplo, você sabe o que é nomofobia?

O termo pode parecer estranho, mas ele se refere a um problema cada vez mais presente no mundo atual. Há cada vez mais casos sendo identificados e isso costuma se tornar um sério transtorno para várias pessoas.

Se você quer entender melhor a nomofobia, seus impactos e como tratá-la no seu consultório, acompanhe as próximas linhas!

O que é nomofobia?

A estranheza do termo é uma consequência de sua origem. “Fobia”, como você já deve saber, significa “medo”. Mais especificamente, medo irracional e/ou exagerado. “Nomo”, por outro lado, é uma abreviação do termo em inglês “No Mobile”, que significa “Sem Aparelho Móvel”.

Sendo assim, nomofobia é “medo de ficar sem aparelho móvel”, sem celular, tablet ou mesmo computadores.

A palavra tem sua origem na Inglaterra, local onde a maior parte da população tem, ao menos, um celular. Apesar de seu estudo ter se iniciado lá, é fácil notar como esse termo pode ser facilmente aplicado em diversos países em todo o mundo. É um transtorno especialmente comum na população jovem, que cresceu utilizando essas tecnologias e é a mais ativa nos meios digitais, especialmente nas redes sociais.

Quais são seus principais sintomas no indivíduo?

Pode ser um pouco difícil apontar exatamente o que é nomofobia na prática, já que existem graus variados. Porém, alguns sintomas mais comuns são os seguintes:

Sinais regulares de ansiedade ao deixar o aparelho

Uma pessoa nomofóbica tende a sentir o efeito quando fica algum tempo sem verificar o celular ou quando não o tem em suas mãos. Quase sempre isso se manifesta na forma de ansiedade. Ela não consegue ficar parada, começa a olhar para os lados, faz gestos repetitivos etc.

Essa incapacidade de relaxar sem utilizar o aparelho pode levar a diversos outros problemas mais graves, como insônia, por exemplo. Se um paciente tem dificuldades para se manter calmo sem um celular, é bem provável que tenha ou esteja desenvolvendo nomofobia.

Despertar apenas para verificar o celular

Outro caso bem comum é o de pessoas que acordam no meio da noite para verificar o celular, mesmo que não tenham nada específico em mente. Esse indivíduo perde o sono repentinamente e começa a verificar redes sociais, aplicativos, entre outras coisas. Naturalmente, isso tende a prejudicar sua rotina de sono e deixá-lo com menos energia ao longo do dia, o que afeta várias outras partes de sua vida.

Nunca largar o aparelho

Esse é um sinal um pouco mais claro de que há um problema, mesmo para quem não sabe o que é nomofobia. Quando alguém leva o celular a todo momento para qualquer lugar, mesmo sem necessidade, pode ser que esse seja um de seus sinais de ansiedade. O efeito fica mais claro quando essa pessoa é deixada sem o celular, o que remete ao primeiro sinal que mencionamos.

Escutar a “vibração fantasma” do aparelho

O fenômeno da “vibração fantasma”, também conhecido como “chamada fantasma”, é quando se escuta o celular ou o sente vibrar, mesmo que ele não tenha dado nenhum sinal ou nem esteja em mãos.

É um sinal menos decisivo, pois muitas pessoas sentem isso. É o resultado do hábito de pegar o celular ou sempre esperar que o aparelho dê algum sinal. Porém, quando esse fenômeno é mais severo, pode atrapalhar bastante o dia a dia.

Que efeitos ela pode ter?

Entendendo o que é nomofobia, é fácil concluir como ela afetará a vida de alguém. Veja aqui alguns dos principais problemas que ela pode ocasionar:

Dificuldade de concentração

Quando alguém tem a necessidade de sempre olhar o celular, isso afeta a capacidade de manter a atenção em outros pontos, pois o aparelho já é uma bomba de informações para o cérebro. Como consequência, tais pessoas podem ter mais dificuldade de aprendizado e orientação, o que afeta várias outras esferas da vida.

Mais uma vez, um problema sério para jovens e estudantes que estão em formação, assim como para profissionais que lidam com novas informações regularmente.

Problemas para manter conversas face a face

Outro efeito colateral de depender muito do celular é que a maior parte das conversas é pensada e executada por meio do aparelho, quase sempre na forma de texto. Se essa for a única forma de interação do sujeito, é provável que ele comece a ter dificuldades para ter conversas presenciais.

Além disso, devido à necessidade de sempre olhar para a tela do aparelho e absorver seu conteúdo, o indivíduo também pode ter dificuldades para manter uma conversa presencial. Afinal, ele está sempre dividindo sua atenção entre a pessoa à sua frente e o conteúdo do aparelho.

Possibilidade de desenvolver ansiedade generalizada

Por fim, uma consequência mais grave seria a ocorrência de ansiedade generalizada. Como o aparelho celular oferece uma quantidade enorme de informação, o cérebro entra em maior atividade constante, evitando o relaxamento. Quando se confisca o dispositivo, o fenômeno se torna ainda mais pronunciado, como já mencionamos.

Como deve ser feito o tratamento?

Caso você note alguns desses sintomas em seus pacientes, é importante procurar orientá-los. Apesar de ser um problema recente e menos explorado, ele ainda tem tratamento, o que inclui a psicoterapia.

Nesse âmbito, a terapia cognitivo-comportamental é uma das opções mais efetivas para quem deseja se livrar de uma fobia ou evitar que ela interfira no dia a dia.

Com toda essa informação, você agora já entende o que é nomofobia, seus principais sintomas e qual a melhor forma de tratar um paciente. Lembre-se: nenhum transtorno deve ser deixado de lado. Encontrar tratamento é o melhor caminho para uma vida saudável.

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