O que é terror noturno infantil e como os psicólogos podem tratar esse distúrbio?

O terror noturno infantil é um distúrbio que afeta principalmente o público de 3 a 7 anos, e que deixa muitos pais preocupados com o bem-estar de seus filhos. Apesar de parecer um quadro complicado, esse problema é comum nessa faixa etária, e o acompanhamento de um psicólogo vai fazer toda a diferença no processo de melhora dos sintomas.

O terror noturno infantil faz com que a criança apresente sinais de desespero enquanto dorme, como gritos, transpiração, choros e agitação, sem que acorde durante esses momentos ou se lembre dos acontecimentos. Nesses episódios, é comum os pais não saberem como lidar nem o que fazer para acalmar seus filhos.

Por esse motivo, neste post, queremos abordar este assunto importante e mostrar a importância da atuação de um profissional da Psicologia no acompanhamento desse distúrbio. Acompanhe e saiba mais.

O que é o terror noturno infantil?

Nos primeiros acontecimentos, os pais podem confundir essa manifestação como um pesadelo. No entanto, o terror noturno infantil apresenta grandes diferenças de apenas um sonho ruim.

Para começar, o pesadelo ocorre durante a fase REM (rapid eye movement — movimento rápido dos olhos), na qual o sono é mais profundo e costumam ocorrer os sonhos. Essa etapa do sono costuma ter uma maior duração nas crianças, quando comparado com pessoas mais velhas.

Os sonhos ruins, que apresentam situações ansiogênicas, ocorrem com todos e são normais. No entanto, o público infantil costuma se lembrar mais dos fatos e se assustar mais, principalmente por ainda não ter desenvolvido a sua capacidade de distinção entre a realidade e o fictício.

Nesse caso, o pequeno consegue se lembrar sobre o que aconteceu e pode relatar aos pais sobre o que o deixou assustado. Os pesadelos também podem diminuir conforme é criada uma rotina de sono saudável, que induz o relaxamento.

Já a situação de terror noturno infantil surge em outras fases do sono, sem ser a REM. Outras de suas distinções do pesadelo é que o terror noturno infantil pode durar, em média, 15 minutos de manifestações dos sinais e não fica na memória da criança. Durante esse momento, ela pode conversar, abrir os olhos, sentar-se, andar, além dos outros sintomas de pânico, sem sequer acordar.

Por isso, a primeira orientação que o psicólogo precisa dar aos pais é de que nunca acordem os filhos durante os episódios, deixando que retornem ao estado habitual sozinhos. No entanto, como elas podem se movimentar pelo quarto, é importante providenciar medidas para que elas não se machuquem, como retirar objetos do chão para que não escorreguem ou tropecem e colocar proteção em escadas e janelas.

Além disso, é importante que os pais observem a periodicidade em que isso ocorre. Quando os episódios ocorrem em poucos dias da semana, é provável que essa seja uma fase passageira. Contudo, se a situação é recorrente, há grandes indícios de que o problema dure por um tempo maior — de qualquer forma, a frequência é reduzida com o avanço da idade, sendo muito rara quando o paciente chega na adolescência.

Quais são as causas do terror noturno infantil?

Ainda não se sabe exatamente o que causa o terror noturno, principalmente nas crianças. Entretanto, observa-se um estímulo excitatório no sistema nervoso central que, na infância, provavelmente se deve ao fato de que as suas células nervosas ainda não alcançaram a maturidade.

Além disso, existem alguns fatores que podem se relacionar ao distúrbio, como a falta de higiene do sono. Excesso de sons e luzes, ambientes desconfortáveis e muitas atividades estimulantes antes de dormir podem atrapalhar qualquer pessoa a ter um sono de qualidade, ainda mais na infância.

Problemas respiratórios, como a apneia do sono, também podem favorecer o surgimento do terror noturno infantil, assim como o excesso de estresse ou cansaço. Há ainda uma relação com o histórico familiar, pois pais que apresentam esse distúrbio ou sonambulismo têm mais chances de passarem isso aos filhos.

Ainda é importante observar o contexto em que esses episódios surgiram. Se começaram com o uso de alguma medicação, em períodos em que a criança se queixava de enxaqueca, tinha febre ou estava em lugares em que não estava familiarizada, é possível que o terror noturno esteja relacionado a isso.

Como os psicólogos podem ajudar pacientes com terror noturno infantil?

Os casos de terror noturno, em sua maioria, não precisam de um tratamento específico. Contudo, um acompanhamento psicológico pode ajudar a identificar alguns fatores que favorecem o surgimento dos sintomas e orientar os pais a criar uma rotina mais saudável, que minimize os problemas.

Além disso, quando as manifestações dos sintomas do terror noturno acompanham atitudes violentas e agressivas, os psicólogos podem compreender melhor o que causou isso e ajudar os pacientes para que esses comportamentos não ocorram nos períodos em que estão acordados.

A TCC pode auxiliar nesse processo?

A terapia cognitivo-comportamental tem como objetivo compreender os mecanismos que a mente de cada indivíduo usa para gerar determinados pensamentos e comportamentos. Ou seja, ajuda a visualizar a realidade pelos olhos dos pacientes, compreendendo-o melhor.

A TCC para crianças tem o benefício de entender o que causa estresse ou desconforto no público infantil. Assim, ela permite que o profissional encontre maneiras de ajudar o paciente a ter um maior autocontrole, melhor comunicação e mais compreensão do que sente. Quando isso é construído ainda na infância, ele pode desfrutar de muitas vantagens em sua saúde mental na vida adulta.

Além do mais, a terapia cognitivo-comportamental usa de diversas técnicas que ajudam no relaxamento. Desse modo, é possível promover um estado de maior bem-estar na criança, ajudando a melhorar a qualidade de seu sono.

Como visto, os benefícios da psicoterapia são diversos e podem contribuir muito para a melhora do quadro de terror noturno infantil, ajudando na percepção de fatores que podem favorecer o surgimento dos sintomas. Além disso, a TCC atua na orientação dos pais e cuidadores da criança para promover medidas que não interfiram no quadro e protejam a saúde e a integridade do pequeno.

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