Saiba mais sobre o que são as ciências cognitivas e por que estudá-las

O campo científico vem se desenvolvendo de maneira rápida e constante. Como acompanhar todas as tendências seria impossível, uma estratégia muito utilizada pelos profissionais de saúde é focar e se especializar em áreas que sejam do seu interesse. Você já ouviu falar sobre as ciências cognitivas?

Um dos aspectos mais interessantes desse campo é que se trata de um esforço interdisciplinar. Nesse sentido, ele envolve estudos, por exemplo, da Filosofia, da Linguística, da Inteligência Artificial, das Neurociências e, claro, da Psicologia. Quer saber mais sobre o assunto?

Neste post, reunimos o que você precisa compreender sobre as ciências cognitivas para descobrir se quer seguir essa área em sua profissão. Vamos lá?

O que são as ciências cognitivas?

O objetivo de estudo desse campo das ciências é a cognição, ou seja, o conhecimento. Assim, profissionais das diversas disciplinas se envolvem em estudos sobre como ele se desenvolve e como é utilizado. Para isso, um dos pontos centrais é a pesquisa de aspectos cerebrais.

As ciências cognitivas estão muito relacionadas ao estudo do cérebro e da relação entre a estrutura biológica, seu funcionamento e as questões mentais. Isso faz dessa uma área de estudos bastante tecnológica, com investigações que incluem aparelhos para exames de imagem e longas pesquisas.

Outra característica fundamental desse campo é sua amplitude. Como já falamos, existem disciplinas variadas dentro das ciências cognitivas. Dessa forma, também podemos afirmar que essa área não é homogênea: existem modelos, focos e tipos de estudos muito diferentes, dependendo da abordagem de cada grupo de cientistas.

A Psicologia Cognitiva se difere das demais disciplinas por incluir aspectos emocionais e comportamentais em seus estudos. Esse é um grande avanço para o campo científico, pois permite pensar nos processos humanos em sua relação com o funcionamento cerebral.

No campo da Psicologia podemos encontrar desde pesquisas sobre funções cerebrais específicas (como a memória ou a atenção) até profissionais que buscam entender a relação entre os pensamentos, emoções e comportamentos humanos no atendimento a pessoas nos mais diversos contextos — como hospitais ou empresas.

O que se estuda nesse campo?

Com o avanço das ciências cognitivas, foi possível compreender a importância do cérebro em todo o desenvolvimento humano. Os pesquisadores ajudaram a desvendar os mistérios desse órgão e, hoje em dia, o que se sabe sobre ele é fundamental para avaliar situações individuais e sociais, promover aprendizagens, diagnosticar transtornos e tratar diversas doenças – analisando, por exemplo, a atuação de medicamentos no organismo.

Um dos pontos mais importantes nos estudos desse campo é a estrutura cerebral. Todos os avanços conquistados nessa área dependem, em algum grau, do conhecimento de como o cérebro se organiza e funciona. Compreender suas estruturas diferentes e a distribuição das funções entre elas é essencial para os estudos cognitivos.

A tecnologia é outro aspecto muito estudado nas ciências cognitivas. Pesquisadores dessa área desenvolveram lógicas matemáticas capazes de programar máquinas que simulem o funcionamento cerebral. Além disso, os equipamentos de imagem são essenciais para investigar as funções do cérebro e aprofundar os conhecimentos sobre ele.

Na Psicologia, o que se estuda é a relação do homem com o mundo por meio de sua cognição. A Psicologia Cognitiva tem o objetivo de, nos mais diversos cenários de atuação, entender a relação entre o que as pessoas pensam, o que sentem e como se comportam. Fazendo isso, o profissional pode mediar importantes processos de desenvolvimento.

Como se dá a atuação da Psicologia Cognitiva?

O diferencial desse campo da Psicologia é utilizar os conhecimentos sobre o cérebro para entender o comportamento humano. Dessa maneira, a vivência das pessoas não é vista apenas do ponto subjetivo, de forma abstrata, como historicamente já aconteceu em alguns campos da ciência.

A compreensão da Psicologia Cognitiva também supera outra limitação das ciências psicológicas. Nesse caso, a que entende as experiências humanas apenas do ponto comportamental, analisando os contextos somente a partir de dados externos. Além do comportamento, o psicólogo cognitivo consegue incluir na análise os pensamentos e as emoções. Isso marca avanços muito importantes na atuação da Psicologia.

Os saberes das ciências cognitivas podem ser utilizados pelo psicólogo na análise de processos de aprendizagem. O profissional dessa área apresenta diferenciais importantes ao trabalhar em instituições educativas, analisando como o estudante adquire conhecimento.

Outro campo que se favorece bastante dos conhecimentos da Psicologia Cognitiva é o de treinamentos ou processos de coaching. Os conhecimentos sobre as estruturas e o funcionamento cerebral são fundamentais para avaliar situações e propor atividades de acordo com as necessidades de cada pessoa.

O trabalho com psicologia clínica também é uma área muito rica para intervenções baseadas nas ciências cognitivas. A abordagem cognitivo-comportamental apresenta diversas técnicas que partem do conhecimento cerebral para mediar avanços em questões emocionais, cognitivas e comportamentais de pacientes.

Além disso, os conhecimentos da Psicologia Cognitiva também podem ser utilizados por diversos profissionais, como educadores, nutricionistas, enfermeiros, médicos, entre outros. Em muitas profissões é importante compreender padrões de comportamento e saber lidar com questões emocionais mais profundas.

Como se dedicar à área das ciências cognitivas?

Percebeu como esse campo de estudos e práticas é muito interessante e oferece diversas oportunidades para o profissional, sobretudo da área de saúde? Outra boa notícia é que as ciências cognitivas continuam em expansão e ganham cada vez mais importância. Assim, os saberes ligados às neurociências estão sendo ainda mais procurados.

Quem deseja se dedicar a essa área precisa estar atento a uma necessidade fundamental: a atualização constante. Como se trata de um campo em efervescência, sempre são divulgados novos resultados de pesquisas e mais materiais de estudos. Por isso, é importante acompanhar as investigações por meio de leituras, participação de eventos e cursos.

Para atuar, de fato, e construir uma carreira na área, o mais indicado é fazer uma especialização em ciências cognitivas. Além de enriquecer o currículo e valorizar sua atuação profissional, o curso o capacita com os conhecimentos essenciais para compreender o modelo cognitivo e ser capaz de avaliar e mediar processos mentais e comportamentais.

Sem dúvida, vale a pena conhecer mais sobre as ciências cognitivas e se especializar na área. Profissionais de saúde com essa formação estão aptos a compreender melhor os processos dos pacientes que o procuram. Dessa maneira, é possível oferecer um atendimento de qualidade e atuar diretamente no desenvolvimento das pessoas que chegam até você.

E então, este post foi útil para entender melhor o assunto? Que tal aproveitar para assinar a newsletter do blog e acompanhar conteúdos relevantes como este?

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