3 dicas para cuidar melhor da saúde mental infantil na pandemia

Com a necessidade de isolamento social, as bruscas alterações no cotidiano e as inúmeras incertezas com as quais temos convivido nos últimos anos, os impactos da pandemia do novo coronavírus sobre todas as faixas etárias são inegáveis. No entanto, uma parcela específica da população acaba por demandar mais atenção neste momento tão delicado, até mesmo porque, a depender da idade, ainda nem há uma total compreensão da realidade que estamos vivenciando.

Sim, estamos falando dos pequenos, que, assim como nós, também sofreram os reflexos de todas as mudanças no seu dia a dia, com a interrupção das aulas presenciais, o afastamento abrupto dos colegas e a suspensão de atividades que faziam parte da sua rotina. Exatamente por isso, a saúde mental infantil na pandemia se tornou uma questão que merece atenção.

É importante que os profissionais da Psicologia sejam capazes de identificar o potencial surgimento de alguns transtornos, reconhecendo os sinais mais comuns, de orientar os responsáveis para a garantia de um trabalho colaborativo para o tratamento do jovem paciente e, é claro, de saber empregar as abordagens mais apropriadas para assegurar bons resultados.

Continue a leitura deste conteúdo e saiba mais sobre como traçar a melhor linha de atuação.

Como cuidar melhor da saúde mental infantil na pandemia?

Como mencionado acima, é essencial que os responsáveis pelos pequenos colaborem para o sucesso do tratamento, afinal, muitas vezes, as crianças têm dificuldade de expressar o que sentem em palavras — ou, até mesmo, nem atingiram uma idade em que haja esse mínimo nível de discernimento para tal, embora estejam experienciando sentimentos de tristeza, angústia, irritabilidade, entre outros provocados pelo momento. 

Desse modo, uma das primeiras medidas a serem adotadas pelos psicólogos é a busca do diálogo com os pais ou cuidadores, a fim de orientá-los sobre como cuidar da saúde mental infantil na pandemia. Então, a seguir, confira algumas dicas que não apenas podem ser adotadas na sessão com o paciente, mas também colocadas em prática no lar — sob o seu direcionamento — para um tratamento cooperativo bem-sucedido.

1. Deixe que os pequenos se expressem

Da mesma forma que os adultos, as crianças também têm sentimentos que precisam ser exteriorizados. A depender da idade, como dito, elas nem sempre conseguirão fazê-lo por meio da fala, no entanto, isso não impede que os expressem por outros meios. 

Sendo assim, durante as sessões, tenha um olhar atento para identificar qual é a melhor abordagem de acordo com a faixa etária e com a capacidade de comunicação da criança. Às vezes, é possível perceber a manifestação de emoções durante brincadeiras, jogos, leitura de histórias e até por meio de desenhos. Nesse momento, é importante ter sensibilidade para “captar” expressões faciais, gestos de desconforto e reações, que podem “entregar” o que os pequenos estão sentindo.

Já em casa, é imprescindível que haja sempre um espaço para o diálogo. Então, oriente os familiares para que estejam dispostos a ouvi-los e a demonstrar a valorização dos seus sentimentos para que se sintam acolhidos. 

2. Não esconda o que vem acontecendo nos últimos tempos

As crianças, geralmente, são inteligentes e muito observadoras. Sendo assim, mesmo quando ainda não podem compreender a gravidade de uma determinada situação, conseguem ter a percepção de que “algo não vai bem” ao seu redor.

Por essa razão, tentar esconder a realidade e agir como se nada acontecesse, definitivamente, não é o melhor caminho. No entanto, é claro que não é preciso (e nem recomendável) entrar em detalhes e nem fazê-las, por exemplo, assistir às notícias na TV. A ideia é apenas ser honesto e tentar transmitir o contexto atual, respeitando a idade do pequeno para essa comunicação.

Quanto a essa medida, é válido que o profissional e os responsáveis pela criança alinhem o que será dito e de que forma, evitando que haja falas desencontradas. Isso poderia gerar uma confusão mental maior e alimentar a sensação de que “um dos lados” não está sendo, de fato, franco, o que prejudicará a confiança. 

3. Estimule a criação de novas rotinas e novos passatempos

Nem todo o trabalho precisa girar em torno do pesar do “novo normal” e de todos os reflexos que o cenário tem gerado, impactando a vida de todos. A necessidade de permanecer em casa a maior parte do tempo pode ser bastante entediante para os pequenos, principalmente para os que estavam habituados a uma rotina mais ativa — e deixá-los passar o dia inteiro, todos os dias, em frente a telinhas não é o mais recomendável.

Sendo assim, oriente os responsáveis sobre a possibilidade de estimular a descoberta de novos passatempos que podem preencher o tempo ocioso e de tentar criar uma rotina, mantendo alguns horários importantes e que faziam parte do cotidiano antes do início da pandemia, como os horários de dormir e de acordar, o das refeições, o de estudar (e assistir às aulas online, se isso for aplicável), entre outras coisas.

Como identificar transtornos mentais nas crianças durante a pandemia e quais são os sinais mais comuns?

Embora algumas alterações comportamentais sejam comuns em razão das mudanças bruscas no cotidiano, como uma maior irritabilidade, há outros sinais que devem “ligar o alerta”, pois podem indicar que algo pode não estar bem em se tratando da saúde mental infantil na pandemia. Sendo assim, é importante ter atenção, por exemplo:

  • a uma queda significativa no rendimento (caso a criança já esteja em idade escolar);
  • a mudanças significativas nos padrões de sono;
  • à apatia;
  • a relatos frequentes de pesadelos;
  • à ausência de vontade de realizar atividades que antes eram prazerosas;
  • a uma tristeza constante etc.

Diante de quadros como esse, é importante que os pais procurem uma ajuda especializada e que os profissionais estejam aptos a identificar quadros clínicos comuns diante das circunstâncias, como depressão, transtorno de ansiedade, transtorno disruptivo da desregulação do humor etc.

Como você viu, principalmente em períodos delicados, quando problemas, traumas e/ou grandes mudanças na rotina são enfrentados, não é incomum que as crianças sejam afetadas, gerando questões emocionais que podem demandar um tratamento profissional. Por essa razão, além de conhecer os impactos pelos quais a saúde mental infantil na pandemia pode passar, é fundamental buscar uma especialização que o torne apto, como profissional, para identificar e tratar, com a aplicação das abordagens apropriadas, as mais diversas condições com as quais os pequenos podem vir a lidar.

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