Psicologia e nutrição: como essas áreas se relacionam?

Muitas pessoas hoje em dia passam por problemas com a nutrição. Algumas construíram maus hábitos alimentares ao longo dos anos, enquanto outras sofrem de transtornos físicos e psicológicos que afetam sua autoimagem corporal. Para lidar melhor com esses pacientes, é necessário combinar psicologia e nutrição na realização de um tratamento mais efetivo.

Para quem olha de fora, pode não parecer que as duas áreas estão bem relacionadas, pois uma lida mais com a mente e outra diretamente com o corpo. Porém, ambas exercem grande efeito uma sobre a outra e precisam ser aplicadas em conjunto para garantir que o tratamento ocorra bem e sem perda de progresso.

Quer entender melhor como é a relação entre psicologia e nutrição? Então acompanhe o post e descubra tudo que precisa saber!

Como a psicologia se relaciona com a nutrição?

O primeiro ponto a ser estabelecido é como a psicologia pode influenciar o trabalho realizado na nutrição. Podemos destacar pelo menos três fatores:

A emoção afeta o corpo

Você certamente já notou que, quando está mais animado, tende a se movimentar mais e, no fim do dia, se sentir mais cansado, pois gastou mais energia. Por outro lado, quando se sente triste ou abatido, o corpo fica mais lento. Isso é um sinal claro dos efeitos das emoções sobre o funcionamento físico.

Em alguns casos, essa alteração emocional leva à absorção de nutrientes de forma diferente. Alguém apático, deprimido ou estressado tende a ter um metabolismo mais baixo, o que leva ao ganho de peso. Já alguém com problemas de ansiedade fica muito mais ativo e tende a perder peso. Se esses problemas estiverem associados a outros, isso pode prejudicar a saúde da pessoa.

O estado psíquico altera os hábitos alimentares

Assim como a mente afeta o gasto energético e a absorção de nutrientes, ela também pode levar uma pessoa a desenvolver diferentes hábitos alimentares. Por exemplo, alguém que se sinta infeliz pode impulsivamente comer mais doces, já que eles atuam na produção de endorfina, gerando prazer.

O acompanhamento psicológico é uma boa forma de identificar quais fatores emocionais estão afetando a alimentação do indivíduo. Sem isso, muitos nutricionistas podem ter dificuldade em implantar uma dieta adequada ou ver seus pacientes perderem o progresso feito ao longo do tempo.

Vários transtornos afetam a nutrição

Além de pensar em estados emocionais passageiros, também é importante reconhecer a possível presença de um transtorno alimentar no paciente. Várias doenças, como a bulimia e anorexia, levam a comportamentos autodestrutivos, especialmente na nutrição. E não há nenhuma dieta que possa evitar esses danos por conta própria, sendo muito importante o acompanhamento psicológico.

Se não houver uma combinação direta entre psicologia e nutrição durante o tratamento, é pouco provável que aquele paciente consiga superar sua doença e adotar hábitos alimentares mais saudáveis. Além de introduzir novas diretrizes sobre o que comer, em que quantidade e como, também é necessário tratar a forma como a pessoa lida e interpreta a própria alimentação.

Qual o papel da psicologia sobre os transtornos alimentares?

Como já mencionamos, o trabalho do psicólogo ao lodo do tratamento nutricional é auxiliar na criação de novos hábitos alimentares. Afinal, receber uma nova agenda de refeições nunca é o suficiente para que alguém mude completamente seu estilo de vida e suas preferências.

Em geral, é necessário trabalhar ao lado do paciente para esclarecer como é a relação dele com a alimentação. Alguns podem enxergá-la apenas como uma necessidade do corpo, enquanto outros podem ter mais satisfação ao comer determinados pratos. Tudo isso afeta a forma como a pessoa reage a essas mudanças.

Também é importante destacar que, quando há algum transtorno alimentar mais grave envolvido, como anorexia, bulimia, compulsão ou obesidade mórbida, o trabalho do psicólogo é praticamente indispensável. Falar sobre as emoções e entender como o paciente constrói sua autoimagem são passos fundamentais para alcançar mudanças mais profundas que facilitem a reeducação alimentar por parte dele.

No que consiste a psicologia alimentar?

A relação entre psicologia e nutrição, ao contrário do que alguns pensam, já é bem amadurecida. Sendo assim, já existem procedimentos e tratamentos bem elaborados para pacientes que desejam ou precisam de uma reeducação alimentar.

Veja aqui algumas das formas de atuação da psicologia alimentar:

Construção de hábitos alimentares melhores

O psicólogo alimentar é o melhor profissional para ajudar na construção ou mudança de hábitos alimentares. Seja para assegurar uma dieta mais balanceada ou para lidar melhor com transtornos alimentares.

Esse ponto é especialmente importante no tratamento para adolescentes, que precisam de atenção redobrada. Por estarem em fase de crescimento, ainda precisam de uma alimentação balanceada e nutritiva, mas, ao mesmo tempo, também são um grupo bem propenso a quebrar as regras de alimentação estabelecidas e formar maus hábitos. E, como você deve saber, quebrar maus hábitos é bem mais difícil que começar fazendo algo certo.

Tratamento de transtornos alimentares

Outro ponto que já mencionamos é a existência de doenças e transtornos alimentares que levam a uma alimentação pouco saudável. O nutricionista não pode alterar a forma como essas pessoas agem por conta própria, pois o problema não está apenas no que comem.

É necessário entender melhor por que o indivíduo desenvolveu determinado transtorno e qual é a melhor estratégia para quebrar esse comportamento. E as causas podem ser várias, desde dificuldades emocionais até doenças.

Incentivar a manter os novos hábitos

O fato de alguém mudar seu comportamento por um dia não é suficiente para assegurar sua correção pelos próximos meses ou anos. É importante que haja um acompanhamento prolongado até que estas alterações estejam consolidadas.

Durante as sessões de psicoterapia, o psicólogo também pode fiscalizar os hábitos alimentares do paciente e agir como um reforço desse comportamento. Pode parecer algo banal, mas isso ajuda diversas pessoas a manter seus novos hábitos.

Com essas informações, fica mais clara a relação entre psicologia e nutrição. Entender essa aproximação é o melhor caminho para prestar o melhor serviço possível em ambas as áreas.

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