O uso da terapia cognitivo-comportamental na depressão infantojuvenil

Começa com desânimo e mau humor, de repente a criança passa a emitir sinais de que não está bem — mas muitas pessoas próximas acreditam que se trata de um comportamento típico da idade, quando, na verdade, pode ser um quadro depressivo. Essa é a hora de buscar ajuda! E um caminho seguro é o uso da terapia cognitivo-comportamental na depressão infantojuvenil.

Existe um grito de socorro na geração das nossas crianças e adolescentes, encoberto pelo desconhecimento da gravidade dessa doença chamada depressão. A sociedade tem que abrir os olhos em relação a isso.

Neste post, vamos abordar essa temática delicada que é o desenvolvimento dos transtornos depressivos na infância e na adolescência. Também vamos falar sobre a utilização das técnicas da terapia cognitivo-comportamental na depressão. Trata-se de um assunto que necessita mais discussão. Então, não perca essa leitura!

Como identificar a depressão em crianças e adolescentes?

A depressão é uma doença séria que chega de maneira silenciosa e pode afetar pessoas de qualquer idade. Os sinais nem sempre são percebidos por quem está ao redor, e isso resulta na falta do apoio adequado.

Quando o quadro se manifesta em crianças e adolescentes, a situação é ainda mais delicada e difícil de diagnosticar, porque eles podem não ter compreensão do que sentem e encontrar mais dificuldade para identificar ou descrever os sintomas.

Outra questão envolvida na depressão infantojuvenil é que ela pode ser facilmente confundida com mau comportamento, preguiça ou falta de vontade de interagir com adultos. Diante disso, quem desconhece a doença e convive com crianças e adolescentes deprimidos pode começar a tecer críticas e impor cobranças, sem saber que isso pode agravar o quadro.

É essencial ter um olhar mais atento para os casos de depressão infantojuvenil. Essa condição tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, levando os jovens até mesmo ao suicídio. Mas por que isso acontece com pessoas que deveriam estar na fase da alegria e da vitalidade absoluta?

Sabemos que a depressão, na maioria dos casos, decorre de uma combinação de fatores exógenos e endógenos. Portanto, há pessoas com predisposição genética ao desenvolvimento dessa doença. Já em relação às influências ambientais, é preciso redobrar a atenção!

Crianças que crescem em lares conturbados, diante de brigas, maus tratos, abuso físico ou psicológico, negligência e abandono fazem parte de um grupo de risco. Rompimento de vínculos afetivos significativos (como em situação de separação dos pais, morte de um ente querido ou outro acontecimento traumático) também pode desencadear sintomas depressivos nos menores.

No caso dos adolescentes, existe ainda outro fator que tem grande peso para o surgimento da doença: as distorções na autoimagem. A adolescência é uma fase complexa, um período de descobertas e reconstrução de pensamentos e ideologias.

Para tornar esse momento ainda mais delicado, vivemos na era da ostentação da imagem. A necessidade de ser aprovado pelo grupo social e mostrar, sobretudo nas mídias digitais, uma figura idealizada tem sido uma porta de entrada para problemas de autoestima e conflitos emocionais na nova geração. Lembrando que a rejeição dos colegas, como nos casos de bullying e cyberbullying, pode afetar tanto adolescentes quanto crianças.

É necessário observar os sinais do transtorno nos menores para oferecer o acompanhamento adequado, além de conscientizar toda a família de que se trata de um problema sério que demanda o apoio de todos que estão em volta. Veja quais são os principais sintomas da depressão infantojuvenil:

  • desânimo;
  • tristeza sem causa aparente;
  • falta de interesse em atividades que antes eram prazerosas;
  • irritabilidade e mau humor;
  • choro excessivo;
  • dificuldade de concentração e raciocínio;
  • alteração no apetite, para mais ou para menos;
  • insônia ou excesso de sono;
  • sentimentos de culpa e desvalia;
  • inibição motora;
  • pensamentos relacionados à morte e ideação suicida.

Como é feita a aplicação da terapia cognitivo-comportamental na depressão?

A psicoterapia cognitiva busca a reestruturação do modo de pensar e, por consequência, sentimentos e ações também são modificados. Isso significa que, para a TCC, a raiz dos problemas está nos pensamentos disfuncionais, ou seja, é a forma como a pessoa enxerga o mundo e suas crenças enraizadas que trazem sofrimento psíquico e determinam comportamentos inadequados.

Tendo isso em vista, a terapia cognitivo-comportamental ajuda o indivíduo a identificar seus padrões de pensamento e flexibilizar as distorções cognitivas. Isso é feito por meio de métodos e técnicas psicoterápicos específicos da TCC.

O tratamento com terapia cognitivo-comportamental na depressão tem demonstrado alta efetividade. Crenças centrais como necessidade de agradar os outros e busca pela perfeição são trabalhadas, sessão após sessão, e suavizadas ao ponto de o paciente recuperar sua capacidade adaptativa.

Com crianças e adolescentes os resultados da TCC também são positivos. Com a ajuda das ferramentas mais adequadas ao atendimento infantojuvenil, é possível reconhecer padrões equivocados de pensamento e ajudar o paciente a desenvolver novas formas de ver o mundo, com mais leveza, menos autocobrança e expectativas ajustadas à realidade.

Por que é importante buscar especialização nessa área?

O profissional que utiliza a terapia cognitivo-comportamental no tratamento da depressão precisa dominar as técnicas e criar uma aliança terapêutica sólida com o paciente. O indivíduo vai atuar de forma colaborativa e favorecer a melhora do seu quadro somente se confiar no processo.

A formação do vínculo entre terapeuta e paciente é essencial para que a terapia evolua. No caso de crianças e adolescentes, em que ainda há pouca maturidade emocional para compreender os próprios sentimentos, a abordagem requer cautela para fazer a aproximação, de modo que o paciente sinta que está em solo seguro.

Sendo assim, é fundamental buscar uma pós-graduação na área, atualizar o conhecimento e oferecer um atendimento de excelência para os pacientes. Há diversos cursos na área da TCC que possibilitam um entendimento mais aprofundado das teorias e técnicas dessa abordagem de tratamento — inclusive há especializações voltadas ao acompanhamento específico de crianças e adolescentes.

Como você viu, a terapia cognitivo-comportamental na depressão, assim como em vários outros transtornos, é um método de tratamento efetivo que contribui fortemente para a melhora da saúde emocional do paciente. O profissional, portanto, deve estar devidamente preparado para atuar nessa área e ajudar pessoas a retomarem seus propósitos de vida!

Para saber mais sobre cursos de especialização em terapia cognitivo-comportamental, entre em contato com o Cognitivo e esclareça dúvidas relacionadas a esse importante passo na carreira!

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