Doença psicossomática e terapia cognitivo-comportamental: entenda a relação

Doenças psicossomáticas são manifestações no corpo, causadas por emoções, sentimentos e pensamentos. Para a teoria cognitivo-comportamental, essa é a base da explicação, já que relaciona corpo e mente, ao explicar os comportamentos.

Por esse motivo, psicossomática e terapia cognitivo-comportamental (TCC) apresentam grande relação, e a abordagem é considerada uma das mais rápidas e efetivas no tratamento.

Para o psicólogo que busca mais diferenciação no mercado, dominar as técnicas dessa abordagem é primordial, pois elas oferecem ótimos resultados aos pacientes, que se sentem satisfeitos com o atendimento.

Preparamos um texto explicativo sobre essas manifestações e a TCC. Acompanhe!

O que pode causar doenças psicossomáticas?

Para a teoria cognitivo-comportamental, nossos problemas são influenciados por pensamentos ou sentimentos mal resolvidos. Dessa forma, o sistema imunológico também sofre influência do estado emocional.

Contudo, em um ambiente de psicoterapia, essa relação deve sempre ser analisada de acordo com o contexto do paciente, já que existem diversos cenários para explicar o surgimento dos sintomas.

Para Mauricio Piccoloto, do Instituto Cognitivo, “em situações de estresse, por exemplo, o cérebro libera sinalizadores químicos que interagem com várias células do sistema imunológico e afetam sua atividade, causando desregulação. Com isso, doenças autoimunes podem se ativar ou agravar. Além do mais, nossa sensibilidade ou limiar para a dor podem variar pelo estado emocional”.

Outra explicação é alguém viver constantemente sob contingências aversivas, que podem estar ligadas a, por exemplo, bullying, violência psicológica, problemas profissionais. Elas emanam sensações desagradáveis, e quando presentes de forma crônica, podem causar as doenças somáticas.

Também, é preciso considerar outros aspectos, como a predisposição orgânica e hereditária, além do modo como a pessoa lida com seus pensamentos disfuncionais.

Quais são os tipos de doenças psicossomáticas?

Existem diversos tipos de doenças psicossomáticas. As mais comuns estão listadas a seguir.

Resfriados frequentes

Resfriados e gripes são causados por vírus, e ninguém está livre de ficar doente, de vez em quando. Porém, quando ocorre com frequência, é importante olhar para o que pode ser a causa disso, já que uma das consequências do transtorno psicossomático é a diminuição do sistema imunológico.

Herpes

O vírus é relativamente comum. Muitas pessoas o têm no organismo, mas não manifestam sintoma algum, Por outro lado, existem aquelas que estão, constantemente, com as feridas na boca ou na região genital.

Enxaqueca

Um dos gatilhos da enxaqueca é o estresse, que altera a química no cérebro e pode fazer aparecerem dores latejantes na cabeça. A doença chega a ser incapacitante em muitos momentos.

Alergia nervosa

Essa é uma das exteriorizações mais comuns de doenças psicossomáticas. O indivíduo apresenta erupções avermelhadas na pele, que podem coçar ou causar irritações.

Diarreia

O intestino também pode ser afetado. Se o problema for recorrente, é possível que a causa seja a psicossomatização.

Como identificar uma doença psicossomática?

“É importante destacar que o diagnóstico deve passar por uma avaliação médica que exclua outras possíveis causas para o quadro clínico, antes de se considerar uma doença como psicossomática”, conta Piccoloto.

Isso porque muitos dos sintomas também são comuns a outras condições. A enxaqueca, por exemplo, pode ser consequência de baixas taxas de vitamina D ou, ainda, problemas de visão. A alergia pode ser uma manifestação alimentar ou reação a um perfume. A imunidade baixa, causadora de resfriados constantes, pode ter como explicação uma dieta nutricional pobre.

De qualquer forma, essas doenças costumam ser olhadas pelos leigos com desdém, que as associam como sinal de fraqueza. Assim, ao atender um paciente é importante, antes, fazer o acolhimento de suas angústias, depois recomendar exames clínicos, para, então, começar o processo psicoterapêutico.

Lembre-se, também, de que, mesmo que a causa não seja psicossomática, essa pessoa ainda precisará aprender a lidar com as emoções e com as consequências ruins que o problema traz.

O que é a terapia cognitivo-comportamental?

A terapia cognitivo-comportamental é uma abordagem que tem raiz na filosofia estoicista, para apresentar seus conceitos cognitivos. É influenciada por autores como Beck e Ellis, e ao analisar o comportamento, olha antes para os pensamentos e sentimentos causadores.

Para a teoria, é muito importante entender como o paciente interpreta os acontecimentos, o que sente com eles e quais suas crenças e seus pensamentos mais frequentes. Por isso, está bastante relacionada também ao tratamento da ansiedade, do TOC, da depressão e do estresse pós-traumático.

Seu grande objetivo é ressignificar, mudar a forma como a pessoa interpreta os fatos, para, então, modificar o comportamento. Nisso, baseia-se no esquema:

  • ambiente — avaliação cognitiva — emoção — comportamento.

Quais os benefícios da TCC no tratamento de doenças psicossomáticas?

Existe grande relação entre psicossomática e terapia cognitivo-comportamental, por isso os efeitos da TCC são bastante efetivos.

Ela auxilia o paciente a desenvolver repertório, para lidar não apenas com suas reações atuais, mas também com as futuras. “É uma espécie de psicoeducação, ao diminuir seu foco atencional aos sintomas, para direcioná-lo a outras atividades mais gratificantes e saudáveis”, alega Piccoloto.

Algumas das técnicas utilizadas no tratamento com a TCC são as seguintes.

Desenvolvimento de inteligência emocional

A inteligência emocional envolve pilares, entre os quais o autoconhecimento, o autocontrole e a automotivação. O autoconhecimento ajuda a pessoa a discriminar melhor as contingências, com suas emoções, pensamentos e as consequências obtidas em cada situação. O autocontrole contribui no manejamento dos pensamentos disfuncionais. A automotivação leva a substituir esses pensamentos por outros mais funcionais.

Monitoramento dos pensamentos

Grande parte das vezes, o paciente só se dá conta das consequências aversivas nas quais se encontra depois de muito tempo. Nesses casos, é importante fazer um registro diário das atividades, dos pensamentos e das emoções. Ele escreverá exatamente o que está pensando e sentindo, o que aconteceu logo antes e os resultados. Depois, isso será discutido durantes as sessões.

Relaxamento

Ele ajuda a diminuir as sensações de ansiedade e estresse, muito presentes nas manifestações. As técnicas de respiração conseguem alterar as reações químicas no cérebro e, com isso, diminuir as ocorrências dos episódios.

No entanto, saiba que existem várias outras intervenções, e todas precisam ser adaptadas à realidade de cada paciente. O Instituto Cognitivo dispõe de cursos de especialização, que relacionam psicossomática e terapia cognitivo-comportamental, além de outras doenças. Eles oferecem o suporte necessário para treinar o profissional psicólogo, aumentando sua segurança e tornando-o mais apto aos atendimentos.

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