Seja um especialista em terapia cognitivo-comportamental

Não é de hoje que a comunidade científica tem focado seus estudos em temas associados à saúde mental. O que mudou nesse cenário é que a população, em seu todo, começou a dedicar mais atenção aos problemas emocionais. O resultado disso é o aumento da demanda de pacientes nas clínicas de psicoterapia. Temos, portanto, um campo promissor para o especialista em terapia cognitivo-comportamental (TCC).

Os métodos e técnicas da TCC têm eficácia comprovada para o tratamento de vários transtornos psíquicos. Dominar o conhecimento dessa ciência é essencial para o profissional que almeja ampliar seus resultados terapêuticos. Vamos conversar um pouco mais sobre esse assunto?

Comece recordando o que são as distorções cognitivas. Em seguida, saiba mais sobre as possibilidades de tratamento no campo da terapia cognitivo-comportamental e entenda a importância de buscar especialização na área. Acompanhe!

Distorções cognitivas e a interpretação das informações

As distorções cognitivas representam o ponto de partida para uma série de mal-entendidos que, por sua vez, geram conflitos emocionais. Na verdade, o que desperta ansiedade e desconforto não são os fatos em si, mas a interpretação que fazemos deles.

Isso explica as diferentes reações diante de uma mesma situação, ou seja, cada indivíduo tem suas próprias concepções e estratégias de assimilação para compreender o que acontece ao seu redor.

Em cada mente humana há um conjunto de crenças que direcionam o modo de enxergar e entender o mundo — e, nessa construção psíquica, também residem distorções cognitivas que formam padrões disfuncionais de pensamento.

Em síntese, as distorções cognitivas são formas equivocadas de interpretar os fatos e as informações. O problema é que essas visões distorcidas da realidade podem causar desgaste emocional e sofrimento psicológico, contribuindo para o desenvolvimento de transtornos ainda mais graves. Veja alguns tipos de distorção de pensamento:

  • leitura da mente — nesse caso, o indivíduo pressupõe o que os outros pensam, sentem e falam a seu respeito, sem que haja evidência para isso;
  • personalização — a pessoa carrega o peso de responsabilidades que não são suas e se sente culpada por tudo o que acontece ao seu redor;
  • filtro negativo — significa focar apenas nos aspectos ruins dos acontecimentos, sem conseguir enxergar os pontos positivos;
  • demandas absolutistas — são autocobranças inflexíveis que transformam afirmações voluntárias em obrigações, como pensamentos do tipo “eu tenho que fazer”, “eu deveria ter feito”;
  • generalização — consiste em transformar um fato isolado em uma regra e acreditar que situações semelhantes sempre levarão ao mesmo problema;
  • catastrofização — esse tipo de distorção é comum em transtornos de ansiedade. Nesse caso, o indivíduo está sempre em alerta, acreditando que coisas terríveis podem acontecer em qualquer ocasião.

A lista de distorções cognitivas é ainda maior. Neste post, trouxemos apenas algumas para exemplificar os erros de interpretação que existem. Importante lembrar que qualquer pessoa pode ter algum tipo de percepção distorcida, por isso é necessário saber identificá-la e flexibilizá-la. Cabe ao especialista em terapia cognitivo-comportamental ajudar o paciente a fazer essa reestruturação de pensamentos.

Para o profissional que segue a abordagem da psicoterapia cognitiva é interessante, e necessário, ter um conhecimento aprofundado sobre as distorções da mente. Com um respaldo teórico sólido, o especialista tem mais entendimento para reconhecer e modificar as crenças do paciente — as quais representam a raiz dos conflitos psicológicos.

A terapia cognitivo-comportamental e suas possibilidades

A terapia cognitivo-comportamental comprova efetividade no tratamento de uma série de transtornos mentais, assim como de outros quadros clínicos que causam sofrimento psíquico e comprometem o funcionamento adaptativo do paciente. A confiabilidade dos resultados é confirmada por diversas pesquisas científicas, realizadas com base nas técnicas e ferramentas da TCC.

Um dos desafios dessa ciência é sua atualização contínua. Os métodos da TCC são constantemente aprimorados, com o objetivo de promover mudanças cada vez mais significativas na vida do paciente. Temos como exemplo as psicoterapias contextuais, que surgiram com uma perspectiva renovada da terapia cognitivo-comportamental.

As terapias contextuais — também denominadas psicoterapias de terceira onda ou de terceira geração — resultam de conhecimento empírico e acrescentam novas experiências clínicas aos métodos terapêuticos já conhecidos, ampliando seus resultados. Entre os diversos modelos das abordagens contextuais estão:

  • a Terapia Comportamental Dialética;
  • a Terapia de Aceitação e Compromisso;
  • A Terapia Focada na Compaixão.

Com um olhar mais abrangente, percebemos que as diferentes terapias de terceira onda dialogam entre si. Elas são influenciadas pela análise funcional, enquanto adotam estratégias focadas em aceitação e compromisso com valores, ferramentas de mindfulness e um enfoque especial à relação terapêutica.

As psicoterapias contextuais já são indicadas em diferentes quadros, como:

A terapia cognitivo-comportamental, em seu todo, evoluiu significativamente em suas possibilidades de tratamento. Quando Aaron Beck a desenvolveu, o seu propósito era tratar quadros depressivos. Contudo, os resultados expressivos ampliaram as experiências clínicas da TCC e abriram caminho para que outros transtornos fossem acompanhados.

Hoje, a TCC é indicada para o tratamento de inúmeros problemas clínicos, como:

  • depressão;
  • ansiedade;
  • transtorno bipolar;
  • TOC;
  • distúrbios alimentares;
  • transtornos de personalidade;
  • dificuldades interpessoais, entre muitos outros quadros.

Em casos de maior gravidade, o acompanhamento com especialista dessa área é recomendado pelos psiquiatras, associado ao tratamento farmacológico.

Além do acompanhamento adulto individual, a terapia cognitivo-comportamental também tem mostrado efetividade em terapias de grupo e no atendimento a crianças e adolescentes. E as aplicações da TCC não se limitam ao contexto clínico. Outras áreas de atuação da Psicologia — como escolar, hospitalar e organizacional — também utilizam técnicas dessa abordagem.

O especialista em terapia cognitivo-comportamental

O terapeuta cognitivo-comportamental deve ter um conhecimento aprofundado sobre as teorias e práticas dessa ciência. É necessário, ainda, aplicar as técnicas da TCC com responsabilidade e respeito ao código de ética da profissão.

Cabe ao psicólogo dessa abordagem realizar uma avaliação clínica detalhada, diagnosticar o quadro e definir um prognóstico. Ao longo das sessões, é importante fortalecer o vínculo terapêutico, já que o paciente torna-se corresponsável pelo seu tratamento.

A TCC tem esse diferencial: dar autonomia ao indivíduo, orientá-lo a identificar suas próprias distorções cognitivas e treinar a reeducação de pensamentos, dentro e fora do setting terapêutico. Contudo, o profissional deve estar muito bem capacitado para conseguir conduzir o paciente em direção à sua evolução.

Sendo assim, o ideal para quem pretende consolidar carreira nessa área é assumir o compromisso com um aprendizado contínuo. O curso de especialização é o caminho certo para obter domínio dos saberes da TCC.

Por sua vez, o mercado é bastante receptivo para o especialista em terapia cognitivo-comportamental. A demanda é alta para psicólogos e psiquiatras que seguem essa linha de atendimento, porque se trata de uma abordagem com sólido referencial empírico e que abrange o tratamento de diversos transtornos, além de possibilitar a prática profissional em diferentes campos de atuação.

Ficou interessado em saber mais sobre as distorções cognitivas e sobre o curso de especialização em TCC? Entre em contato com o Cognitivo, esclareça suas dúvidas e comece a trilhar essa nova jornada em sua carreira!

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