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Transtorno Depressivo Persistente: o tratamento com a TCC

Basta passar algumas horas no trabalho, cuidando da casa ou lidando com responsabilidades para notar como a vida pode ser exigente. Mesmo pessoas com uma mente bem saudável sentem esse peso de vez em quando. Porém, para alguém que sofre com Transtorno Depressivo Persistente, essas dificuldades podem ser ainda maiores.

Ao contrário do que alguns dizem, quando a pessoa se sobrecarrega com esses sentimentos negativos, é importante buscar ajuda. Isso pode ser um problema de saúde, especialmente se afeta a maior parte da vida diária dela.

Para tirar suas dúvidas sobre o tema, vamos explicar um pouco melhor o que é esse transtorno e como identificá-lo. Acompanhe!

O que é a distimia e como identificá-la?

O Transtorno Depressivo Persistente, também chamado de distimia, é um transtorno mental semelhante à depressão leve, mas com persistência muito mais longa — de, pelo menos, 2 anos. É caracterizado por uma queda persistente do humor, deixando o paciente com grande dificuldade para se animar e se engajar em suas tarefas do dia a dia.

Quais são seus fatores de risco?

Como muitos outros transtornos psicológicos, não há uma só causa que possa ser identificada e prevenida. Porém, existem alguns fatores de risco que devem ser levados em conta. Alguns dos principais são os que seguem.

Histórico familiar

Uma parte dos sintomas de distimia vem de desalinhamentos no fluxo hormonal e no funcionamento do sistema nervoso. Isso é o que leva a alterações de humor negativas e persistentes, mesmo sem causa aparente. Sendo assim, um histórico familiar pode ser indicativo de predisposição genética.

Também é bom lembrar que a convivência pode levar a esse tipo de problema. Um ambiente familiar hostil, por exemplo, causa diversos sintomas, os quais também podem levar a mudanças neurológicas.

Fatores ambientais

Uma vida estressante, naturalmente, também leva à formação de vários transtornos, inclusive a distimia. Se você sofre muita pressão ao longo do dia, seja no trabalho ou em sua vida pessoal, seu cérebro começará a desenvolver padrões de funcionamento para se adaptar a essa realidade, o que gera boa parte dos sintomas do Transtorno Depressivo Persistente.

Estresse diário também está associado a outros transtornos, como a Síndrome de Burnout, que é cada vez mais comum nos dias atuais. Esses problemas não são excludentes e podem agravar um ao outro.

Hábitos diários

Por fim, muitos dos hábitos diários do indivíduo também podem interferir nas suas chances de desenvolver esse e outros problemas psicológicos. A forma como você se alimenta, por exemplo, afeta sua formação neuronal, o que pode levar a uma maior ou menor incidência desses transtornos. Vários comportamentos, como falta de sono, escassez de exercícios e postura ruim, podem causar ou agravar a distimia.

Como esse transtorno afeta a vida do paciente?

Como você já deve imaginar, não chamaríamos de “transtorno” se não houvesse algum efeito negativo na vida do indivíduo. Veja aqui alguns dos principais sintomas do Transtorno Depressivo Persistente e seus impactos.

Perda da autoestima

A opinião de uma pessoa sobre si mesma sempre é afetada pela depressão, independentemente de sua intensidade. Isso pode se caracterizar de várias formas, como não acreditar ser capaz de tomar conta de si mesmo (o que pode levar ao Transtorno de Personalidade Dependente) ou acreditar que suas conquistas não são válidas (Síndrome de Impostor). Além de criar um grande peso emocional, a baixa autoestima também leva ao agravamento da síndrome, especialmente quando resulta em maior isolamento social.

Maior incidência de fadiga

Uma das principais características de qualquer forma de depressão é uma diminuição no nível de energia do paciente. Ele fica mais lento, perde interesse em diversas atividades e tem mais dificuldade para realizar tarefas simples. Mesmo algo rotineiro, como sair para trabalhar, pode se tornar um esforço descomunal. Isso, obviamente, afeta várias partes de sua vida diária, desde suas necessidades básicas até suas interações sociais.

Diminuição do apetite

Devido à sua menor energia, o indivíduo que sofre com distimia também pode apresentar pouca vontade de comer. Mesmo que ele sinta fome, pode ser que o esforço de ir comer algo seja muito grande ou que haja alguma outra coisa chamando mais sua atenção e provocando ansiedade. Esse é um problema grave, pois pode levar à anorexia e subnutrição, sendo especialmente ruim para jovens ainda em crescimento.

Dificuldade para se concentrar e tomar decisões

Um dos maiores prejuízos que uma pessoa com Transtorno Depressivo Persistente sofre está na sua habilidade de pensar e tomar decisões informadas. Devido à baixa energia, também é mais difícil para esse indivíduo raciocinar, pois o cérebro está mais lento, e ele exige um metabolismo alto para processar grandes quantidades de informação. Sendo assim, uma pessoa pode passar um bom tempo sem conseguir tomar as próprias decisões, optando sempre pela primeira opção ou o que for mais fácil.

Hipersonia ou insônia

Outra alteração comum nesses pacientes são os casos de hipersonia — uma pessoa que dorme muito mais do que o necessário — ou de insônia — quando uma pessoa não consegue dormir. Cada caso pode apresentar um dos sintomas ou o paciente pode alternar entre os dois estados de tempos em tempos, embora ambos ainda estejam associados à depressão.

O tempo a mais ou a menos de sono pode variar bastante de um caso para outro, pois há outros fatores que entram em jogo nessa situação. As principais preocupações estão em como essas alterações na regulação de sono afetam a vida diária e a saúde do paciente.

Como a TCC pode ajudar no tratamento?

A terapia cognitivo-comportamental, também chamada de TCC, é um dos métodos mais bem-sucedidos no tratamento do Transtorno Depressivo Persistente. Essa linha foca no esclarecimento dos pensamentos. O paciente identifica e corrige conscientemente seus comportamentos e pensamentos negativos, os quais advêm do transtorno.

Por meio dessas identificações, das sessões com o profissional e do tratamento farmacológico (quando necessário), o paciente apresenta uma melhora gradual de seu quadro. Em até 2 anos, é bem provável que todos os sintomas estejam sob controle ou que a síndrome como um todo seja eliminada.

Com todas essas informações sobre o Transtorno Depressivo Persistente e o papel da TCC no tratamento, você pode identificá-lo e oferecer mais auxílio ao seu público. Quanto mais você se especializar, mais fácil será para seus pacientes obterem resultados.

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