Saúde mental dos idosos e coronavírus: quais os problemas causados pelo isolamento?

Entre os muitos desafios que o último ano trouxe, com mudanças bruscas no cotidiano e inúmeras incertezas, fato é que a saúde mental dos idosos durante a pandemia do novo coronavírus é um dos mais preocupantes.

Isso porque a terceira idade, comumente, já demanda um olhar mais atento. Há uma propensão mais significativa ao desenvolvimento de transtornos, como ansiedade e depressão. Tais condições podem ser exponencialmente potencializadas em razão da necessidade de isolamento social como medida preventiva para evitar a disseminação da doença.

Em razão da relevância e da delicadeza com que se deve tratar o tema, elaboramos um conteúdo para explicar quais são os principais problemas emocionais gerados pelo distanciamento social nos idosos. Além disso, você confere o papel que os profissionais de Psicologia desempenham para auxiliá-los durante esse período de maior fragilidade. Boa leitura!

Os principais problemas que afetam a saúde mental dos idosos durante a pandemia do novo coronavírus

Inicialmente, há de se considerar que essa parcela da população está enquadrada como um dos grupos de risco. Esse fato também pode provocar um medo maior e tornar-se, até mesmo, um gatilho para outras enfermidades, como a síndrome do pânico. 

Assim, é preciso que os profissionais da área de Psicologia que trabalham, principalmente, com a saúde mental de pessoas da terceira idade tenham a sensibilidade de fazer uma diferenciação entre queixas inerentes — e até comuns — ao processo de envelhecimento natural do ser humano e aquelas que podem, sim, sinalizar a possibilidade do desenvolvimento de algumas patologias e desordens.

É claro que toda e qualquer manifestação comportamental atípica por parte do idoso deve receber atenção e passar por uma avaliação acurada, especialmente se gera sofrimento emocional ou tem impactos disfuncionais.

No entanto, existem, sim, sinais que, quando presentes, mais comumente estão vinculados a alterações na saúde mental, como os elencados a seguir:

  • tristeza, pensamentos de cunho negativo e desânimo;
  • alterações comportamentais expressivas e desinteresse por hobbies antigos ou por atividades antes vistas como prazerosas;
  • mudanças na rotina de sono (como excesso de sonolência ou insônia);
  • ganho ou perda de peso em razão de alterações no apetite;
  • ausência de perspectiva, dificuldade de concentração, lentidão no raciocínio e até perda de algumas memórias.

O importante papel dos profissionais da Psicologia para o enfrentamento desses desafios

É claro que há medidas que podem ser adotadas e estimuladas pelos familiares — inclusive sob a sua orientação, como profissional — que podem gerar bons resultados e ajudar os idosos a superarem o momento delicado vivenciado. Como alguns exemplos, podemos mencionar:

  • permanência do contato do idoso com os amigos e com os familiares por meio do manuseio de dispositivos eletrônicos que cumprem bem esse papel de “aproximar” quem está distante;
  • prática regular de atividades físicas, ainda que restritas àquelas que requerem menor esforço, caso o idoso tenha outros quadros clínicos que imponham alguns limites ou pouca mobilidade. Exemplos são caminhadas pelo próprio quintal da casa ou pelas áreas comuns dos condomínios. Neste caso, optando sempre pelos horários de menor circulação de pessoas e pela manutenção de todos os cuidados preventivos já conhecidos;
  • manutenção de uma rotina bem-estabelecida, de modo que o idoso, por exemplo, não passe o dia inteiro de pijamas, faça todas as refeições em horários regulares e preserve bons hábitos de sono;
  • experimentação de novas atividades (ou até a retomada de práticas que os alegravam antes), como jardinagem, bordado e costura etc.

Entretanto, com a persistência dos sintomas — ou, até mesmo, enquanto uma atuação preventiva —, é imprescindível buscar uma ajuda especializada para a identificação do problema (como um transtorno mental) e para a definição da melhor abordagem. Inclusive, é recomendável que os familiares também recebam essa orientação da sua parte.

Afinal, apenas você, como o profissional competente para lidar com as questões emocionais, poderá estabelecer o tratamento ideal e garantir o evitamento de maiores impactos psicológicos negativos sobre a saúde mental dos idosos durante a pandemia do novo coronavírus.

Que tal aproveitar a visita no blog para compreender como a TCC (terapia cognitivo-comportamental) pode ser uma aliada no tratamento de pacientes depressivos na terceira idade?

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